CONTEÚDO


O que são Proventos, Dividendos, Juros sobre Capital Próprio e Bonificações?

 

As empresas propiciam benefícios a seus acionistas sob a forma de proventos (dividendos, juros sobre capital próprio ou bonificações) ou direito de preferência na aquisição de ações (subscrição), os quais veremos a seguir.

Bônus de subscrição – Quando há aumento do capital da empresa, a companhia emite títulos negociáveis que dão aos acionistas o direito e a prioridade na compra das novas ações da empresa em quantidade proporcional às possuídas. Para os investidores que desejam investir mais capital em ações da empresa as subscrições podem ser vantajosas, visto que normalmente o preço de subscrição das novas ações costuma ser abaixo do valor de mercado das ações da empresa na bolsa. Todavia, quando o capital é aumentado e novas ações são emitidas, as ações até então detidas por tal acionista passam a representar uma fração menor do capital caso o ele não compre essas novas ações na proporção em que lhe foram ofertadas, visto que o capital da empresa passa a ser diluído em um número maior de ações, o que consequentemente irá diluir os dividendos, o valor patrimonial de cada ação e o lucro por ação.

A empresa ao lançar uma subscrição de ações anuncia uma série de condições, sendo as principais o número de ações colocadas à venda e o preço de subscrição destes papéis, que resultam no valor total da operação, além do cronograma da subscrição. Como não é obrigatório o exercício de preferência na subscrição de novas ações, o acionista poderá vender a terceiros, em bolsa, os direitos que detém. Essa preferência detida pelos acionistas é chamada de Direito de Subscrição, é um ativo negociável em pregão na BOVESPA, no decorrer do prazo preestabelecido para o exercício do Direito de Subscrição. Transcorrido o prazo o ativo deixa de existir. O acionista que não efetuar a subscrição no período estipulado perde seu direito e aqueles que o compraram não tem restituição do valor pago pelo direito, já que esse papel deixa de existir, perdendo seu valor após o período de subscrição.

Para o exercício do direito de subscrição de novas ações os investidores devem informar seu corretor dentro dos prazos regulamentares, devendo colocar à disposição deste os recursos necessários ao pagamento da subscrição. A central de custódia, de posse dos recursos necessários, subscreverá as novas ações ao investidor, providenciando imediatamente o crédito dos títulos em sua conta.

O direito de subscrição é também concedido aos acionistas nos casos de emissão de títulos conversíveis em ações, tais como debêntures conversíveis e bônus de subscrição. Supondo que a subscrição seja das ações da Vale, os investidores que possuem ações ordinárias, VALE3, receberão os direitos de subscrição com o código VALE1 e, no caso das ações preferenciais VALE5 o código será VALE2. Ambos são ativos que podem ser negociados, no prazo determinado na subscrição, via home broker, caso o investidor não possua o capital para subscrever as novas ações ou caso não tenha o interesse em fazer novos aportes.

O aumento de capital é uma operação financeira para uma elevação do capital social de uma empresa através de duas modalidades: entrada de capital de sócios por meio de subscrição de novas ações ou quotas e incorporação de reservas. Como o aumento de capital é uma vantajosa fonte de financiamento para as empresas de capital aberto em relação aos empréstimos bancários, sobre os quais há cobrança de juros, é fundamental que o acionista entenda o real motivo por trás de um aumento de capital, principalmente quando as novas ações não são emitidas como bonificação aos acionistas mediante incorporação de reservas.

Assim, uma empresa pode realizar um lançamento secundário de ações para financiar projetos de expansão que requeiram grandes volumes de capital e cujos resultados virão a longo prazo, o que pode ser considerado favorável no longo prazo para os acionistas. Por outro lado, uma empresa também pode realizar um aumento de capital com a intenção de gerar caixa para honrar dívidas e diminuir o seu endividamento, muito comum entre empresas com sérios problemas financeiros e/ou operacionais que perderam o controle do endividamento e vem apresentando baixa geração de caixa operacional.

Portanto, o aumento de capital pode significar uma possível dificuldade financeira por parte da empresa que em razão disso busca a injeção de capital no seu caixa. Diante disso, quando é anunciado um aumento de capital nesta situação o valor de mercado da ação da empresa é desvalorizado, uma vez que os dividendos, os retornos e o controle dos acionistas serão diluídos, sem contar a perspectiva ruim devido ao risco financeiro.

"A maioria dos homens prefere morrer do que pensar. Alguns conseguem."
Bertrand Russell

Bonificação – Distribuição de resultados da companhia mediante emissão de ações, quando de incorporação de reservas ao capital social (resultados positivos anteriores). As ações bonificadas são entregues gratuitamente aos acionistas na proporção da quantidade de ações possuídas. Eventualmente, a empresa pode optar por distribuir essas reservas, ou parte delas, em dinheiro, gerando o que se denomina bonificação em dinheiro.

Assim, novas ações são emitidas para os atuais acionistas. Como não ocorre incremento do patrimônio líquido, apenas movimentação de contas em seu interior, o valor da empresa não se altera. Não há entrada de novos recursos, sendo assim diferente da subscrição, quando a empresa recebe novos aportes de capital em troca das novas ações emitidas. Com o aumento da base acionária derivado da bonificação, o preço da ação em bolsa tende a recuar para que o valor de mercado da companhia não se altere. No entanto, nesse processo, o patrimônio final do acionista não sofre alteração, pois apesar da redução do valor de mercado proporcional ao percentual de ações distribuídas na bonificação o acionista possui agora esse percentual a mais de ações e, portanto, o valor total de suas ações permanece o mesmo.

Dividendo – É a parcela do lucro que a empresa paga ao seu investidor. Ao obter lucro, em geral, a companhia faz um rateio, destinando uma parte do dinheiro para novos investimentos, outra para reservas e uma terceira para pagamento de proventos aos acionistas. Esse dinheiro é depositado na conta do investidor na corretora e fica disponível para saque ou reinvestimento no mercado. Os proventos podem ter periodicidade diversa: mensal, trimestral, semestral, anual, etc, desde que conste no estatuto da empresa o período determinado.

Por lei, no mínimo 25% do lucro líquido do exercício deve ser distribuído entre os acionistas. Quando uma empresa vai bem ela divide os lucros com quem tem suas ações. Se isso não estiver previsto no estatuto o dividendo sobe para metade do lucro. Procurar companhias que pagam bons dividendos é uma excelente alternativa para investir na Bolsa. O retorno gerado com dividendos pode ser expresso pelo dividend yield de uma ação, o qual é igual ao dividendo pago por ação num período de 12 meses dividido pelo preço da ação, e pelo pay out, o qual corresponde ao percentual do lucro que é distribuído sob a forma de dividendos e juros sob capital próprio num período de 12 meses. Nos últimos anos tem sido possível perceber uma tendência das empresas, através de políticas definidas de distribuição de resultados, de determinar em seus estatutos percentuais mais interessantes de distribuição de dividendos, havendo casos de empresas que distribuem mais de 30% do seu lucro sob forma de dividendo aos seus acionistas. Convém observar que ainda tendo apresentado prejuízo no trimestre, uma empresa de capital pode distribuir dividendos.

"Antes de comprar uma ação, descubra tudo o que você pode sobre a empresa, sua administração, seus concorrentes, lucros e possibilidades de crescimento."
Bernard Baruch

Juros sobre o capital – Remuneração paga em dinheiro pela empresa sobre o capital de seus sócios (os acionistas) investidos na empresa. Para a empresa, a principal vantagem da distribuição de juros sobre o capital, em vez de dividendos, é que o valor pago aos acionistas é contabilizado como custo e, portanto, reduz o montante do imposto de renda pago pela companhia.

Dividendos e juros sobre capital apesar de terem a alíquota de imposto de renda abatida na fonte devem ser declarados individualmente pelo investidor na DIRPF no campo rendimentos sujeitos a tributação exclusiva.

O reinvestimento por parte do investidor dos proventos recebidos, bem como novos aportes através de subscrições, são fundamentais para aumentar a rentabilidade de sua estratégia de investimento, bem como a utilização de outros mecanismos que serão abordados posteriormente, funcionando assim como uma espécie de juros sobre juros, cuja performance no longo prazo será expressivamente maior do que o investimento sem a reaplicação dos proventos recebidos.

“Um investidor deve  possuir sempre uma reserva de capital, assim como um experiente general que mantém suas tropas na reserva aguardando o momento exato, quando então realiza o ataque com grande convicção e leva seu exército para a vitória, porque soube esperar até que todas as chances estivessem a seu favor.”
Jesse Livermore

Desdobramento (split)- A empresa aumenta a quantidade de ações dos sócios de forma proporcional sem alterar o seu capital social. Tem como objetivo aumentar a quantidade em circulação e, consequentemente, reduzir o preço das ações no mercado, provocando assim maior liquidez dos títulos. Para o acionista não há alteração sobre o montante financeiro nem sua participação proporcional no capital da empresa.

Ex: O investidor que possui 1.000 ações que valem R$ 100,00 passa a possuir 2.000 ações que passam a valer R$ 50,00. Não há diferença no capital total.

Grupamento (inplit) – A empresa reduz a quantidade de ações em circulação, grupando lotes de ações em uma única ação. Este mecanismo tem por objetivo ajustar o valor das ações que por algum motivo, inclusive desvalorização, ficaram com preço muito baixo, sendo um procedimento muito realizado por empresas concordatárias que ainda têm ações em circulação, mas que possuem pouquíssimo valor, se é que possuem algum. É exatamente o inverso do split e não há mudança no capital social da empresa.

Ex: O investidor que possui 1.000 ações que valem R$ 25,00 passa a possuir 500 ações que passam a valer R$ 50,00. Não há diferença no capital total.

O exercício de direitos de bonificação, desdobramento, grupamento e dividendos é efetuado automaticamente nas contas de custódia dos clientes, de acordo com o regulamento operacional da corretora. Já o exercício de direitos de subscrição só é efetuado pelas referidas empresas mediante solicitação expressa do cliente.

Ajuste do Preço à Vista da Ação em Função de Proventos

Quando uma empresa comunica que irá distribuir algum provento a seus acionistas, as Bolsas estabelecem um prazo até o qual as ações de emissão dessa empresa irão ser negociadas na forma “Com–Direito” e a partir do qual somente serão transacionadas na forma “Ex-Direito” (ações que já receberam e/ou não têm direito ao provento).

Aqueles que possuírem ações dessa empresa até a data limite terão direito a receber os proventos. A partir dessa data, mesmo que o investidor compre ações dessa empresa não terá mais direito a receber os dividendos. Por isso, a partir dessa data a ação será chamada de ex-dividendo.

O mercado, por sua vez, quando do primeiro dia de negociação “ex-direito” ajusta as cotações das ações de maneira a “descontar os efeitos da distribuição de proventos” no preço de mercado dos títulos.

“Ações não são simples pedaços de papel. Representam uma participação em um negócio. Desta forma, quando analisar um investimento pense como o dono do negócio. Foque no negócio, não na ação. O que a companhia faz? Quão bem ela o faz? Limite-se aos investimentos que você consiga entender. Caso contrário você nunca irá conseguir medir o verdadeiro valor daquilo que possui."
Warren Buffett

Debêntures – São títulos de crédito emitidos pelas empresas sob forma de ativos, similares a um título público, são frações de empréstimos de longo prazo tomados pelas empresas. Rendem juros, prêmios e tem garantia de crédito, pois são garantidos pelo ativo da empresa. Normalmente são títulos com características de renda fixa, podendo, no entanto, serem considerados como de renda variável desde que a remuneração oferecida seja com base na participação nos lucros da emitente.

Os direitos e as remunerações oferecidas pelas debêntures são os juros, participação nos lucros e prêmios de reembolso. Podem ser emitidas com cláusula de conversibilidade, criando-se a debênture conversível em ações.

No caso de debêntures não conversíveis o empréstimo é liquidado financeiramente no prazo previsto. Quanto às debêntures conversíveis em ações, o investidor poderá, em prazos determinados e sob condições previamente definidas, optar pela conversão de seu valor em ações, incorporando-o ao capital da sociedade emitente. Os acionistas da sociedade anônima têm prioridade de compra no lançamento das debêntures com cláusula de conversibilidade em ações.

Muitos indivíduos desejam ter uma renda corrente. Um exemplo clássico são aposentados e outras pessoas que vivem de uma renda fixa. De maneira geral, o mercado se dispõe a aumentar o preço de oferta para uma ação quando os dividendos aumentam e a reduzir o preço quando os dividendos diminuírem. 

“Não queira se tornar milionário da noite para o dia, mas queira se tornar milionário dia após dia”.

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Onde Investir no Mercado Financeiro?

As operações nas Bolsas de Valores podem ser à Vista e a Futuro, sendo que as operações no Mercado Futuro estão segmentadas em três tipos: Mercado a Termo, Mercado Futuro e Mercado de Opções.

À vista: Mercado no qual os negócios são realizados com o objetivo de se efetuar uma compra e/ou uma venda imediata de um ativo real (ex: mercadoria, ações) ou financeiro (ex: índices, indicadores, taxas e moedas), com liquidação física e financeira logo após a realização do negócio, também chamado de disponível, pronto ou “spot”.

Este mercado caracteriza-se por ter os preços dos ativos com cotação atual e pelo fato das operações serem liquidadas em três dias. São negócios com ativos, títulos e valores mobiliários que se liquidam à vista. A liquidação física (entrega de títulos vendidos) se processa no 2º dia útil após a realização do negócio em bolsa e a liquidação financeira (pagamento e recebimento do valor da operação) se dá no 3º dia útil posterior à negociação, e somente mediante a efetiva liquidação física. A liquidação física e financeira é processada pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC.

Operação de “Day Trade” no Mercado à Vista

Não há prazo mínimo nem máximo para se manter uma ação. Se desejar, você pode vender a ação no mesmo dia em que a comprou realizando um day trade. É uma operação de compra e venda (apostando na alta do ativo) ou venda e compra (apostando na baixa do ativo) de uma mesma quantidade de ativos realizada no mesmo dia pelo mesmo investidor, através da mesma corretora e liquidada pelo mesmo agente de compensação.

Esta operação será liquidada financeiramente por saldos em “D+2”. Se o investidor vendeu ações de uma empresa “X” em um determinado dia por um preço superior ao de sua compra, também realizada no mesmo dia, ele receberá um crédito em “D+2” na compensação financeira referente ao saldo positivo da operação.

Se o investidor vendeu ações de uma empresa “X” em um determinado dia por um preço inferior ao de sua compra, também realizada no mesmo dia, ele terá que pagar o prejuízo da operação em “D+2” sofrendo um débito na compensação financeira.

“O dinheiro perdido com especulações em si é muito pequeno quando comparado às quantias gigantescas perdidas pelos assim-chamados “investidores  de longo prazo”, os quais deixaram seus “investimentos” de lado”.
Jesse Livermore

Derivativos: São ativos financeiros cujo valor resulta (deriva), integral ou parcialmente, do valor de outro ativo financeiro ou mercadoria negociada no mercado à vista, em relação ao seu preço futuro. Podem ser caracterizados como contratos a termo, contratos futuros, opções de compra e de venda, operações de swaps, entre outros.

São mercados nos quais são negociados contratos referenciados em um ativo real (ex: mercadoria e ações) ou financeiro (ex: índices, indicadores, taxas e moedas), com vencimento e liquidação, financeira e física, estabelecidos para uma data futura e por um preço determinado. O que se busca nos mercados derivativos é a transferência dos riscos de preço inerentes à atividade econômica entre os seus participantes.

Assim, os mercados de derivativos viabilizam aos agentes produtores e comerciantes a realizarem operações que possam protegê-los do risco de preço das suas posições detidas no mercado à vista (hedge). Os mercados derivativos abrangem as modalidades mercado a termo, mercado futuro e mercado de opções, os quais serão detalhados em artigos separados.

No caso do mercado de ações são os mercados a termo e de opções. Em ambos se estabelece “hoje” as condições em que será efetuada a finalização da operação, a qual irá ocorrer em uma data futura. Uma das razões de um produto/mercado ser denominado de derivativo é o fato de sua existência e a formação do seu preço estarem vinculados ao grau de risco e às diferentes expectativas quanto ao comportamento futuro de um outro produto/mercado.

A combinação de uma operação no mercado à vista e outra em um mercado a prazo – termo, futuro e opções, possibilita montar uma série de estratégias, tanto conservadoras como especulativas, dependendo do quanto o investidor pretende obter de retorno e ao risco que está disposto a expor seu capital.

Alavancagem no mercado de derivativos

Alavancagem é a operação que permite assumir grandes posições ou negócios com pouco capital próprio investido (operações em margem). A posição “alavancada” normalmente está associada a um risco maior, pois existe a probabilidade de perda superior ao patrimônio investido – o chamado risco de patrimônio líquido negativo.

Mais do que qualquer outra aplicação, as operações de compra ou de venda de derivativos tendem a produzir resultados, em cada período, que são várias vezes maiores em relação aos valores de referência das operações (basicamente a margem inicial depositada) do que as variações sofridas pelos preços dos ativos nos quais estão referenciados. Tais variações podem atuar nos dois sentidos, tanto no de valorização, quanto no de desvalorização do ativo, podendo ensejar que as operações resultem tanto em lucro quanto em prejuízo.

“O dinheiro não é só facilmente dobrável como dobra facilmente qualquer um".
Millôr Fernandes

Portanto, é compreensível que essa proporção que gera a alavancagem seja inversamente proporcional à margem exigida: quanto menor a margem, maior o potencial de alavancagem numa dada operação. Consequentemente, as variações relativas substanciais geram um alto potencial de volatilidade nas posições com derivativos, tanto para cima quanto para baixo (ganhos com altas de preços e perdas com quedas de preços no caso de posições compradas; ganhos com quedas de preços e perdas com altas de preços no caso de posições vendidas).

A possibilidade de obter retornos mais altos exige a disposição de assumir riscos maiores. A elevada volatilidade dos mercados derivativos mostra claramente que as operações envolvem risco muito maior do que o de operações no mercado à vista do ativo objeto de um derivativo. Não é incomum o preço de uma opção valorizar 200% num dia em função de uma valorização de 3% do ativo objeto, ou seja, a ação da qual a opção deriva. Porém, também não é incomum seu preço se desvalorizar 80% num dia em função de uma desvalorização de 3% do ativo objeto.

Em razão disso, para operar no mercado de derivativos recomenda-se um prévio estudo de suas regras, da exposição aos riscos e de suas estratégias. Operações no mercado de ações juntamente com estratégias no mercado de derivativos produzem no longo prazo uma rentabilidade adicional para o investidor que supera a valorização isolada da ação e minimizam o risco em ambos os mercados. Derivativos também podem ser utilizados para proteger uma posição vendida no mercado à vista (hedge), todas essas estratégias serão explicadas em artigos futuros.

Executada a ordem de compra/venda de um ativo ocorre a liquidação física e financeira, processo pelo qual se dá a transferência da propriedade dos títulos e o pagamento/recebimento do montante financeiro envolvido dentro do calendário específico estabelecido pela bolsa para cada mercado. A liquidação pode ser física, onde ocorre efetivamente a entrega do bem no qual o contrato estava referenciado, ou financeira, feita por diferença de preços.

“Todos os dias um esperto e um otário enviam ordens. Essas boletas vão se encontrar”.

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Como São Feitas as Negociações no Mercado de Capitais?

O Home Broker é a ferramenta de negociação on-line que permite que você negocie seus ativos pela internet na B3. Além da praticidade e rapidez nas negociações, o Home Broker oferece outras vantagens:

Agilidade no cadastramento e no trâmite de documentos
Acompanhamento de sua carteira de ações
Acesso às cotações podendo oferecer também notícias e análises sobre o mercado
Envio de ordens imediatas de compra e de venda de ativos
Recebimento da confirmação de ordens executadas

O que é o Pregão?

As negociações ocorrem no pregão, local em que se reúnem os corretores para cumprir as ordens de compra e de venda enviadas pelos seus clientes. Nos últimos anos o local físico de negociação tem perdido cada vez mais espaço para o pregão eletrônico, em que as ordens são enviadas pela corretora por meio de um sistema informatizado, conectando as Bolsas e as corretoras remotamente. Esse pregão ocorre diariamente das 10 às 17 horas e, durante o horário de verão, das 11 às 18 horas.

Leilão de pré-abertura: 09:45h – 10:00h – Registro de ofertas para formação do preço de abertura do ativo
Pregão regular com negociação contínua das 10:00h às 17:00h
Leilão de fechamento: 16:55 – 17:00h – Registro de ofertas para a formação do preço de fechamento do ativo

O investidor também pode realizar operações diretamente com um corretor via mesa de operações, seja pessoalmente ou por telefone. Normalmente as corretoras cobram taxas de corretagem percentuais para esse tipo de serviço e determinados tipos de operações somente podem ser realizadas via mesa de operações, tais como mercado a termo, aluguel de ações e algumas estratégias com opções.

“Mais importante do que os preços é o timing.”
Capital e Valor

O pregão de viva voz é o sistema em que as operações são executadas por operadores de Pregão, que são funcionários representantes das corretoras de valores. São pessoas físicas detentoras de título patrimonial de operador especial e que estão habilitadas a atuar nos pregões executando ordens em seu próprio nome ou contratadas por uma corretora em postos de negociação predeterminados para cada ativo ou mercadoria.

Durante o pregão eletrônico os participantes enviam ordens de compra das ações por intermédio das corretoras de valores. Essas ordens são organizadas pelo sistema eletrônico da Bolsa e colocadas em um livro de ofertas, onde essas ofertas são ordenadas seguindo dois critérios: valor ofertado e horário da oferta. O sistema tem como objetivo facilitar a formação dos preços da maneira mais organizada, rápida e transparente. O livro de ofertas nada mais é do que o leilão em tempo real do ativo.

O After-Market oferece a sessão noturna de negociação eletrônica. Além de atender aos profissionais do mercado, este mecanismo também é interessante para os pequenos e médios investidores, pois permite que enviem ordens por meio da Internet também no período noturno. É um Horário estendido do pregão eletrônico que passa a funcionar após as 17:45h até as 19:00h. Esse horário pode variar em função do horário de verão

A totalidade de ordens enviadas tem um limite de R$ 900.000,00 por investidor para o período After-Market e os preços das ordens enviadas nesse período não poderão exceder à variação máxima positiva ou negativa de 2% em relação ao preço de fechamento do pregão diurno. Somente ativos que tiveram negociação no horário regular podem ser negociados no after e não é possível operar opções.

"Escolher ações individuais sem qualquer ideia do que você está procurando é como correr através de uma fábrica de dinamite com um fósforo em chamas. Você pode até sobreviver, mas você ainda assim será um idiota.”
Joel Greenblatt

Como é feita a liquidação das operações?

No mercado a vista, vigora o seguinte fluxo de liquidação:

D+0 – dia da operação
D+1 – prazo para os intermediários financeiros (corretoras) especificarem as operações por eles executadas junto à bolsa
D+2 – entrega e bloqueio dos títulos para liquidação física da operação, caso ainda não estejam na custódia da CBLC, liquidação física e financeira da operação

Considera-se “D+0” como sendo o dia da realização da operação no Pregão ou no Sistema Eletrônico. Assim a Corretora Vendedora terá até o dia “D+2” para a entrega das ações (liquidação física) e a Corretora Compradora terá até o dia “D+2” para pagar a operação (liquidação financeira).                        

Mercado
Dias para liquidação financeira
À Vista
D+2
A Termo 
D+n, n = dia do vencimento
Opções
D+1
Futuro
D+1
“Os principais inimigos de um especulador estão em sua própria mente: medo e esperança, pânico e euforia”.
Jesse Livermore

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Como Investir no Mercado de Capitais?

Após estar cadastrado e ter saldo financeiro na corretora o investidor transmite sua ordem de compra ou venda através do home broker. A corretora lança a ordem no mega bolsa, o sistema eletrônico de negociação da B3.

Para enviar uma ordem, é necessário definir alguns passos:
1. Qual o código e tipo de ação (no exemplo GOAU4).
2. Se é uma ordem de compra ou de venda. No ex. Compra
3. É  preciso informar o tamanho da ordem, que pode ser em quantidade de ações (no exemplo 10.000) ou o volume financeiro (no exemplo R$ 175.000,00). Sendo a ordem em volume financeiro, a própria corretora irá informar quantas ações o investidor estará comprando.
4. Tipo de ordem (stop, limitada, start).
5. Prazo de validade da ordem que pode ser:
– Para o Dia: é cancelada se não cumprida no dia fixado.
– Prazo Determinado: é cancelada se não cumprida no prazo especificado.
– Até Cancelar: é válida até ser executada ou cancelada.

“Uma das melhores regras que alguém pode aprender sobre investimentos é não fazer nada, absolutamente nada, a menos que haja algo para fazer."
James Rogers

Ao entrar com uma ordem o investidor pode especificar diferentes datas de validade para sua permanência no sistema. Essas opções de validade são colocadas no instante da entrada da ordem ou durante a alteração da ordem.

As ofertas ficam expostas no monitor permitindo ao investidor ser avisado das modificações ocorridas no mercado para suas diversas ofertas registradas no sistema. Pode ocorrer que a cotação do ativo mude de preço, passando este a ser negociado acima do valor da ordem de compra limitada ou abaixo do valor da ordem de venda limitada, as quais ficarão parcialmente executadas e em aberto. Caso a cotação do ativo volte ao preço especificado na ordem o restante será executado.

Uma situação bastante comum é a execução parcial das ordens enviadas, que ocorre quando apenas parte da quantidade de ativos especificada na ordem é executada. Caso isso ocorra, o investidor terá que cancelar a ordem em aberto e enviar outra ordem ou alterar a ordem em aberto, de maneira que o restante da operação seja executada. É importante saber que caso a ordem seja alterada tendo sido parcialmente executada ela passa a ser considerada uma nova ordem e por isso a corretagem será novamente cobrada.

“O lado humano de cada pessoa é o maior inimigo do investidor. Não é bom ficar curioso demais acerca das razões por trás dos movimentos dos preços”.
Jesse Livermore

O que é estar comprado e estar vendido?

No mercado existem estratégias para se obter ganhos com a valorização ou com a desvalorização de um ativo. Caso um investidor acredite que determinado ativo irá se valorizar deve abrir uma posição comprada no ativo (buy to open). Para encerrar sua operação com lucro, caso tenha havido valorização do ativo, ou com prejuízo, caso tenha havido desvalorização, o investidor deverá vendê-lo para encerrar sua posição comprada no ativo (sell to close). Essa é a estratégia mais comum e mais conhecida, comprar algo esperando sua valorização.

Entretanto, existem estratégias para se obter lucro com a queda do mercado apostando na desvalorização do ativo. O investidor pode alugar ações e vendê-las no mercado (sell to open) para futuramente recomprá-las mais barato e encerrar o aluguel, lucrando a diferença entre o preço de venda e o de compra. Outra estratégia é abrir uma posição vendida (sell to open) num contrato futuro de índice. Neste caso o investidor está vendido no mercado e caso a cotação do ativo caia haverá lucro, mas se a cotação subir haverá prejuízo. Para encerrar uma posição vendida no mercado é necessário realizar uma compra do ativo (buy to close). Operações no mercado futuro serão detalhadas em outros artigos.

Portanto, ao estar comprado num determinado ativo o investidor estará apostando em sua valorização e ao estar vendido num determinado ativo o investidor estará apostando em sua desvalorização. Com exceção das operações com contratos futuros, nas quais a margem é a mesma para a compra ou para a venda, para ficar vendido em ações e outros ativos é requerido do investidor uma margem em dinheiro ou em ativos como garantia da operação, pois o risco de uma posição vendida pode ser superior ao valor do capital investido.

Suponhamos que um investidor comprou 100 ações de uma empresa por R$ 10,00 cada (abriu uma posição comprada). Caso a empresa tenha um péssimo desempenho e vá à falência, seu prejuízo máximo será de R$ 1.000,00. Entretanto, caso o investidor abra uma posição vendida nesta ação ele estará devendo as ações. Caso a empresa seja adquirida por outra ou tenha um desempenho surpreendente não há limite para a valorização de suas ações. Como o investidor está na ponta devedora, teoricamente não haverá limite para seu prejuízo.

“Não foque em dinheiro, foque em se tornar um investidor melhor.”
Warren Buffett

O que é o leilão?

As ofertas de compra e venda de um ativo ficam agrupadas no livro de ofertas. É a listagem das ofertas que indica a quantidade, preço e o nome da corretora. Na esquerda fica a ponta compradora e na direita a ponta vendedora. Mantenha o hábito de acompanhar o livro de ofertas, pois ele é o resumo do leilão em tempo real.

Exemplo do livro de oferta da VALE5. Para a compra a melhor ordem de venda é de 2.100 ações a R$ 43,63 e, para a venda, a melhor ordem de compra é de 5.000 ações a R$ 43,53.

"Mantenha as operações vencedoras e interrompa as perdedoras."
Jesse Livermore

O preço do ativo é formado pelos investidores que, dando ordens de compra ou de venda às corretoras, estabelecem o fluxo de oferta e procura, fazendo com que se estabeleça o preço do ativo. A maior ou menor oferta/procura por determinado ativo influencia o processo de valorização ou desvalorização, que geralmente está relacionado ao comportamento histórico dos preços, à atuação dos investidores institucionais e, principalmente, às perspectivas futuras com relação à economia e ao desempenho da empresa.

No mercado de ações tais perspectivas podem ser influenciadas por notícias sobre o setor no qual a empresa atua, pela divulgação de novos balanços da empresa (com dados favoráveis ou desfavoráveis), por notícias sobre fusão de companhias, e muitos outros fatos relevantes que possam afetar o desempenho da empresa emissora da ação, podendo ser macroeconômicos, setoriais e microeconômicos.

Tipos de Ordens

Ordem a mercado – É executada ao melhor preço oferecido no momento em que é recebida, mais comum para vendas (execução imediata / risco de preço ruim). Neste tipo de ordem só é especificado a quantidade do ativo, o investidor não define o preço de entrada. A ordem é executada imediatamente no preço da melhor oferta.

Ordem limitada – O investidor especifica a quantidade e o preço. A operação será executada por um preço igual ou melhor que o indicado pelo investidor. Mesmo que o mercado atinja o preço da ordem, não há garantia de que ela será totalmente executada.

Ordem Administrada – São operações realizadas via mesa de operação, o investidor especifica somente a quantidade e o tipo do ativo que deseja comprar ou vender. A execução da ordem ficará a critério da corretora.

Ordem de Stop – Instrui a corretora a encerar uma operação no mercado quando um determinado preço for atingido. Parte do pressuposto de que o investidor está com uma posição aberta em algum ativo. Caso o valor de sua cotação atinja um valor determinado pelo investidor, uma ordem é lançada no mercado para encerrar sua posição no ativo, podendo ser uma ordem de compra ou de venda, cujo valor  é preestabelecido.

Ordem de Start – Instrui a corretora a iniciar uma operação no mercado quando um determinado preço for atingido. Parte do pressuposto de que o investidor está líquido, não está com uma posição aberta no ativo (está fora do mercado). Caso o valor da cotação do ativo atinja um valor determinado pelo investidor, uma ordem é lançada no mercado para abrir uma posição no ativo, podendo ser uma ordem de compra ou de venda, cujo valor é preestabelecido.

“O indivíduo que quiser ser vitorioso na luta contra os gigantes deve cultivar a paciência e controlar a ganância. Lembre-se, seu objetivo é operar bem ao invés de operar sempre”.
Alexander Elder

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Tipos de ordem - As Ordens Start

Uma ordem start é um tipo de ordem preestabelecida para abrir uma posição comprada ou vendida num ativo a partir do momento em que este seja negociado a um determinado preço. A corretora enviará à bolsa uma ordem limitada para comprar ou vender um ativo quando um determinado nível de preço for atingido.

É possível registrar ordens start com preço de disparo acima ou abaixo do preço de mercado do ativo, ou seja, o investidor pode programar uma compra esperando uma alta ou uma venda esperando uma queda na cotação do ativo (não simultaneamente).

Ordem Start de Compra – É uma ordem predeterminada que abre uma posição comprada num ativo caso sua cotação atinja um determinado valor. Neste caso o investidor está apostando na valorização do ativo (buy to open).

Ex: Um investidor deseja comprar o ativo GOAU4 somente se a cotação do ativo atingir R$ 18,00. A ação está sendo negociada no mercado a R$ 18,30 (preço do último negócio). Neste caso, poderá ser registrada uma ordem start de compra com gatilho (preço start) a R$ 18,00 e o preço limite a R$ 18,05. Sendo assim, quando o preço de mercado do ativo atingir a cotação de R$ 18,00 será disparada uma ordem limitada de compra do ativo a R$ 18,05 abrindo uma posição comprada no ativo.

"Ações nunca estão muito altas para começar a comprar, nem muito baixas para começar a vender. Mas depois da primeira transação, não faça uma segunda a não ser que a primeira mostre lucro."
Jesse Livermore

Ordem Start de Venda – É uma ordem predeterminada que abre uma posição vendida num ativo caso sua cotação atinja um determinado valor. Neste caso o investidor está apostando na desvalorização do ativo (sell to open).

Ex. Um investidor acredita que quando o Índice Bovespa Futuro atinja 68.000 pontos irá se desvalorizar e insere uma ordem start de venda, cujo gatilho é 68.000 pontos e o valor de venda é de 67.980. Caso a cotação do índice atinja 68.000 pontos uma ordem limitada de venda no valor de 67.980 será lançada no mercado abrindo uma posição vendida no ativo.

Nas ordens stop/start devem ser específicos além dos preços também a validade da ordem. Podem ser válidas para o dia, até um determinado dia específico, porém não mais do que 30 dias.

Parâmetros para registro de preço de gatilho e preço limite

• Gatilho: O nível de preço que quando atingido faz com que ordem de start seja acionada.
• Limite: O nível de preço até onde se permite que a ordem de start seja executada.

• Start de Compra – O preço de compra (preço limite) deve ser registrado em valor superior ao preço de gatilho.
• Start de Venda – O preço de venda (preço limite) deve ser registrado em valor inferior ao preço de gatilho.

“Quando você está na ponta certa no mercado duas forças trabalharão a seu favor: o noticiário e todos os que estão posicionados na ponta errada”.
Jesse Livermore

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Tipos de ordem - As Ordens Stop

Conforme fora dito, a ordem stop instrui a corretora a encerrar uma operação no mercado quando um determinado preço for atingido. Parte do pressuposto de que o investidor está com uma posição aberta em algum ativo. Caso o valor de sua cotação atinja um valor determinado pelo investidor, uma ordem é lançada no mercado para encerrar sua posição no ativo, podendo ser uma ordem de compra ou de venda, cujo valor é preestabelecido. As ordens de stop/start colocadas via home broker podem ser do tipo limitada ou a mercado, tornando necessário que se especifique dois níveis de preço, a saber:

• Gatilho: O nível de preço que quando atingido faz com que ordem de stop/start seja acionada.
• Limite: O nível de preço até onde se permite que a ordem de stop/start seja executada.

Ex: Um investidor comprado no ativo GOAU4 a R$ 18,30 estabelece como limite de perda o valor de R$ 18,00. Neste caso, poderá ser registrada uma ordem stop de venda com gatilho (preço stop) a R$ 18,05 e o preço limite a R$ 18,00. Sendo assim, caso o preço de mercado do ativo atingir a cotação de R$ 18,05 será disparada uma ordem limitada de venda do ativo a R$ 18,00 fechando uma posição comprada no ativo.

O valor do gatilho de disparo da ordem stop não deve ser um valor muito próximo da cotação do ativo, pois qualquer oscilação negativa lançaria a ordem, liquidando a posição e tirando o investidor do mercado. Também não pode ser um valor muito distante, pois quando atingido liquidaria a operação com um prejuízo muito grande.

Exemplo de uma ordem de stop de venda de 1000 ações GOAU4. Caso a cotação do ativo atinja o preço de R$ 16,80 (gatilho do stop) uma ordem de venda limitada ao preço de R$ 16,78 será lançada no leilão do ativo.

Todo investidor deve estabelecer um limite de perda para todas suas operações no mercado. Uma ordem stop pode ser usada como uma ordem de segurança, automaticamente encerrando uma posição quando o limite de prejuízo for atingindo. Caso seu limite de perda seja de 5%, isso que dizer que uma ordem stop deve ser posicionada a um valor 5% menor que o preço de compra do ativo. Assim o investidor estará definindo um limite de prejuízo para uma compra de um ativo caso esse se desvalorize, de modo que na pior das hipóteses perderá somente o valor limite que estipulou.

"O investimento de longo prazo em ações é muitas vezes uma especulação de curto prazo que não deu certo".
Paulo Bittencourt

Stop de perda (stop loss) – Pode ser utilizada uma ordem stop, de venda ou de compra, para proteger uma posição comprada ou uma posição vendida caso a cotação do ativo caia ou suba. Se a operação der errado e a cotação do ativo seguir contra a posição do investidor seu prejuízo será limitado.

O stop de perda é uma ferramenta automática de limitação de prejuízo. O valor do preço-limite (perda) deve ser constantemente atualizado na medida em que a cotação do ativo se valoriza, sempre para cima, a favor da posição do investidor. Isso quer dizer que caso a cotação do ativo esteja próxima ao gatilho do stop não se deve movê-lo mais para baixo para se evitar a venda (para não ser “stopado”). O investidor deve ser disciplinado e fiel à sua estratégia. O valor estabelecido deve ser respeitado no interesse de limitar as perdas e garantir a preservação do capital no longo prazo.

Para proteger uma posição comprada o investidor pode posicionar junto a sua corretora uma ordem stop de venda. Caso a cotação do ativo caia para um determinado valor a corretora enviará uma ordem de venda de toda ou parte da posição do investidor a um preço predeterminado.

Para proteger uma posição vendida (aposta na desvalorização do ativo) o investidor pode posicionar junto a sua corretora uma ordem stop de compra. Caso a cotação do ativo suba para um determinado valor a corretora enviará uma ordem de compra de toda ou parte da posição do investidor a um preço predeterminado.

Todo bom plano deve ter uma saída de emergência, senão, não é um bom plano. O stop loss é a saída de emergência. O investidor deve posicioná-lo de forma que se sua estratégia não funcione e o mercado vire contra ele, sua posição possa ser encerrada com o menor prejuízo possível, antes que um estrago maior seja feito em sua conta.

Dicas de Warren Buffett
• Proteja seu capital.
• Proteja seu capital.
• Leia as duas anteriores.

Stop de ganho (stop gain) – É a uma ordem preestabelecida para encerrar uma posição aberta no mercado com um spread de lucro preestabelecido. Tem como objetivo permitir que suas metas de ganho sejam realizadas caso a operação dê lucro. Assim que o preço de mercado do ativo atingir o preço alvo definido pelo objetivo de lucro do investidor o sistema encerra sua posição realizando o seu lucro.

Stop de ganho de venda – O investidor compra um determinado ativo e insere uma ordem stop cujo gatilho tem valor superior ao preço de compra do ativo. Caso o ativo se valorize e sua cotação atinja o preço do gatilho uma ordem limitada de venda será enviada a bolsa e, se executada, o investidor realizará seu lucro, liquidando sua posição comprada. Vale destacar que neste caso o investidor pode colocar um preço de venda igual ou superior ao preço de disparo.

O stop de ganho de compra –  É uma ordem que encerra uma posição vendida com lucro. Neste caso o investidor espera a desvalorização do preço do ativo, abre uma posição vendida no ativo e insere uma ordem stop de compra cujo gatilho tem valor inferior ao preço de venda do ativo. Caso o ativo se desvalorize e atinja a cotação uma ordem limitada de compra será enviada a bolsa e, se executada, o investidor realizará seu lucro, liquidando sua posição vendida.

Parâmetros para registro de preço de gatilho e preço limite numa ordem stop

• Stop loss de uma posição comprada – O preço de venda (preço limite) deve registrado em valor inferior ao preço de gatilho.
• Stop loss de uma posição vendida – O preço de compra (preço limite) deve registrado em valor superior ao preço de gatilho.

• Stop gain de uma posição comprada – O preço de venda (preço limite) deve registrado em valor superior ao preço de gatilho.
• Stop gain de uma posição vendida – O preço de compra (preço limite) deve registrado em valor inferior ao preço de gatilho.

"O segredo para vencer na bolsa de valores não é estar certo o tempo todo, mas perder o menos possível quando você está errado."
William J. O'Neil

Stop simultâneo – Define simultaneamente os limites de ganho e de perda em uma única ordem stop. O investidor define dois preços de disparo, um inferior (stop loss) e outro superior (stop gain) ao preço do último negócio. Também são registrados dois preços limite: um inferior ao preço de disparo de perda (para limitar prejuízo) e outro superior ao preço de disparo de alta (realizando o ganho). Quando um dos preços de disparo é atingido a ordem é enviada à bolsa. A ordem é disparada uma única vez, de acordo com o primeiro preço de disparo que for atingido.

No exemplo, caso a cotação do ativo GOAU4 suba e atinja R$ 18,80, uma ordem limitada de venda no valor de R$18,78 será lançada no leilão do ativo. Por outro lado, caso a cotação do ativo caia e atinja R$ 16,80, uma ordem limitada de venda no valor de R$ 16,78 será lançada no leilão do ativo.

Ordem de stop móvel (trailing stop) – É um tipo de ordem stop na qual o valor do preço de gatilho do stop e da ordem limitada de venda vão se ajustando para cima à medida que o ativo se valoriza. Como o próprio nome já diz, é uma ordem stop que se move a partir do momento em que uma posição comprada começa a mostrar lucro.

A ordem de stop móvel transfere automaticamente o gatilho e o valor da ordem de venda para um preço mais alto, sempre abaixo da cotação atual, de forma a garantir um lucro mínimo para a operação, ao mesmo tempo em que possibilita o aumento do lucro já obtido. Caso o preço do ativo caia e atinja o preço do gatilho do stop móvel uma ordem limitada de venda é lançada no leilão do ativo. É importante ressaltar que o stop móvel se move somente para cima, sempre a favor da posição comprada.

“Se não deu certo da primeira vez, esqueça. Jamais tente salvar um mau investimento fazendo “preço médio”.
Capital e Valor

Ao enviar uma ordem stop móvel o investidor deve preencher 4 campos de preço:

1) Gatilho Inicial: Sua ordem de venda será disparada imediatamente caso o preço do ativo atinja esse valor.

2) Preço de venda inicial: Valor inicial da ordem limitada de venda que será disparada caso a cotação do ativo atinja o preço do gatilho.

3) Preço de Início: é o valor a partir do qual o preço do gatilho e o preço de venda serão ajustados para cima. É o momento em que o valor de ajuste do stop começará a ser adicionado ao valor do gatilho e da ordem de venda. Esse é o valor que aciona a função móvel deve ser uma cotação superior à cotação atual do papel.

4) Ajuste: é o valor que será adicionado aos valores do gatilho e da ordem de venda assim que a cotação ultrapassar o preço de início do stop móvel. O valor mínimo deve ser de R$ 0,01. Todo stop móvel tem validade até cancelar.

Caso a cotação do ativo caia valerão o último preço do gatilho e da ordem de venda ajustados. Uma vez que a cotação atinja o valor do gatilho uma ordem de venda limitada será lançada no valor do seu último ajuste, encerrando a posição comprada do investidor da mesma forma que um stop de ganho.

O investidor está inserindo uma ordem stop móvel de venda e caso o preço do ativo PETR4 atinja R$ 33,00 será inserida no sistema uma ordem stop loss de venda com gatilho a R$ 32,51.  Se o preço do ativo atingir R$33,10 o preço do gatilho será ajustado para R$ 32,61 e da ordem de venda para R$32,60 e assim por diante. Caso o preço do ativo se desvalorize, o último preço de disparo será mantido. E caso atinja a cotação de R$ 32,61 uma ordem de venda limitada no valor de R$32,60 será lançada no leilão do ativo.

Parâmetros da ordem stop móvel de venda:

• O preço do gatilho deve ser registrado em valor inferior ao preço do último negócio.
• O valor da ordem de venda deve ser registrado em valor inferior ao preço do gatilho.
• O valor do início do stop móvel deve ser registrado em valor superior ao preço do último negócio.
• O valor de início do stop móvel deve ser registrado em preço superior à soma do valor de disparo mais o ajuste inicial.

Correções de preços ocasionados por bonificação, grupamento, juros sobre capital, ou quaisquer outros direitos e/ou proventos, poderão disparar uma ordem stop ou start, sendo importante o acompanhamento das datas de pagamento e ajuste para evitar que a ordem não venha a ser disparada indesejadamente.

Stops não garantem total proteção, pois os preços podem pular o valor do stop (gap), ou mesmo, ao se tornar uma ordem limitada essa pode ser executada parcialmente caso o mercado se mova muito rápido ou o ativo não tenha muita liquidez. É muito importante que o ativo  tenha a liquidez necessária para que o Stop seja executado.

“Nunca deixe um lucro virar prejuízo, corte o prejuízo e deixe o lucro crescer”.

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Como é Cobrado o Imposto de Renda em Operações de Renda Variável?

Imposto de Renda – Diferente das outras formas de investimento, em que o imposto é debitado direto da fonte e você não precisa preocupar-se em fazer a declaração, o Imposto de Renda sobre operações em mercado de renda variável precisa ser declarado pelo investidor.

Estão isentos de IR os ganhos líquidos auferidos por pessoas físicas quando o total das vendas não exceder R$ 20.000 no mês, exceto para operações de day trade, sobre as quais sempre incidirá IR. Nas Operações em Mercados à vista, opções, a termo e futuros, o ganho líquido obtido pelo investidor no mercado a vista é tributado à alíquota de 15% de imposto de renda como ganho de renda variável, com 0,005% de imposto sobre o valor de alienação como antecipação; exceto em day trade e exercício de opções. Nas operações de “Day Trade”, o Imposto de Renda será de 20%, com 1% de IR retido na Fonte como antecipação.

Apesar de isentos de IR, os dividendos e bonificações devem ser declarados como Rendimentos Isentos e Não Tributáveis e os Juros sobre Capital Próprio como Rendimentos Sujeitos à Tributações Exclusivas. A posse de ações e Debêntures também deve ser declarada em Bens e Direitos.

Sobre o lucro apurado devem ser descontados os custos de corretagem emolumentos e o valor do IR retido na fonte, além dos prejuízos anteriores. O recolhimento é feito via DARF (código 6015) que deve ser pago até o último dia útil do mês subsequente ao da apuração. Pode também ser compensado o prejuízo em outros mercados (ex. opções) no mesmo período, exceto operações iniciadas e encerradas no mesmo dia (day trade), as quais somente poderão ser compensadas com ganhos em operações da mesma espécie (day trade DARF código 8468).

Caso o investidor prefira ele pode apurar tudo na declaração anual e pagar o imposto devido do lucro total em renda variável do exercício, acrescido de juros. No caso de um resultado anual negativo, o montante perdido poderá ser abatido do imposto devido no ano exercício seguinte.

"A força dos governos é inversamente proporcional ao peso dos impostos".
Delphine Gay de Girardin

"Em matéria de impostos, é função de um bom pastor tosar suas ovelhas, mas não lhes tirar o couro".
Tibério

Vejamos um exemplo prático:

Um investidor que comprou 10.000 Ações de ELET6 no dia 05/02 a R$ 22,00 cada, totalizando R$ 220.000,00 em ativos, e no dia 15/02 realizou a venda das 10.000 ações a R$ 24,00 cada, totalizando R$ 240.000,00, terá até o dia 31/03 para apurar o imposto devido e efetuar o pagamento por meio do DARF. Do lucro bruto apurado de R$ 20.000,00 devem ser descontados R$ 114,80 referentes a:

  • Taxa de corretagem, no caso exemplificado vamos considerar a taxa fixa de R$ 20,00 por operação.

  • Alíquota de 0,005% sobre o valor de alienação já descontado na fonte. R$ 12,00

  • 0,0345% referentes aos emolumentos e a taxa de liquidação. R$ 82,80

Sendo assim, seu lucro líquido será R$ 20.000,00 – R$ 20,00 –  R$ 12,00 – R$ 82,80 totalizando R$ 19.885,20. Sobre este valor incidirá a alíquota de 15%, logo, o valor do imposto de renda devido será  R$ 2982,78. Além das operações realizadas no mês, ações e demais títulos que o investidor possuir em carteira deverão ser declarados no campo de bens na declaração anual de imposto de renda.

“Só existem duas certezas neste mundo, a morte e os impostos”.
Benjamin Franklin

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