CONTEÚDO


Apresentação do Capital e Valor


Para muitas pessoas os movimentos de alta e de baixa no mercado são misteriosos, sendo bastante influenciados por notícias, muitas vezes ocorrendo quando menos esperado. Mas a verdade é que o mercado não é tão difícil de ser entendido e acompanhado. É preciso apenas compreender a psicologia, as estratégias e a lógica envolvida neste complexo “jogo”.

O mercado recompensa através de várias estratégias e possibilidades de negócios quando encarado com maturidade e bom senso. É uma atividade lucrativa e um desafio intelectual para aqueles que têm sucesso em gerenciar os riscos da renda variável e a disciplina para fazer o que deve ser feito de forma sistemática. Assim como em muitas situações da vida, persistência, paciência, confiança, competência, e acima de tudo, estar disposto a pagar o preço, trarão o resultado desejado.

Nossa intenção ao escrever o conteúdo do Capital e Valor foi explicar o mercado de capitais e as estratégias de operações, bem como demonstrar os principais mecanismos para sua análise, desde uma perspectiva focada para investidores de longo prazo até estratégias para especuladores, fornecendo informações e mecanismos para que o investidor se torne autossuficiente e conquiste sua independência financeira, pois para ganhar no mercado não se deve depender de ninguém.

"Muitos querem aquilo que você tem hoje, mas quando souberem o preço que você pagou por isso irão desistir".

João C. Filho

O conteúdo do Capital e Valor visa orientar o desenvolvimento de uma metodologia objetiva para operar e analisar o mercado de forma consciente, demonstrando as diferentes estratégias para momentos de alta e de baixa, incluindo técnicas de gerenciamento de risco e de proteção de capital. Não é um método milagroso de enriquecimento, tampouco dicas de investimentos, mas uma visão realista sobre o mercado financeiro embasada por informações de qualidade para investidores conscientes e racionais, cujo objetivo é lhe auxiliar a desenvolver o seu potencial de investir bem o seu dinheiro e a garantir a sua prosperidade.

Através de uma linguagem simples e exemplos práticos o Capital e Valor apresenta informações e estudos para orientar e inserir o investidor no mercado financeiro. O conteúdo aborda as diversas estratégias operacionais, avaliando a relação entre risco e rentabilidade, bem como as técnicas de análise do mercado. Através de conhecimento e informações de qualidade você transformará a maneira como lida com o dinheiro e, principalmente, a forma como investe o seu patrimônio.

Mais do que nunca o mercado de capitais está cada vez mais popularizado no Brasil e acessível para os investidores, sendo fundamental para a consolidação de uma cultura de poupança de longo prazo no país. Todo investimento deve ser encarado como um compromisso por quem o faz. Isso significa dedicar tempo para estudar, para acompanhá-lo e, principalmente, para avaliá-lo. Não tenha dúvida de que no longo prazo os retornos dos seus investimentos serão diretamente proporcionais ao seu comprometimento aos mesmos.

Com o passar do tempo as experiências no mercado acabam por revelar muito de nós mesmos, sendo uma atividade em que além do crescimento financeiro ocorre o crescimento como indivíduo. Temos então dois objetivos, fazer dinheiro e aprender. Perdendo ou ganhando é preciso tirar algum conhecimento dessas operações com o intuito de tornarmo-nos melhores investidores no futuro. O mercado nos testa constantemente, em cada situação existe uma profunda sabedoria a ser descoberta. Aceite o que o mercado lhe dá com humildade e bom humor, tenha prazer em aprender.

Este conteúdo é dedicado a todos aqueles que tiveram a iniciativa e a coragem de buscar seu sucesso investindo no mercado de capitais. Lhe desejamos bons investimentos e sucesso!

"Quando eu era jovem pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza."

Oscar Wilde


Como o Mercado Financeiro Funciona?

O processo de globalização econômica, resultado de um intenso intercâmbio entre os países, fez com que os mercados de capitais adquirissem uma crescente importância no cenário financeiro internacional. Seguindo essa tendência mundial, os países em desenvolvimento procuram abrir suas economias para poderem receber investimentos externos. Por ser um canal fundamental na captação de recursos que permitem o desenvolvimento das empresas, gerando novos empregos e contribuindo para o progresso do país, o mercado acionário também se constitui em uma importante opção de investimento para pessoas e instituições, incentivando a geração de uma cultura de poupança de longo prazo no país.

Todos os países desenvolvidos ou em acelerado processo de desenvolvimento ostentam elevadas taxas de poupança, alta eficiência na sua intermediação ou uma combinação dessas duas virtudes. O crescimento econômico está associado assim a elementos incentivadores da formação de poupança e de sua intermediação eficiente, o que torna o mercado de capitais acessível para quem quer investir.

O desenvolvimento da Europa e particularmente dos Estados Unidos a partir do final do século passado foi impulsionado por uma continuada eficiência na intermediação de poupanças. Esse desenvolvimento dificilmente teria ocorrido sem um sofisticado mercado financeiro e de capitais. Um dos fatores que explicam o maior período de prosperidade da economia americana é a existência de um mercado de capitais com vigor e flexibilidade para financiar a nova economia.

A consolidação do Mercado de Capitais corresponde, na maior parte dos países, à última etapa de sua evolução econômica. Na primeira etapa o processo de financiamento dá-se por canais diretos com alta proporção de mecanismos internos de formação de capital. Depois vem a fase em que se estabelecem processos indiretos realizados por instituições bancárias. Esta é seguida da aparição de instituições não bancárias, que lastreiam suas operações com criação de mercados para ativos financeiros não monetários: dilatam-se então os prazos das operações; sofisticam-se os instrumentos financeiros e criam-se bases institucionais para a especialização operacional. Por fim, consolida-se o mercado de capitais, democratizando-se a estrutura de propriedade das empresas e alargando-se a base do financiamento da expansão do setor real por recursos não exigíveis.

A função primordial dos mercados financeiros é aproximar os dois agentes do mercado: o poupador, que tem excesso de recursos mas não tem oportunidade de investi-los em atividades produtivas, e o tomador, que está na situação inversa. Desse modo, os mercados viabilizam o aproveitamento das oportunidades em toda a economia. Promovem, assim, um aumento geral da produtividade, da eficiência e do bem estar da sociedade.

"O grande drama financeiro da vida não é levar dinheiro para o caixão, mas sim não ter dinheiro pra comprá-lo".
Mauro Calil

Mercado de crédito

É onde são efetuados os financiamentos a curto e médio prazo, do consumo corrente e dos bens duráveis, e do capital de giro das empresas. No Brasil, atuam basicamente neste mercado os bancos comerciais, as companhias financeiras e os bancos múltiplos.

Mercado de monetário

É onde se realizam as operações de curto e curtíssimo prazo. Nele são financiados os desencaixes monetários dos agentes econômicos, especialmente as necessidades momentâneas de caixa dos bancos comerciais e do Tesouro Nacional. Nele ocorrem as operações de “mercado aberto”, inclusive as operações de um dia chamadas “over-night”.

Este mercado existe como um instrumento da política monetária: através dele o Banco Central atua sobre o nível de liquidez da economia. Quando pretende reduzir a liquidez vende títulos de sua emissão ou de emissão do Tesouro Nacional, retirando assim moeda do sistema. Quando pretende expandir a liquidez recompra esses títulos, ampliando o volume de moeda em circulação na economia.

Mercado de câmbio

É onde são realizadas operações que envolvem a necessidade de conversão de moedas estrangeiras em moedas nacionais e vice-versa. Basicamente, são operações de curto prazo e as instituições que nele atuam são os bancos comerciais e as firmas autorizadas com a intermediação das Corretoras.

As operações do mercado cambial são basicamente de compra e venda de moeda estrangeira com a intermediação de instituições financeiras autorizadas. O intermediário financeiro compra divisas dos exportadores e vende para os importadores. A compra dos exportadores pode ser feita a prazo (curto prazo), isto é, com o pagamento em moeda nacional antecipadamente ao recebimento da moeda estrangeira. Funciona, portanto, como um financiamento, as vendas de divisas aos importadores podem, por sua vez, ser feitas a prazo, em operações a futuro ou à vista.

Embora sejam perfeitamente distintos quanto às suas características, não resta dúvida de que esses mercados se inter-relacionam e que determinadas operações podem afetar simultaneamente vários deles. Numa visão mais ampla as economias e os mercados estão todos interligados, seja por relações econômicas ou por influências de um mercado em outro. A variação dos preços num mercado pode direcionar a variação em outro, indicando sua direção futura. A direção dos preços das commodities influencia a direção da inflação e dos juros por exemplo. Um aumento no preço das commodities pode indicar aceleração econômica e sugere aumento na pressão inflacionária e consecutivo corte nos juros.

Da mesma forma, a queda no preço das commodities também pode indicar desaceleração econômica e sugere diminuição na pressão inflacionária e consecutivo aumento dos juros. Todos esses indícios levam muitos a crer que os mercados antecipam importantes mudanças e fundamentos econômicos, sendo possível prevê-los através da correta análise desses mercados.

Mercado de capitais

O mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários que tem o propósito de proporcionar liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu processo de capitalização. É o conjunto de instituições e de instrumentos que possibilita realizar a transferência de recursos entre tomadores (empresas) e aplicadores de recursos (poupadores), buscando compatibilizar seus objetivos.

O mercado acionário permite a diluição do risco de novos investimentos. Constitui um incentivo à inovação, sendo uma das maiores fontes de desenvolvimento econômico. O mercado acionário promove a democratização e a socialização do capital. Pulveriza a propriedade das empresas entre pequenos poupadores, diretamente ou através de fundos mútuos e fundos de pensão.

Trata-se de um setor de fundamental importância para a captação dos recursos necessários e adequados para o financiamento dos projetos de ampliação e inovação das empresas. Recursos que são necessários para a promoção do desenvolvimento econômico, gerando emprego e renda e proporcionando aumento no consumo agregado, com seus efeitos multiplicadores, o aumento do nível de poupança da sociedade, estabelecendo assim o círculo virtuoso do desenvolvimento econômico.

A existência de um mercado estruturado, onde as empresas possam colocar suas ações de forma econômica e eficiente, é um fator altamente favorável à agilização do processo de investimento e ao desenvolvimento econômico. Os principais títulos negociados são os representativos do capital de empresas (ações) ou de empréstimos tomados, via mercado, por empresas (debêntures) conversíveis em ações, bônus de subscrição, dentre outros, que permitem a circulação de capital para custear o desenvolvimento econômico. É constituído pelas bolsas de valores, corretoras e outras instituições financeiras autorizadas.

“O dinheiro não traz felicidade — para quem não sabe o que fazer com ele”.
Machado de Assis

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Por que Investir na Bolsa de Valores?

As bolsas de valores e o mercado de capitais ainda são vistos pela maioria das pessoas como algo distante, de natureza complexa, totalmente afastado do dia a dia e da realidade. A vinculação desse mercado com poupança, desenvolvimento e crescimento econômico não é sequer sonhada. Não são incomuns também considerações depreciativas sobre o mercado como um meio de proporcionar ganhos decorrentes de vantagem indevida ou proporcionados pela sorte no jogo.

O mercado muitas vezes é visto como um local em que predomina a sorte ou, pior ainda, a informação privilegiada, o ganho fácil para poucos, o jogo pesado e resultados incertos. A visão de um mercado organizado, servindo ao interesse mútuo de poupadores e investidores e com retornos no longo prazo é pouco disseminada. Também é pouco disseminado o importante papel do mercado para as empresas, para os poupadores e para o desenvolvimento econômico do país.

No Brasil apenas uma pequena parcela da população tem condições para (ou sequer consegue) construir uma poupança de longo prazo. Dentre esta, uma parcela menor ainda tem o hábito de investir no mercado de capitais, e as poucas pessoas que o fazem na maioria das vezes fazem aplicações de caráter especulativo no intuito de tentar tomar vantagem de pequenos movimentos de preço e não como um investimento de longo prazo, buscando a valorização de suas ações, recebendo dividendos e utilizando estratégias para rentabilizar suas carteiras.

Precisamos difundir em nossa sociedade uma cultura de poupança, assim como faz a população de países como Japão e Alemanha. Mensalmente ou sempre que possível devemos destinar um percentual do que recebemos para algum tipo de investimento no intuito de criar uma poupança de longo prazo para futuramente usá-la quando precisarmos ou imobilizá-la em investimentos mais “sólidos”, como imóveis por exemplo. Cabe a cada um definir qual a quantidade do seu salário, rendimentos de aluguéis, de vendas, dentre outros, que irá periodicamente alocar em investimentos de longo prazo, seja em renda fixa ou variável.

“O que quer que se diga em louvor da pobreza, o fato é que não é possível viver uma vida realmente próspera e de sucesso quando não se é rico”.
Wallace D. Wattles

Um tipo de investimento é qualificado como investimento em renda variável quando não se conhece a sua taxa de rentabilidade e nem o seu prazo de resgate. Porém, se a escolha for criteriosa, diante de opções bem avaliadas e no momento certo, a aplicação em renda variável poderá proporcionar ao investidor um retorno maior do que o obtido em aplicações de renda fixa. Geralmente os investimentos em renda variável são recomendados para prazos mais longos e para investidores com maior tolerância às variações de preço dos títulos, muito comuns nesse mercado. A grande verdade é que aprender a operar no mercado custa tempo e dinheiro, assim como qualquer outra atividade que se queira desenvolver de forma profissional.

Todos aqueles que se interessam pelos mercados de capitais desejam encontrar a chave para um investimento consistente e lucrativo. Historicamente o mercado de ações tem demonstrado que é uma aplicação característica de longo prazo, o que pode ser comprovado ao se consultar as diversas publicações da imprensa e sites que abordam o mercado financeiro.

Um exemplo disso foi a valorização do Ibovespa, principal índice da bolsa, que de 1968 a agosto de 2006 rendeu mais de 100 vezes o valor investido. A análise da variação do Ibovespa nos últimos 10 anos mostra que investir em ações é uma opção bastante rentável para quem tem um projeto de longo prazo. O índice teve variação positiva de 379,4% entre novembro de 2000 e outubro de 2010. Além disso, é também importante saber que o investimento em ações representa apenas uma fatia de muitas opções de investimentos em renda variável e fixa disponíveis no mercado de capitais.

"Planejamentos de longo prazo geram a perigosa crença de que o futuro está sob controle. É importante jamais levar muito a sério os seus planos de longo prazo, nem os de quem quer que seja".
Max Gunther

Outra questão fundamental que se deve levar em conta é o aspecto da liquidez dos mercados, que nada mais é do que a facilidade de comprar e vender a qualquer momento, sem contar o importante fator da volatilidade nos preços. Esta significa movimento, variação de preços. É a medida da amplitude das variações de um ativo. Diz-se que o mercado está volátil quando as variações de preços são intensas e constantes. Diz-se que um mercado não está volátil quando as variações de preços são pequenas e pouco frequentes.

Nos últimos anos houve um grande aumento no número de investidores pessoa física no mercado de capitais brasileiro e a tendência é que esse número continue aumentando no futuro, dado o cenário de juro baixo, ampliando a liquidez dos produtos de renda variável, como ações e ETFs. Além disso, também tem aumentando o número de empresas que abrem seu capital na Bolsa de Valores, contribuindo para aumentar as oportunidades e para a diversificação de investimentos.

Aqueles que buscam investimentos de renda variável procuram auxiliar sua aposentadoria ou sua estabilidade financeira por meio de aplicações que proporcionem maior retorno ao longo do tempo. Operar no mercado financeiro requer uma dedicação maior, ainda que não exclusiva, para desenvolver estratégias através do estudo e do treinamento. Remunerar capital já existente e juros sobre juros no longo prazo é quase que a única forma de um pequeno investidor acumular e consolidar um considerável patrimônio com o auxílio do mercado financeiro.

O retorno do investimento dependerá de uma série de fatores, tais como desempenho da empresa, comportamento da economia brasileira e internacional etc. Por esse motivo é aconselhável que o investidor não dependa do recurso aplicado em ações para gastos imediatos e que tenha um horizonte de investimento de médio e longo prazo, quando eventuais desvalorizações das ações poderão ser revertidas. Por ser um investimento de renda variável, o investidor nunca deve comprometer na aquisição de ativos de renda variável recursos que serão necessários para despesas de primeira necessidade ou gastos imediatos.

O risco do acionista de uma empresa se limita ao montante investido nas ações da companhia. Esta por sua vez, deve manter públicos os resultados, balanços e demonstrações financeiras, e seus dirigentes são eleitos para mandatos periódicos. Essas são as principais características de uma companhia de capital aberto.

"O objetivo do investimento não é simplesmente otimizar os retornos e tornar-se rico. O objetivo não é morrer pobre."
William Bernstein

Qual o valor mínimo para investir em ações?

As ações são negociadas em um Lote Padrão, ou seja, uma quantidade mínima de ações negociadas. Abaixo desta quantidade só podem ser negociadas no Mercado Fracionário, o qual permite aportes de pequeno valor.

Lote-padrão: Ações normalmente são negociadas em lotes de 100. Mas podem ser negociadas em lotes unitários ou de quantidades mínimas de 100 (cem), 1.000 (mil), 10.000 (dez mil) ou 100.000 (cem mil) ações, conforme especificação feita pela Bovespa para cada companhia. Portanto, se você optar por negociar pela quantidade de ações tenha isso em mente. Exemplo: a ação que você quer comprar custa R$ 10,00. Se você comprar um lote, o investimento será de R$ 1.000,00 [100 (lote-padrão) x R$ 10,00 (o preço unitário da ação)]. Quantidades inferiores ao lote padrão poderão ser negociadas no mercado fracionário.

“A vantagem de brincar com fogo é que se aprende a não se queimar”.
Oscar Wilde

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O que são Empresas de Capital Aberto?

As empresas de capital aberto ou Sociedades Anônimas (S.A.) são empresas cujo capital está aberto, ou seja, dividido em ações ou cotas que podem ser adquiridas em leilão à mercado. Ao abrir seu capital uma empresa encontra uma fonte de captação de recursos financeiros permanentes e sem prazo de vencimento.

Assim, o mercado de capitais proporciona o aumento da eficiência das empresas quando estas assumem compromissos de longo prazo com terceiros, partilham seus riscos com um grande número de investidores e são obrigadas a fornecerem informações detalhadas sobre seus desempenhos. Os investidores acompanham as atividades das empresas, identificam falhas e premiam acertos.

Para a abertura de capital, corretoras e bancos especializados fazem uma avaliação da empresa, determinam o valor do seu capital e o percentual desse montante que será vendido a quem quiser adquirir uma parte da empresa. Todo esse processo é chamado de Oferta Pública Inicial ou IPO. Ao adquirir ações o investidor passa a ser também sócio da empresa – um acionista.

Desta forma, a abertura de capital e o reinvestimento dos lucros são as principais fontes de recursos permanentes para o financiamento da empresa, valendo destacar que é através da participação de novos acionistas, novos sócios, que a empresa adquire a possibilidade de captar novos recursos não exigíveis em curto prazo para investir em novos equipamentos, desenvolvimento de pesquisas e até mesmo em inovação tecnológica, tornando esse capital mais eficiente através do seu sistema produtivo e muito mais eficaz na sua alocação.

Quando uma empresa necessita captar novos recursos para investir no seu negócio a médio e longo prazo, recorrer a um empréstimo pode ser uma das formas de consegui-lo. Porém, é também uma opção de custo elevado devido aos altos juros cobrados. A principal vantagem do capital de risco é a sua permanência. Os recursos captados no mercado de ações não têm data fixa para resgate ou remuneração em dinheiro. E a responsabilidade dos sócios ou acionistas é limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas.

“Enquanto uma ação estiver se comportando corretamente e a análise estiver correta não tenha pressa de realizar o lucro”.
Capital e Valor

Do lado das empresas o novo paradigma produtivo impõe a necessidade de elevação de suas bases de capital. A abertura as expõe a um mundo muito mais competitivo, no qual as necessidades de investimento são muito maiores e recorrentes. A estabilização e a retomada do crescimento da economia em geral também contribuem para a expansão das empresas que, sem os velhos mecanismos de financiamento, ficam mais receptíveis à abertura de capital. As empresas de capital aberto são obrigadas pela legislação a apresentar suas contas aos acionistas, distribuir dividendos e manter balanços e resultados abertos ao público.

Com os recursos obtidos no lançamento de suas ações as empresas têm condições de investir em novos equipamentos ou no desenvolvimento de pesquisas, melhorando seu processo produtivo, tornando-o mais eficiente e beneficiando toda a comunidade. É por meio das bolsas de valores que se pode viabilizar um importante objetivo de capitalismo moderno: o estímulo à poupança do grande público e ao investimento em empresas em expansão que, diante deste apoio, poderão assegurar as condições para seu desenvolvimento.

O investidor em ações contribui assim para a produção de bens dos quais ele também é consumidor. Como acionista, ele é sócio da empresa e se beneficia tanto distribuição de dividendos sempre que a empresa obtiver lucros, como também da valorização das ações da companhia.

Sociedade Anônima: Modelo jurídico que visa permitir a operacionalização de uma companhia, sem maiores responsabilidades para seus sócios do que o capital investido.

 Características:

• Existência autônoma, com personalidade jurídica e patrimônio distintos;
• Responsabilidade de seus sócios limitada ao aporte de capital;
• Capital dividido em ações de livre transferência.

 Tipos:

• De Capital Aberto: Registrada na Comissão de Valores Mobiliários e, portanto, autorizada a distribuir valores mobiliários de sua emissão junto ao público.
• De Capital Fechado: Sem registro junto a Comissão de Valores Mobiliários; os títulos de sua emissão só podem ser objetos de transações privadas.

Para que a empresa mantenha sua condição de companhia aberta é necessário, de início, que sejam cumpridas as exigências legais e institucionais decorrentes da abertura de capital tais como:

•  DFP – Demonstrações Financeiras Padronizadas.
•  ITR – Informações e Resultado Trimestral.
•  IAN – Informações e Resultado Anual.
• Relatório da Administração, Demonstrações Financeiras Anuais e respectivos pareceres de Auditoria Independente.
•  AGO/E(s) divulgadas com Edital.
•  Divulgação de Fato Relevante.
•  Proibição de Uso de Informação Privilegiada por parte dos administradores.

"O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência."
Henry Ford

As Informações Trimestrais (ITRs) constituem-se de um documento que é enviado à CVM e à B3, trimestralmente, por todas as empresas listadas na Bolsa. Nesse documento, além das informações econômicas e financeiras já obrigatórias por regulamentação, a companhia do Novo Mercado deve incluir:
• Demonstrações financeiras consolidadas (Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício).
• Demonstração dos fluxos de caixa da companhia e do consolidado.
• Abertura da posição acionária de qualquer acionista que detiver mais de 5% do capital social, de forma direta ou indireta, até o nível de pessoa física.
• A quantidade e as características dos valores mobiliários de emissão da companhia detidos pelos grupos de controladores, membros do Conselho de Administração, diretores e membros do Conselho Fiscal.
• Evolução da posição descrita acima em relação aos 12 meses anteriores.
• Quantidade de ações em circulação e sua porcentagem em relação ao total das ações emitidas.
• Relatório de revisão especial emitido por auditor independente.
• Informação da existência e vinculação à Cláusula Compromissória de arbitragem

As Demonstrações Financeiras Padronizadas (DFPs) constituem-se de um documento que todas as empresas listadas devem enviar à CVM e à Bolsa até o final de março de cada ano. Esse documento contém as demonstrações financeiras referentes ao exercício encerrado e outros comentários considerados importantes.

Com a intenção de aumentar sua visibilidade e focando especialmente os investidores estrangeiros, a empresa deve ao fim do exercício social elaborar demonstrações financeiras ou demonstrações consolidadas, conforme previsto nos padrões internacionais de contabilidade.

“O sucesso consiste numa série de pequenas vitórias dia após dia”.
Laddie F. Hutar

Direitos dos Acionistas

Basicamente, o acionista tem apenas uma obrigação, a de integralizar sua parte no capital (isto é, pagar à empresa o valor das ações que subscreveu). Entretanto, a lei n° 6.404/76 que regulamenta o funcionamento das sociedades anônimas lhe confere uma série de direitos, que nem o estatuto social nem a assembleia geral podem tirar:

I. Participar dos lucros sociais.
II. Participar do acervo da companhia, em caso de liquidação.
III. Fiscalizar, na forma prevista por lei, a gestão dos negócios sociais.
IV. Preferência para subscrição de ações, partes beneficiárias conversíveis em ações, debêntures conversíveis em ações e bônus de subscrição.
V. Retirar-se da sociedade nos casos previstos em lei, mediante o reembolso do valor de suas ações.

Existe um processo inverso ao lançamento inicial de ações (IPO) chamado Oferta Pública de Aquisição (OPA). Nesse tipo de oferta pública o controlador da empresa ou a própria empresa (chamado de ofertante) decide fechar o capital da companhia fazendo aos acionistas uma proposta de recompra das ações em circulação no mercado. Para o processo é  contratada uma empresa para elaborar um laudo de avaliação da companhia, indicando o valor justo para cada ação.

Após isso, o ofertante deve escolher um valor igual ou maior que o da avaliação. O fechamento do capital deverá ser aceito expressamente ou aprovado por mais de 2/3 das ações detidas pelos acionistas. Os acionistas omissos não contam para esse cálculo, ou seja, quem é alheio ao certame, não se manifestando nem contra e nem a favor, não é computado para efeitos do quórum citado. Diante de uma OPA o acionista da empresa tem basicamente 5 opções:

- Ele pode se abster;
- Pode aceitar a oferta (informando à corretora que deseja participar do leilão e que irá aceitar um preço inferior ou igual ao que é ofertado;
- Pode não aceitar a oferta (informando à corretora que quer participar do leilão, porém só aceitará vender a ação por um preço superior ao ofertado;
- Pode aceitar o fechamento de capital, informando à corretora expressamente que deseja continuar com as ações da companhia e concorda com o fechamento, continuando a integrar o capital social da companhia fechada. Nessa situação não terá, porém, à sua disposição, um mercado onde as ações de emissão da companhia são negociadas, pelo que não terá assegurada a possibilidade de alienar estas ações a qualquer tempo, tal qual em uma companhia aberta.
- Pode reunir uma assembleia com acionistas que juntos detenham mais de 10% das ações em circulação no mercado para realizar uma nova avaliação da companhia;

A Lei das S.A. prevê o tag along, que visa dar mais garantia aos acionistas minoritários nos casos de mudança no controle da companhia. Se a empresa garantir um tag along de 100%, significa que o acionista minoritário receberá 100% do valor por ação recebido pelo controlador no caso de venda da empresa. O tag along mínimo estabelecido pela Lei é de 80%. Entretanto, pela lei, o tag along só é garantido aos acionistas que possuem papéis ordinários (ON). Já aqueles que detêm ações preferenciais não se enquadram necessariamente nas regras do tag along, a não ser em casos que a empresa decide estender o benefício aos demais acionistas, o que deve constar no estatuto.

Classificação das empresas

Empresas Privadas, Estatais ou de Economia Mista - Empresas públicas são estatais que pertencem integralmente ao governo que é detentor de 100% das suas ações. Uma sociedade de economia mista é uma estrutura societária de sociedade anônima em que as ações são compartilhadas entre o Estado e o mercado, sendo o Estado o maior detentor das ações com direito a voto. Muitas Estatais/Mistas são deficitárias, ou seja, não conseguem gerar lucro sequer para cobrirem suas despesas, dependendo de aportes do governo para funcionarem, bem como para realizarem investimentos.

Além disso, por estarem sob o controle do estado são mais susceptíveis a interferências do governo, inchaço de funcionários, ineficiência e burocracia excessiva, controle de preços, desvios de recursos e corrupção. A estatização de setores econômicos, seja através de estatais monopolistas ou de agências reguladoras que cartelizam o mercado e protegem  um pequeno grupo de empresas da concorrência, prejudicam a entrada de novos participantes, o livre mercado e o crescimento econômico e favorecem a ineficiência, a intervenção estatal, a baixa produtividade e limitam a variedade de produtos e serviços disponíveis, o quais tendem a serem caros e de baixa qualidade como decorrência do protecionismo estatal. 

O melhor exemplo disso foi a privatização da Vale. Apesar dos indícios de corrupção, de favorecimentos ilícitos e do baixo valor ofertado no processo (R$ 3 bilhões), o número de empregados passou de 11 mil em 1997 para mais de 75 mil em 2019, a capacidade produtiva anual de 114 milhões de toneladas de minério em 1977 para mais de 300 milhões em 2019 e a empresa se tornou a terceira maior mineradora do mundo. Além disso, a privatização e o consequente crescimento da empresa trouxe enormes ganhos de arrecadação tributária para o governo ao longo dos anos. Entretanto, além de privatizar é necessário também desestatizar, pois se a empresa privatizada continuar operando dentro de um mercado protegido pelo governo através de monopólio e regulações que não permitem a entrada para novos concorrentes a privatização resultará em poucas melhorias e benefícios para os cidadãos. Privatizações de estatais/mistas podem se mostrar excelentes oportunidades para os investidores, visto que em muitos casos as ações dessas empresas sofrem grande valorização como decorrência deste processo.

De 1ª linha ou “blue chips” – São ações com grande liquidez (grande quantidade de negócios) e procura no mercado de ações por parte dos investidores. Em geral são de empresas tradicionais, de grande porte, âmbito nacional e internacional e, excelente reputação; a liquidez é o que torna a especulação possível já que permite que o investidor inicie ou liquide uma posição a qualquer instante, aproveitando o que ele visualiza como oportunidades de preço.

De 2ª linha – São ações que apresentam menor liquidez, de empresas menores, mas de qualidade, em geral de médio porte.

De 3ª linha – São ações com pouca liquidez, em geral de companhias de médio e pequeno porte – porém não necessariamente de menor qualidade, mas normalmente com pouca liquidez.

A maioria das ações de terceira linha, no entanto, é caracterizada pela descontinuidade, isto é: dias em que não são sequer negociadas. Além disso, tende a ser muito difícil fazer qualquer tipo de análise desses papéis, seja em razão dos  gráficos de preço serem inconsistentes ou porque qualquer novo fundamento ou acontecimento pode causar grande impacto sobre suas cotações em função do pequeno porte dessas empresas.

Por outro lado, muitas pessoas comentam sobre as blue chips da bolsa, dizem que por serem empresas de grande porte apenas se valorizam no longo prazo e pode-se investir em suas ações porque não há riscos. Isto é um mito. Toda ação seja ela de primeira, segunda ou terceira linha poderá sofrer fortes desvalorizações, o que dependendo de sua estratégia trará sérios prejuízos a sua carteira.

“Ações deveriam ter seu valor determinado pelo desempenho corrente da empresa ou pelas expectativas sobre sua performance, nunca por boatarias”.
Sir Hob

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Como Funciona a Bolsa de Valores?

O mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários que tem o propósito de proporcionar liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu processo de capitalização. É constituído pelas bolsas de valores, sociedades corretoras e outras instituições financeiras autorizadas.

A CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) é a clearing house que realiza atividades relacionadas à compensação, liquidação, custódia e controle de risco para o mercado financeiro. Todos os títulos negociados em bolsa de valores são nominais a quem os comprou, ao investidor. Isso os traz grande segurança, pois seu patrimônio investido é guardado de forma centralizada, independente do agente de custódia (corretoras).

Bolsas de valores são locais que oferecem condições e sistemas necessários para a realização de negociação de compra e venda de títulos e valores mobiliários de forma transparente. A Oferta Pública Inicial (IPO) é o lançamento, junto ao público, de determinado número de ações de uma companhia (mercado primário). As ofertas públicas se caracterizam por serem, na maioria dos casos, extensivas a quem não é acionista da empresa.

O mercado primário compreende o lançamento de novas ações no mercado, quando o montante dos recursos arrecadados é aportado à companhia. É um processo de capitalização da empresa. É ainda no mercado primário onde ocorre a colocação de ações ou outros valores mobiliários, provenientes de novas emissões. As empresas recorrem ao mercado primário para complementar os recursos que necessitam, visando financiamento de seus projetos ou seu emprego em outras atividades produtivas.

"A riqueza não se mede pelos bens que se possui, mas sim pelo bem que se faz".
Miguel Cervantes

Uma vez ocorrendo o lançamento inicial ao mercado, as ações passam a ser negociadas no mercado secundário, no qual as ações e os valores são negociados entre investidores, não envolvendo diretamente a companhia, ocorre apenas a troca de propriedade do título. Ou seja, no mercado primário quem vende as ações é a companhia, usando os recursos para se financiar. No Mercado Secundário o vendedor é você (investidor) que se desfaz das ações para reaver o seu dinheiro. O valor transacionado nesse mercado não é canalizado para a empresa. O mercado secundário garante liquidez aos títulos e incentiva o mercado primário.

O mercado primário é uma porta para novos financiamentos, já que empresas cujas ações são bem sucedidas no mercado secundário terão sempre abertas as portas do mercado primário, pois novas emissões de suas ações serão sempre bem vindas e rapidamente colocadas entre os investidores. Por outro lado, ações com desempenho pobre terão extrema dificuldade em encontrar compradores no mercado primário.

A razão principal da existência das bolsas de valores pode ser expressa em sua essência por um simples termo: Liquidez. Financeiramente um título mobiliário tem liquidez quando pode ser comprado ou vendido, em questão de minutos, a um preço de mercado. É isso que as bolsas de valores oferecem, um sistema de negociação rápido e seguro. As operações nesses mercados podem ser feitas no pregão Viva Voz ou pelo Pregão Eletrônico via Home Broker ou Mesa de Operações.

”Aquele investidor que fica preocupado ou até mesmo apavorado com as quedas de seus papéis na bolsa estará transformando sua maior vantagem em sua maior desvantagem. Para este homem seria melhor que não houvesse qualquer cotação na bolsa. De maneira que não se deixasse contaminar pela angústia mental causada pelo erro de avaliação de outras pessoas.”
Benjamim Graham

A função de liquidez desempenhada pelo mercado secundário é obviamente fundamental, pois sendo títulos sem vencimento, as ações somente poderiam existir se houvesse um ponto de liquidez no sistema, onde os acionistas pudessem converter suas aplicações em dinheiro a qualquer momento em resposta à necessidade de fundos líquidos para atender suas emergências ou para seus planos pessoais de aquisição de bens duráveis. É neste mercado que se encontram milhares de acionistas todos os dias, trazendo suas ordens de compra e venda de ações emitidas por centenas de empresas devidamente registradas nas Bolsas de Valores, onde os preços são estabelecidos em mercado amplo, livre e transparente, com informações acessíveis a todos os interessados.

Essa operação gera liquidez para o investidor que está vendendo as ações; gera expectativas de ganhos para o investidor que está comprando as ações e permite que a empresa continue utilizando os recursos aplicados quando da venda de suas ações no Mercado Primário. O que nos permite afirmar que o prazo para a empresa é indeterminado, já que no mercado de ações sempre existirão investidores dispostos a vender e a comprar ações. Essa é a dinâmica e a força do Mercado de Capitais no financiamento das empresas.


Pregão Viva-Voz e o Pregão Eletrônico

O pregão viva voz é a forma tradicional de negociação, onde os operadores de pregão recebem as ordens das mesas de operação das corretoras e as ofertam em uma sala de negociações dentro da Bolsa de Valores, denominada pregão. Fechado o negócio, é preenchida uma boleta informando as especificações deste negócio. O pregão Viva Voz é o recinto de negociações onde os operadores (funcionários das Corretoras) se reúnem e, de acordo com as ordens recebidas dos investidores, realizam negócios de compra ou venda de ações.

O pregão eletrônico é o sistema onde as ordens são colocadas eletronicamente pelos operadores de mesa nas corretoras através de terminais conectados com a bolsa, ou ainda pelo sistema HomeBroker das corretoras, que canalizam as ordens provenientes da Internet. Todas estas ordens são encaminhadas a um servidor central que se encarrega de fechar os negócios e informá-los às corretoras. Todas as ações são negociadas através do pregão eletrônico.

Horários de Negociação

Pregão Regular: das 10:00h às 17:00h

After-Market: das 17:45h às 19:00h

Durante o Horário de Verão nos EUA:

Pregão Regular: das 10:00h às 18:00h

After-Market: Não há

“No longo prazo, não é apenas o quanto dinheiro que você faz que determina a sua prosperidade futura. É o quanto desse dinheiro que você coloca para trabalhar ao economizar e investir."
Peter Lynch

Como participar do mercado de ações?

O investidor pode participar do mercado, basicamente, de duas formas:

1) Individualmente – O interessado manifesta sua intenção a uma Sociedade Corretora, que será a intermediária das negociações. É feito então um cadastro para a abertura de uma conta investimento. O investidor faz a transferência do valor que pretende investir por DOC ou TED para a conta da corretora, que irá alocar os valores na conta do investidor na corretora.

Após decidir em que vai investir, o investidor transmite a ordem pelo sistema da corretora e a operação é liquidada, os valores são debitados da conta e os títulos são creditados em custódia na corretora, porém, nominais ao investidor.

2) Coletivamente – Os interessados adquirem cotas de clubes de investimentos ou de fundos mútuos de ações em corretoras ou bancos.

Fundos de investimento – Entidade financeira que, pela emissão de título de investimento próprio, o Certificado de Investimento, denominado em quotas, concentra capitais de inúmeros investidores para aplicação em carteiras diversificadas de títulos, valores mobiliários, instrumentos financeiros, derivativos ou commodities negociadas em bolsas de mercadorias e futuros.

Clubes de investimento – Condomínio constituído por pessoas físicas para aplicação de recursos comuns em títulos e valores mobiliários, dentro de regras específicas estabelecidas pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários e pelas Bolsas de Valores.

“A única maneira de ganhar rapidamente na bolsa é não ter pressa”.
Major Angas

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Como Escolher uma Corretora de Valores?

Corretoras de valores são instituições autorizadas a comprar e vender ações e demais ativos na Bolsa de Valores para os seus clientes, além de custodiar os seus títulos e exercer os seus direitos. Seu funcionamento é autorizado e regulado pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Somente as corretoras estão habilitadas a executar operações de compra e venda de ações, títulos ou de derivativos na B3.

As corretoras são sua porta de entrada para o mercado de ações. A negociação na B3 é totalmente eletrônica, conta com sistemas de última geração e é uma das mais rápidas do mundo, o que amplia e torna ainda mais seguro, ágil e transparente o mercado de capitais brasileiro.

Basicamente, a custódia de títulos compreende o serviço de guarda e o de exercício de direitos de títulos, os quais são prestados aos investidores pela instituição custodiante. Todos os títulos negociados no mercado são registrados em nome dos investidores, os quais podem ser transferidos para outra corretora mediante a solicitação destes. Entende-se por direitos as bonificações, os dividendos e os direitos de subscrição distribuídos por uma companhia aos seus acionistas.

As corretoras contam com especialistas que acompanham e analisam as empresas e o mercado. Eles orientam o investidor sobre como operar no mercado e recomendam quais ações comprar ou vender, em qual quantidade e em que momento. Não se esqueça, porém, de que você é o responsável por seus investimentos e tem total poder para seguir ou não qualquer orientação. Antes de investir em uma empresa é importante conhecer suas estratégias, perspectivas de crescimento, sua participação no setor no qual ela atua e, principalmente, estudar a evolução de seus resultados e o crescimento de seu patrimônio.

“Aqueles que vivem à procura de palpites na realidade não estão buscando bons palpites, mas qualquer palpite”.
Jesse Livermore

Ao escolher uma corretora o investidor deve levar em conta a tarifa de corretagem cobrada por cada operação no mercado e a qualidade do sistema de negociação (home broker), tal como rapidez e estabilidade. Deve dar preferência a corretoras que praticam tarifa de corretagem fixa no home broker, que normalmente varia de R$ 2,50 a R$ 20,00 por ordem executada. Em operações assessoradas por um corretor ou via mesa de operações é cobrada corretagem variável conforme o montante que negociar, onde quanto maior o valor negociado, maior será a corretagem, normalmente de 0,5% a 2% sobre o volume movimentado mais R$ 25,21.

Independente do valor aplicado, a corretagem variável será sempre muito mais cara que a fixa. Bancos e corretoras que cobram tarifa de corretagem variável para operações via home broker são “parasitas” de investidores e no longo prazo lhes sugam grande parte de seu dinheiro e rendimentos através de taxas e tarifas.

Alguns investidores se sentem mais confortáveis ou confiantes com uma ou outra corretora em especial. Os diferentes tipos de serviços prestados, bem como os tipos de mercados em que atuam, variam de corretora para corretora. No futuro, além de investir na B3, talvez você queira também investir na Bolsa de Mercadorias e Futuros. Portanto, saiba se a corretora atua em ambos os mercados e quais tipos de operações ela viabiliza.

Descubra se há facilidades para aplicar em outras modalidades de investimento. Existem operações que atualmente podem não lhe interessar, mas que no futuro poderão ser úteis. Existem muitas possibilidades além da simples compra e venda de ações, saiba se a corretora permite a realização de operações no mercado futuro, a termo, aluguel de títulos e travas de opções, por exemplo. Você deve analisar os itens que acha serem mais importantes e fazer a sua escolha. Veja alguns dos fatores que mais influem na escolha de uma corretora:
- A taxa de corretagem, que pode ser a percentual (padrão adotada pela B3) ou a taxa fixa (mais recomendada).
- Cobrança ou não de taxa de custódia
- Plano de descontos de corretagem, baseado no número de ordens dadas no mês ou no capital investido.
- A qualidade e agilidade do sistema Home Broker.
- A gama de serviços oferecidos aos clientes, como gráficos em tempo real, análises setoriais e macroeconômicas, alertas via e-mail ou telefone celular, acesso por dispositivos móveis para compra e venda de papéis, etc.
- A disponibilidade do atendimento via telefone, caso o sistema apresente lentidão ou fique fora do ar, o que pode acontecer ocasionalmente com qualquer corretora.
- Os tipos de operações permitidas e as tarifas cobradas em cada modalidade.

"Quem lê muito e anda muito vai longe e sabe muito".
Miguel Cervantes

Vale lembrar que você pode possuir uma conta em várias corretoras simultaneamente, o que lhe permite ter a opção de investir em uma ou outra de acordo com a situação do mercado, e ainda usufruir os melhores recursos que cada uma oferece.

A corretora autorizada a prestar o serviço de custódia de valores mobiliários responde diretamente, perante acionistas e terceiros interessados, por erro ou irregularidade na prestação do serviço. Também são responsáveis nas operações realizadas em bolsas de valores por seus clientes, assim como por outras sociedades corretoras com as quais tenha operado.

Uma boa escolha da corretora pela qual irá operar é fundamental para se prevenir dos riscos de prejuízos futuros, riscos esses que são os mesmos da escolha de qualquer instituição financeira para manuseio de recursos financeiros. As bolsas de valores estão obrigadas a manter Fundo de Garantia com a finalidade exclusiva de assegurar aos clientes de sociedade corretora, até o limite do Fundo, o ressarcimento de prejuízos recorrentes da atuação de administradores, empregados ou prepostos de sociedade corretora membro ou permissionária da bolsa de valores que tiver recebido a ordem do investidor, não só com relação à intermediação de negociações realizadas em bolsa como também quanto aos serviços de custódia.

Para algumas pessoas o simples fato de ter que abrir uma conta numa corretora e ter que transferir seu capital para lá já é motivo suficiente para desistirem de investir em Bolsa de Valores. Não há razão para esse bloqueio. A maioria das corretoras são empresas sérias, autorizadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), pelo Banco Central e pelas Bolsas de Valores. Não vão fazer nada que não seja solicitado por você. São como contas em bancos, só que otimizadas para o mercado de capitais.

“O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade”.
Winston Churchill

Nos últimos anos foi permitida pela CVM a criação de escritórios de agentes de investimento, autorizados a vender produtos de investimento e realizar operações para seus clientes sem contudo atuar como corretora de valores. Esses agentes utilizam diversas corretoras para realizar operações em nome dos seus clientes.

Diante disso, é importante ficar alerta em razão de casos de fraudes, operações sem autorização e até mesmo roubos dos valores aportados pelos clientes de alguns desses escritórios. Na maioria desses casos os falsos escritórios de investimento sequer possuíam cadastro na CVM ou sua autorização da CVM para realizar operações em nome de terceiros. Mesmo assim, vários deles prestavam serviços na ilegalidade para a investidores.

Muitas vezes oferecem retornos bem acima da média do mercado de forma a atrair as vítimas para fraudes similares a esquemas ponzi e pirâmides financeiras, tais como Boi Gordo, Avestruz Master e esquemas envolvendo Bitcoin e Forex, com lastros e garantias falsas ou inexistentes. Portanto, desconfie de promessas de rendimentos elevados e de renda certa e sem riscos.

Para se proteger dessas falsas instituições financeiras, na Central de Sistemas da CVM é possível visualizar o registro de diversos participantes do mercado, como analistas de valores, consultores, administradores de carteiras, e gestores. Confira sempre as informações cadastrais das empresas, bancos, escritórios ou corretoras que oferecem o produto. Lá você poderá checar se a instituição encontra-se devidamente credenciada e em funcionamento normal, assim como consultar os processos administrativos julgados a fim de verificar existência de eventuais processos contra a instituição. Operações oferecidas por meio de instituições que não estejam cadastradas em órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central são consideradas irregulares.

Além disso, a importância de escolher uma corretora que utilize taxas de corretagem adequadas ao seu perfil de investidor pode representar uma porcentagem significativa no lucro, caso a operação seja positiva, ou no custo, caso seja negativa. Algumas corretoras oferecem planos de descontos de acordo com o número de ordens enviadas no mês, por exemplo. Vale a pena verificar a melhor opção antes de abrir uma conta. Você pode abrir uma conta, analisar suas vantagens e desvantagens, e decidir se vai ou não enviar seu capital para investimento.

Escolhida a corretora o investidor deve proceder a seu cadastramento para operar como cliente dela. Para tanto, deve preencher a ficha cadastral e apresentar os documentos nela requeridos. O teor dessa ficha, assim como os documentos requeridos e demais procedimentos de cadastro obedecem às normas emanadas da CVM, as quais disciplinam ainda as regras e parâmetros de atuação a serem adotados pela Corretora e o atendimento de ordens.

“Honestidade é um presente muito caro. Não espere isso de pessoas baratas.”
Warren Buffett

Quais são as taxas cobradas?

Existem outros fatores que incidem diretamente a rentabilidade das ações, como a incidência de impostos, taxas de corretagem e emolumentos. Além da tarifa de corretagem cobrada pelas corretoras também são cobrados emolumentos e taxas operacionais, além da incidência do imposto de renda sobre os lucros.

Taxa de corretagem – É o valor cobrado pelas corretoras pela execução da ordem enviada pelo cliente. Dependendo da corretora pode ser um percentual do valor da operação realizada ou um valor fixo. Operações de aluguel de ações, venda a descoberto e no mercado a termo são feitas através de mesa de negociação. Neste caso a corretagem é variável, seguindo os percentuais da tabela B3. Entretanto, dependendo do relacionamento entre o cliente e a corretora, em alguns casos, é comum a negociação de descontos sobre os valores da corretagem variável.

Valor Percentual   Adicional
Abaixo de R$ 135,07 - R$ 2,70
R$ 135,08 até R$ 498,62 2,00% R$ 0,00
R$ 498,63 até R$ 1514,69 1,50% R$ 2,49
R$ 1.514,70 até R$ 3.029,38    1,00% R$ 10,06
Acima de R$ 3.029,39 0,50% R$ 25,21


Taxa de custódia – É a taxa mensal cobrada pela guarda dos títulos do investidor pela corretora, varia de acordo com o volume de ordens e serviços utilizados, podendo na maioria das vezes ser isento desde que o investidor realize operações.

Emolumentos – São taxas cobradas para a execução das operações ligadas aos custos de negociação na Bolsa de Valores. São taxas cobradas pela B3 e pela CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) para cada tipo de operação ou produto. São tarifas de negociação, liquidação e registro de ordens.

“Poucas pessoas conseguem ganhar dinheiro com dicas. Cuidado com informações de fontes internas. Se houvesse dinheiro fácil jogado por aí, ninguém iria colocá-lo à força dentro do seu bolso”.
Capital e Valor

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O que são Ações?

Ações são títulos de renda variável, nominais e negociáveis, emitidos por sociedades anônimas e que representam para quem as possui a menor fração do capital social de uma companhia aberta. São emitidas em nome de seu titular, o investidor, o qual estará inscrito no livro de registro de ações nominativas da empresa.

Por não ter prazo de vencimento ou retorno preestabelecido, as ações são fundos ideais para o financiamento da expansão das empresas. É necessário todavia que a empresa conquiste os seus acionistas, já que eles possuem outras opções de investimentos no mercado. Esse é o compromisso da empresa: gerenciar bem os recursos ali aplicados, gerando lucros para serem distribuídos entre os seus acionistas.

O proprietário de ações emitidas por uma companhia é chamado de acionista, tem status de sócio e participa do lucro da companhia através do recebimento de dividendos e de bonificações, podendo ganhar também caso haja valorização do preço das ações na bolsa de valores. O risco para o investidor se limita ao total do capital investido, ao contrário de uma sociedade em uma empresa, onde o investidor participa dos ônus e dos bônus. Caso a empresa venha a falir, o prejuízo do acionista se limita ao valor investido nas ações desta empresa.

O preço da ação é fruto das condições de mercado e, principalmente, da autuação de mercado e das expectativas dos grandes investidores, refletindo as condições estruturais e comportamentais da empresa, de seu setor econômico e da economia do país e do mundo.

“A melhor evidência de que uma ação irá subir é quando ela já está subindo.”
“A melhor evidência de que uma ação irá cair é quando ela já está caindo.” 
“Esqueça o barato, esqueça o caro. Uma ação nunca  fica muito “cara” para ser comprada ou muito “barata” para ser vendida”.
J. Welles Wilder Jr

Quais são os tipos de ações?

Ações ordinárias ON – Além de proporcionarem a participação nos resultados da empresa, apesar de não prioritário, garantem ao proprietário o direito de voto nas assembléias da companhia. São representadas pelo código da empresa seguido do número 3. Ex PETR3 ON.

Ações preferenciais PN – Garantem ao proprietário prioridade na distribuição de rendimentos e reembolso de capital em caso de liquidação da companhia em relação às ações ON, porém não garantem direito a voto. Contudo, ainda que tenham preferência de reembolso, no caso de falência os credores da empresa serão os primeiros a receberem e os acionistas serão os últimos na lista de prioridades. Se após três anos consecutivos não houver distribuição dos lucros por parte da empresa, todas as ações preferenciais ganham direito a voto. São ações típicas do mercado brasileiro, representadas pelo código da empresa seguido do número 4, 5 ou 6, dependendo da classe da ação preferencial (PNA ou PNB). Não há ações com essas características em mercados estrangeiros. Ex PETR4 PN.

Units - São títulos compostos formados por ações preferenciais, ordinárias e/ou bônus de subscrição negociados em conjunto. Elas representam as mais variadas proporções, com exemplo uma UNIT equivalente a 1 ação ON e 3 ações PN. Os proprietários desse tipo de ativo têm os mesmos direitos quanto ao recebimento de dividendos e direito a voto que ações PN ou ON comuns, proporcionais à participação de cada papel dentro da UNITS. As Units TAEE11 são compostas por duas TAEE4 e uma TAEE3. Sendo assim, o dividendo recebido pela Unit será a soma dos dividendos recebidos pelas três ações que a compõe. Esses ativos sempre terminam com o número 11. Exemplos: ENGI11, SANB11 e TIET11. Mas não devem ser confundidos com Fundos Imobiliários cujos códigos também terminam em 11.

No Brasil, no entanto, são as ações PNs as que geralmente têm maior liquidez, porque permitem que a empresa emita ações sem precisar ter sócios com direito a voto, não correndo assim risco de perder o controle da empresa. A nova Lei das Sociedades Anônimas limitou a emissão de ações PN. Atualmente, ao constituir uma nova empresa, para cada ação ON a empresa pode emitir apenas uma ação PN. Antes essa relação era de duas ações PN para uma ação ON. As empresas que existiam antes da vigência da nova lei podem continuar emitindo ações pela regra antiga. Vale ressaltar no entanto que as ações preferenciais possuem o direito de receber no mínimo 10% a mais do dividendo recebido nas ações ordinárias.


Novo Mercado

É o novo modelo de mercado para as empresas que abrem capital, havendo também a tendência de migração para este das que já estão no mercado. Só existem ações ordinárias, as ofertas iniciais favorecem a dispersão do capital e é mantida em circulação uma parcela de ações que representa cerca de 25% do capital da empresa (free float). Há por parte das empresas a ampla adoção de práticas de governança corporativa, direitos acionais, transparência e melhoria na prestação de contas e informações ao mercado.

A governança corporativa proporciona aos proprietários (acionistas ou cotistas) a gestão estratégica de sua empresa e a monitoração da administração. A empresa que opta pelas práticas de governança corporativa adota como linhas mestras a transparência, a prestação de contas (accountability) e a equidade. Tais compromissos referem-se à prestação de informações que facilitam o acompanhamento e a fiscalização dos atos da administração e dos controladores da companhia; e à adoção de regras societárias que melhor equilibram os direitos de todos os acionistas, independentemente da sua condição de controlador ou investidor.

A melhoria da qualidade das informações prestadas pela companhia e a ampliação dos direitos societários reduzem as incertezas no processo de avaliação e de investimento e, consequentemente, o risco. Assim, em virtude do aumento da confiança, eleva-se a disposição dos investidores de adquirir ações da companhia, tornando-se sócios desta.

Existem diversos níveis de Governança, classificadas de acordo com o número de regras ou práticas adotadas: Nível 1, Nível 2 e Novo Mercado.

Nível 1 - Comprometem-se com a manutenção de no mínimo 25% do capital de ações em circulação, com a melhoria de suas informações contábeis, que devem ser prestadas trimestralmente. Devem, também, disponibilizar um calendário anual de eventos corporativos, e apresentar o fluxo de caixa em suas demonstrações financeiras.

Nível 2 - Além de aceitar as obrigações contidas no Nível 1, se comprometem com a apresentação de suas demonstrações financeiras em padrão internacional; dão o direito de voto às ações preferenciais em algumas matérias, como transformação, incorporação, cisão e fusão da companhia; permitem o Tag Along mínimo de 80% para minoritários e a adesão à Câmara de Arbitragem para a resolução de conflitos societários.

A entrada de uma empresa no Novo Mercado significa a adesão a um conjunto de regras societárias genericamente chamadas de boas práticas de governança corporativa, as quais são mais rígidas em relação às presentes na legislação brasileira.

No Novo Mercado estão as empresas que aceitam todas as obrigações contidas no Nível 1 e no Nível 2 de Governança Corporativa e possuem na composição de seu capital social somente ações ordinárias.

O Novo Mercado é direcionado principalmente à listagem de empresas que venham a abrir capital, enquanto os Níveis Diferenciados 1 e 2 destinam-se a empresas que já possuem ações negociadas na atual Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBOVESPA).

“Especular é simples, mas não é fácil”.
Jesse Livermore

ADR - American Depositary Receipts – Certificado com lastro em ações de empresas não sediadas nos Estados Unidos, emitidas por um banco norte-americano, que podem ser negociadas nas Bolsas dos Estados Unidos. O ADR é utilizado para captar recursos no exterior, e para reforçar a liquidez das ações da companhia. Cada certificado corresponde a um determinado número de ações, que varia de empresa para empresa. Várias companhias brasileiras possuem ADR lançadas na bolsa de Nova Iorque.

BDR - Brazilian Depositary Receipts – Níveis I, II e III - Os Brazilian Depositary Receipts Patrocinados (BDR) são valores mobiliários emitidos no Brasil, que possuem como lastro ativos, geralmente ações, emitidos no Exterior. A instituição depositária mantém uma conta em um custodiante no Exterior onde permanecem depositados e bloqueados os respectivos valores mobiliários utilizados como lastro dos BDRs Patrocinados.

Para emissão do BDR Patrocinado a companhia emissora dos valores mobiliários no Exterior deve contratar no Brasil uma instituição depositária, a qual será responsável por emitir e negociar os BDR’s. Assim sendo, as instituições depositárias podem emitir ou cancelar os BDR’s Patrocinados conforme a demanda dos investidores locais no mercado primário. Essa repartição do ativo é ainda subdividida em mais três partes, que são os BDR’s patrocinados níveis I, II e III.

Nível I - Os BDR’s patrocinados nível I, para pessoas físicas ou jurídicas, só podem ser adquiridos para investimentos financeiros superiores a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), tornando-se, assim, inviáveis para a grande maioria dos pequenos investidores.

Níveis II e III - Os BDRs patrocinados nível II e III têm por característica a exigência de registro da companhia emissora na CVM e também serem admitidos para a negociação em bolsa ou mercados de balcão organizado, o que não acontece com o Nível I.

Os BDRs Patrocinados, após emitidos, podem ser negociados no mercado secundário através da plataforma da BM&FBOVESPA de forma semelhante às ações. Um investidor, ao adquirir BDR, indiretamente passa a deter ações da companhia com sede em outro país, sem que para isso tenha que abrir uma conta em uma corretora estrangeira e tampouco realizar os trâmites de um investimento internacional.

BDR Não patrocinado: a instituição depositária, sem o envolvimento da companhia estrangeira, lança a negociação destes certificados aqui no Brasil. Há o comprometimento de envio de informações sobre a empresa dentro do padrão brasileiro e ao mesmo tempo que no país de origem da empresa. Contudo, esses BDR são emitidos sem o vínculo direto com as companhias estrangeiras, já que são feitas com ativos que já circulam no mercado de seu país de origem.

A rentabilidade do BDR depende do desempenho que a empresa cuja ação ele representa, no mercado em que atua, da estabilidade desse mercado e do desempenho do próprio BDR no mercado brasileiro, em que é negociada. Além disso, depende do câmbio entre a moeda brasileira e a moeda do país em que a empresa atua.

Dessa forma, títulos de empresas como Apple, Bank of America, Google, McDonald’s, Microsoft, Amazon, Coca-Cola, Nike, Johnson & Johnson, JP Morgan, Dell, eBay, HP e muitas outras podem ser negociados aqui no Brasil.

“Aprenda a gostar de prejuízos, pequenos prejuízos”.

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A Cotação da Ação - O Que Significa uma Ação em Alta e uma Ação em Baixa?

Na Bolsa as ações e demais ativos negociados recebem códigos que padronizam a negociação. Toda ação recebe um código de quatro letras e um número. As letras indicam o nome da empresa e o número representa o tipo de ação. Acima temos uma tabela de cotação do homebroker.

Cotações são todas as informações referentes às ofertas de compra e venda e negócios realizados com as ações negociadas em bolsa. Através da janela de cotações podem ser visualizados os seguintes dados:

COD: Código de negociação do ativo.
Descrição do Ativo: Nome da empresa e ativo de ação (Cadastro B3).
VAR (%): Variação percentual do preço do ativo em relação ao preço de fechamento do pregão anterior.
ULT – Último Negócio: Valor do último negócio realizado no ativo.
OC – Oferta de Compra: Maior preço ofertado para a compra do ativo no momento.
OV – Oferta de Venda: Menor preço ofertado para a venda do ativo no momento.
MAX – Preço Máximo do dia: É o preço mais alto que o ativo foi negociado.
MIN – Preço Mínimo do dia: É o preço mais baixo que o ativo foi negociado.
ABE – Preço de Abertura: É o preço do primeiro negócio realizado no pregão.
FEC – Preço de Fechamento: É o preço do último negócio realizado no dia.
VOL – Volume: É a quantidade de títulos negociados no pregão.

"O futuro tem muitos nomes. Para os fracos é o inalcançável".
Victor Hugo

Formação do preço a vista

As ações estão sujeitas a variações chamadas de oscilação. É variação percentual do preço atual da ação em relação ao seu preço de fechamento anterior. Durante o pregão do dia as ações sofrem alterações em seu preço, resultado das negociações entre vendedores e compradores. O pregão começa o dia com o leilão de abertura (call de abertura) que define o Preço de Abertura (preço do primeiro negócio do dia). Durante o pregão a cotação do ativo atinge o Preço Máximo (preço do negócio de maior valor do dia) e o Preço Mínimo (preço do negócio de menor valor do dia). Ao final do pregão ocorre o leilão de fechamento (call de fechamento) que define o Preço de Fechamento do ativo.

Os preços são formados em pregão pela dinâmica das forças de oferta e demanda em cada ativo, o que torna a cotação praticada um indicador confiável do valor que o mercado atribui aos diferentes ativos. O preço de uma ação está ancorado nos lucros atuais e na expectativa dos lucros futuros da empresa. Sendo assim, o preço atual de uma ação depende não apenas da empresa em si, mas também do ambiente de risco, dos ganhos das outras empresas e do potencial de crescimento e das incertezas da economia como um todo. Portanto, o investidor irá lucrar ou evitará o prejuízo ao antecipar corretamente as mudanças futuras nos fundamentos e traduzi-las em valores atuais para as ações.

Quando uma ordem de compra ou de venda é colocada no pregão eletrônico ela passa o fazer parte do livro de ofertas, que é a relação de todas as ordens presentes no leilão do ativo naquele momento. Têm prioridade para fechamento de negócio as ofertas de compra com o maior preço, assim como as ofertas de venda de menor preço.

Caso existam várias ordens de mesmo preço prevalece a ordem cronológica, ou seja, as ordens mais antigas possuem prioridade. Este quadro mostra justamente a quantidade de ativos ofertados no maior preço de compra e a quantidade ofertada no menor preço de venda. Caso se queira executar um negócio imediatamente, deve-se comprar pelo melhor preço de venda ou vender pelo melhor preço de compra, conforme indica o quadro.

Livro de ofertas do ativo VALE5. À esquerda estão listadas por ordem de maior valor o preço e a quantidade das ofertas de compra. À direita estão listadas por ordem de menor valor o preço e a quantidade das ofertas de venda.

“Nunca venda uma ação só porque ela parece ter subido demais”.
“Nunca compre uma ação só porque ela teve uma forte queda depois de sua última alta”.
“Nunca faça média com prejuízos”.
Jesse Livermore

A maior ou menor oferta ou demanda por determinado ativo está diretamente relacionada ao comportamento histórico das cotações e, sobretudo, às operações dos investidores institucionais no ativo, às perspectivas futuras da empresa emissora, aí se incluindo sua política de dividendos, prognósticos de expansão de seu mercado e dos seus lucros, influência da política econômica sobre as atividades da empresa, bem como as recomendações de compra dos grandes bancos e fundos de investimento, em especial os estrangeiros.

Quando os investidores institucionais emitem notas de outperform, eles possuem a expectativa de que determinado ativo irá se valorizar acima da média dos demais ou que determinada empresa irá se beneficiar de alguma forma, como com o crescimento acima da média do seu lucro ou da sua receita ou com algum evento que irá favorecê-la, seja no seu ambiente de negócios ou numa escala macroeconômica. E ao emitirem uma nota de underperform, os investidores institucionais esperam que a performance de determinado ativo ou empresa irá piorar em relação à média do mercado, ou que determinado evento será prejudicial a eles. Essas notas geralmente refletem no preço dos ativos, valorizando-os ou desvalorizando-os, principalmente quando a recomendação é de compra ou de venda.

Em geral, os ativos são negociados em lotes  que podem ser de 1, 10, 100 ou mais ativos. No mercado fracionário pode-se negociar qualquer quantidade inferior a um lote, o mínimo é um ativo. Para transações no mercado à vista, o código do ativo é comum. Ex.: VALE3. Para transações no mercado fracionário, adiciona-se um "F" ao final do código do ativo, dessa forma indicando a negociação no mercado fracionário. Ex.: VALE3F. Abaixo temos um mini livro de cotação do ativo PETR4 com as 5 melhores ofertas de compra e as 5 melhores de venda agrupadas por valor.

Como é determinado se uma ação está em alta ou em baixa?

É necessário observar a sua oscilação, ou seja, a variação positiva ou negativa no preço da ação em um determinado período de tempo. Determinamos se uma ação está em alta ou em baixa verificando a relação entre o último preço negociado da ação e o seu preço de fechamento do dia anterior. Assim, se o último preço negociado para a ação for superior ao seu preço de fechamento do dia anterior essa ação está em alta. Se o último preço for inferior à cotação de fechamento a ação está em baixa. Isso difere do conceito de barato e caro, visto que o preço que era considerado barato ontem pode não ser mais hoje, e o que é considerado caro hoje pode se tornar barato amanhã.

“O preço “justo” de um ativo é exatamente o preço do último negócio realizado, é o que está na pedra”.
Capital e Valor

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