CONTEÚDO


Os Efeitos do Lado Emocional e Psicológico nos Investimentos

Possuir um método de análise, entender a psicologia do mercado, obedecer ao gerenciamento de capital e possuir uma estratégia de investimento são as quatro coisas mais importantes para se obter sucesso investindo no mercado de capitais.

Existem diferentes caminhos para o sucesso. Alguns tentam ganhar muito e muito rápido, correndo o risco de terem grandes perdas caso o mercado se mova na direção oposta à sua estratégia. Outros procuram juntar um patrimônio lentamente, porém constantemente, buscando proteger seu capital dos riscos e de seus próprios erros, fazendo-o crescer através de novas aplicações e de juros compostos. Cabe a cada um definir qual estratégia se adapta melhor a sua personalidade e a suas possibilidades financeiras e saber lidar com as consequências das suas decisões de investimento.

Ao realizar uma operação de renda variável é importante ter um certo nível de confiança e embasamento no que se está fazendo. Muita confiança leva o investidor a não dar importância aos riscos e a realizar mais operações do que o necessário (overtrading). Abrir uma posição ao acaso, com pouco ou nenhum embasamento, o colocará numa posição vergonhosa se algo der errado. Havendo dúvidas em relação a realizar ou não determinada operação o ideal é ficar fora do mercado.

A principal razão para se entrar no mercado é para ganhar dinheiro. Se as chances disto acontecer diminuírem você terá poucas justificativas para manter uma posição. Além do mais esta não será sua última chance, sempre haverá outra oportunidade.

A maioria das pessoas acredita que por meio da observação das notícias e da situação econômica dos países, de determinado setor ou empresa seja possível tomar uma decisão segura de compra ou de venda. Esquecem que o principal fator que faz com que os preços oscilem são os sentimentos e as expectativas humanas, sendo o medo e a ganância os mais influentes. Sabemos que muitas vezes tais sentimentos são irracionais, o que explica a falta de lógica linear e a inconstância do mercado. Todos os que investem no mercado devem fazer um esforço consciente para estabelecer algum tipo de disciplina que os permita administrar o risco e, principalmente, as suas emoções.

“A longevidade no mercado de capitais é medida pela disciplina."

J. Henry

Contrário ao que a maioria dos bancos, corretoras e jornais anunciam operar e ganhar dinheiro na bolsa é uma tarefa difícil e trabalhosa. Para operar no mercado de capitais, comprando e vendendo, não basta conhecer técnicas de análise e estratégias operacionais, é preciso algo mais: Disciplina. Ser disciplinado é ter uma postura séria. É adotar e acatar um conjunto de princípios de ação e de reação às mudanças que ocorrem no mercado, bem como uma atitude proativa, buscando a proteção e a administração dos riscos. O investidor disciplinado segue um padrão comportamental, um estilo de atuar no mercado.

Muitos perdem dinheiro no mercado, alguns perdem tudo, conseguem se levantar e acabam perdendo novamente. Infelizmente a história se repete e os novatos entram no mercado com olhos grandes, e focados apenas no lucro acabam ignorando os riscos. A maioria não estuda ou utiliza somente um tipo de análise, desconsiderando a experiência de outros. Normalmente são investidores que arriscam demais. Operando por emoção e não por razão acabam quebrando, momento em que passam a não acreditar mais no seu sucesso no mercado.

As razões para isso são várias: falta de dedicação, de prudência e de humildade, expectativas inadequadas sobre análise técnica e o comportamento dos preços e, principalmente, falta de planejamento sobre as suas operações e de uma estratégia de saída para limitar prejuízos. Comportamentos autodestrutivos que impedem o investidor de atingir seu potencial pleno.

Em suma, a razão principal é a falta de disciplina e o desrespeito aos riscos do mercado financeiro. A falta de disciplina aliada à falta de conhecimento sobre si mesmo, sobre os defeitos de sua personalidade, leva o investidor a repetir seus próprios erros. E o preço de se errar no mercado pode ser muito caro.

“A parte mais sensível do corpo humano é o bolso!”

Delfim Neto

A questão do dinheiro é, sem dúvida alguma, um dos pontos que mais perturba e influencia o emocional e o psicológico de cada um, isso jamais será diferente. Entretanto, sua atitude não pode ficar constantemente a mercê de emoções e impulsos a ponto de não conseguir fazer o que precisa ser feito ou de agir de maneira errada ou contraditória, piorando ainda mais a situação.

A verdade é que você vai perder sim, e várias vezes. No mercado isso é algo normal, até os melhores profissionais passam por isso. É preciso entender que perder faz parte desse “jogo”, porém, deve-se aprender a lidar com isso sem grandes ressentimentos. Torna-se então fundamental saber agir no caso de situações desfavoráveis para garantir a lucratividade no longo prazo e consolidar algum patrimônio. Perder pouco nos erros e ganhar bastante nos acertos, pois de nada adianta ganhar durante uma tendência de alta e devolver todo o lucro quando o mercado virar.

Se você imagina que irá ficar rico sem correr riscos, pode esquecer. A bolsa de valores é considerado um investimento de risco, assim como empreender também é, razão pela qual são os principais meios legais para que as pessoas enriqueçam.

Por isso, é importante nunca desistir de aprender a investir bem. Mesmo que você não chegue onde você quer chegar, ainda assim terá feito muito mais do que a maioria das pessoas. Porque a maioria das pessoas se conformam, desistem, vivem uma vida completamente diferente do que imaginavam, e o que é pior ainda, diferente do que planejaram. Como disse Jim Rohn, "se você realmente quer fazer algo, você encontrará uma maneira. Se não quer, encontrará uma desculpa."

Assim, o seu objetivo no mercado será aumentar o seu capital de forma consciente e consistente, minimizando as probabilidades de sofrer prejuízos irreversíveis e ao mesmo tempo maximizando as chances de obter ganhos sustentáveis. E lembre-se: basta uma grande perda para matar toda uma sequência organizada de pequenas perdas e grandes lucros.

“O que importa não é se você está certo ou está errado, mas o quanto de dinheiro você ganha quando está certo e o quanto perde quando está errado”.

George Soros

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Por que os Investidores Perdem Dinheiro na Bolsa?

A maioria das pessoas não sabe perder, seja lá o que for. Também sequer tem paciência para deixar que o lucro de uma operação vencedora cresça. Diante de uma posição perdedora muitos hesitam em liquidá-la. Observam seu prejuízo aumentar dia após dia esperando a próxima alta para que então possam encerrar a operação no zero a zero, ou mesmo, com um pequeno lucro.

Mas quando a alta ocorre não encerram suas operações, pois agora o mercado está indo a favor de suas posições. Contudo, muitas vezes tal movimento é apenas uma correção da forte queda que o preço do ativo sofreu, o qual logo retomará sua tendência de queda aumentando ainda mais o prejuízo.

A aversão a perda, ou seja, a atitude de evitar o sentimento de arrependimento decorrente de escolhas cujos resultados se mostraram negativos, faz com que o investidor tome decisões precipitadas em cenários de ganho e assuma maiores riscos em cenários de perdas, visto que ele tende a manter uma posição que vem gerando prejuízo, mesmo tendo noção que as chances de recuperação são pequenas, e também limita o seu potencial de lucro numa posição vencedora, pois tende a realizar rapidamente o lucro em razão do medo e da satisfação imediata do lucro, perdendo a maior parte do movimento favorável do preço para garantir um pequeno lucro.

Aprender a aceitar perdas é obrigatório para quem investe em renda variável. Quem não tem essa característica deve desenvolvê-la ou desistir do mercado. O fato é que só você erra e só você lhe causa prejuízos. Entenda isso ou só irá parar de perder quando o seu dinheiro acabar. O maior erro de um investidor é não aceitar suas perdas enquanto ainda são razoáveis, deixando-as aumentar até um ponto insustentável. Assim, o seu primeiro objetivo no mercado será preservar o seu capital, para depois auferir lucros.

"Não reclame dos resultados os quais você não alcançou através dos esforços os quais você não fez".

Capital e Valor

Quando se perde uma parte significativa do capital é preciso recuperar uma parte maior do que a que foi perdida apenas para voltar ao capital inicial, e quanto maior for a perda maior será essa diferença. Assim, seja qual for o percentual perdido no mercado será necessário ganhar um percentual maior para recuperar o prejuízo. Quando se perde 20% no mercado é preciso ganhar 25% para voltar ao mesmo patamar.

Se o prejuízo chegar a 50% do capital investido será preciso um lucro de 100% sobre o que restou apenas para que o investidor volte a ter o que tinha antes. Com o passar do tempo o prejuízo vai aumentando até que as margens de garantia ou a pressão psicológica ficam inaceitáveis e o investidor é forçado a liquidar sua posição, normalmente numa época e num nível de preço muito próximos à reversão do mercado. Comprou na alta para vender na baixa.

Quando passamos a torcer ou rezar para que o mercado mude de direção à nosso favor é sinal de que não sabemos o que está acontecendo ou o que estamos fazendo, sendo muito provável que estejamos expondo nosso capital a um alto risco em razão disso. Se após auferir um lucro significativo no mercado o perdemos, ao tentar recuperá-lo o desgaste emocional e psicológico será enorme quando comparado ao que teria sido necessário para manter tal lucro.

Se os preços estão se movendo contra a sua posição então você está errado. E não deve em hipótese alguma querer ficar mais errado do que já está esperando que o mercado reverta ao seu favor. Quando os preços se movem contra você só existem duas maneiras para que fique mais errado do que já está. Uma é aumentar a posição realizando novos investimentos a preços mais baixos (fazer preço médio para baixo) e a outra é mover o preço de gatilho da sua ordem stop para baixo, se é que você a utiliza.

Nunca em hipótese alguma caia na tentação de fazer qualquer uma delas. Agir dessa forma é a causa da ruína financeira de muitas pessoas. E de fato, a solução muitas vezes acaba sendo pior do que próprio problema. Portanto, você pode aumentar o tamanho da sua posição à medida que o preço do ativo se move ao seu favor, assim como o gatilho do stop deve ser mudado num só sentido, na direção do seu lucro.

“Ao invés de se ter esperança deve-se ter medo, e ao invés de se ter medo, deve-se ter esperança. Deve-se ter medo de que a perda se torne um grande prejuízo e esperança de que seu ganho se torne um grande lucro”.

Jesse Livermore

De uma maneira geral o ser humano é otimista em relação às suas crenças, sejam elas quais forem. Isto é particularmente perigoso em relação aos investimentos, pois leva o indivíduo a superestimar sua habilidade como investidor e subestimar os riscos envolvidos. E ainda, uma vez tomada a decisão errada ela acaba sendo mantida no longo prazo, acentuando ainda mais os prejuízos.

Essa necessidade de se iludir e negar a realidade, seja por orgulho ou por arrogância, inicialmente pode até funcionar como um alívio fácil e fazer com que se sinta bem no curto prazo, mas eventualmente os prejuízos, além de se perpetuarem, se tornam grandes demais para serem suportados e o investidor se vê obrigado a realizá-los, muitas vezes desistindo de vez mercado.

Assim, quando você acreditar que por alguma razão o mercado ira cair ou subir não esteja tão certo disso, aguarde até que o mercado indique que isso realmente irá acontecer. Tal movimento que você previu pode não ocorrer, ou mesmo, ocorrer no sentido oposto ao que você acredita. Opiniões de nada valem a menos que o mercado haja de acordo com o que é afirmado. E quando nos obrigamos a sermos otimistas e esperançosos sempre, principalmente quando negamos nossos problemas, além de nos privarmos da possibilidade de resolvê-los, aumentamos os riscos dos nossos investimentos.

É preciso entender que em certos momentos “turbulentos” perder 10% do capital pode ser inevitável. Perder mais que isso, no entanto, só pode acontecer em função de alguma situação extrema tal como o 11 de setembro ou a crise de 2008. De tempos em tempos aviões são colididos contra prédios e gestores irresponsáveis de grandes fundos de investimento afundam a economia de países. Portando, quando em dúvida, fique fora do mercado. A ganância não compensará, volte seu capital para a renda fixa e espere o momento oportuno.

Por outro lado, ao observar o desenvolvimento dessas situações você encontrará excelentes oportunidades de compra. Quem comprou ações no final de 2008 e as manteve por um ano teve um ganho médio de 150%. É claro que não se pode ter essa expectativa de rentabilidade nos dias atuais e que tal situação ocorre uma vez a cada década. Mas o que é importante é que o investidor saiba quando ficar de fora e quando se posicionar, e que independente disso esteja sempre acompanhando a tendência do mercado.

"Se eu tivesse que resumir minhas habilidades práticas, eu usaria uma palavra: Sobrevivência. E operar um fundo de hedge utilizou meu treinamento de sobrevivência ao máximo."

George Soros

Também não opere contra a tendência do mercado, a possibilidade de sucesso é muito menor. Não tenha uma opinião formada totalmente baixista ou altista em relação ao mercado todo só porque uma ação dentro de um grupo em particular reverteu o seu preço em relação à tendência geral do mercado.

Procure diversificar seu capital em dois ou mais ativos, montando uma carteira, ao invés de investir tudo numa só operação. Tenha uma estratégia de limitação de risco e de prejuízos, seguindo-a com disciplina e não mudando de opinião a cada pequena oscilação do mercado, evitando assim uma limitação dos lucros e uma exposição a grandes perdas.

A grande vantagem da ordem stop é que ela executa automaticamente nossa estratégia de gestão de risco e controle de capital, impedindo de certa maneira que em função do emocional e do psicológico mudemos nossa estratégia e regras de operação, perdendo assim a objetividade. Teoricamente ela nos livra do ônus de termos de decidir se vamos ou não liquidar uma operação com prejuízo.

Perdas causadas pela falta de disciplina são muito mais desgastantes do ponto de vista emocional e psicológico em relação às causadas por erros de análise ou por eventos imprevisíveis. Quando o investidor tem o poder de evitar um maior prejuízo simplesmente stopando uma operação perdedora e não o faz, seja por orgulho ou por esperança de que em algum momento ela lhe dará lucro, à medida que o prejuízo aumenta a angústia e o arrependimento acabam com a paz e o bom humor de qualquer um.

“Só existe uma maneira de uma pessoa se convencer definitivamente de que está errada, perdendo dinheiro”.

Capital e Valor

Assim, não aumente posições perdedoras. Fazer preço médio para baixo não trará nenhuma garantia da diminuição do prejuízo. Uma posição perdedora significa que você está errado. Assuma que errou, encerre sua posição enquanto a perda é pequena e espere o momento certo para entrar novamente no mercado. Não liquide uma posição vencedora para manter uma perdedora e utilize sempre ordens stop. Por mais óbvio que isso pareça a maioria das pessoas faz exatamente o oposto.

Você pode possuir um conhecimento enorme de economia, análise técnica e fundamentalista, conhecer todas as estratégias operacionais e mesmo assim ainda sofrer perdas em seu capital no longo prazo caso não tenha disciplina ou não esteja em controle da sua parte emocional. Por outro lado, você pode ser um analista medíocre e não conhecer bem as estratégias operacionais e ainda assim conseguir aumentar o seu capital caso tenha disciplina, paciência e controle emocional.

Da mesma forma, ao liquidar uma operação antes que o mercado indique você estará sucumbindo ao medo, operando indiscriminadamente ao focar-se em operações de curto prazo e deixando de seguir sua estratégia de investimento de longo prazo. Investidores que conseguem acumular patrimônio ao longo dos anos possuem uma expectativa de retorno de longo prazo para os seus investimentos.

Enquanto uma operação estiver se comportando corretamente e a análise estiver correta não há porque se ter pressa em retirar o lucro. Muitas vezes a excitação do mercado pode levá-lo a abrir posições baseadas puramente em fatores emocionais, seguindo a onda da mesa de operações e do fórum ou a dica de um amigo. Essa excitação o compele a agir como um jogador ao invés de investidor. Por força de uma indisciplina momentânea você acaba fazendo coisas que sabe que são erradas e que apenas o estressarão, afetando dramaticamente seu emocional e, consequentemente, seu patrimônio.

“Pessoas racionais atuam de forma irracional quando estão com medo. E as pessoas ficam com medo quando começam a perder dinheiro, o que acaba comprometendo a sua capacidade de julgamento. Essa é nossa natureza humana em seu atual estágio de evolução. Isso não pode ser negado. Isso deve ser compreendido e administrado”.

Jesse Livermore

Investidores experientes também cometem erros, muitas vezes piores do que aqueles que iniciantes cometem. Erros que os levam a prejuízos enormes, em alguns casos até mesmo maiores do que seu capital inicial investido. Arriscam muito, fazem operações alavancadas muito acima de suas possibilidades financeiras ou tomam dinheiro emprestado a juros altos. Isso aumenta bastante as chances não só de perderem tudo, mas de ficarem devendo.

A partir do momento em que começam a ganhar o entusiasmo substitui a prudência, pois a disciplina é fraca. Não estão realmente seguindo uma estratégia e obedecendo às suas regras e, por consequência disso, raramente este tipo de política remunera. Não faz sentido algum em se dar ao trabalho de estudar, de acompanhar o mercado e de executar uma estratégia quando não se está preparado para obedecer às próprias regras.

Há aqueles que investem em empresas concordatárias (micos) e que às vezes obtém grandes lucros rapidamente. Operam como jogadores, traders arrogantes que se expõem a riscos grandes buscando uma recompensa mais rápida. Acham que são mais espertos do que aqueles investem em  valor, em fundamento e no longo prazo. Entretanto, é apenas uma questão de tempo até que uma dessas jogadas dê errado, fazendo com que esses espertinhos devolvam todos os ganhos das jogadas anteriores que deram certo.

Isso não quer dizer que seja impossível realizar operações vencedoras com este tipo de estratégia. Significa apenas que é muito improvável que um investidor consiga ter sucesso com tal estratégia por um longo período. Pessoas que fazem isso não auferem lucro no longo prazo, sem contar que com o passar dos anos o investidor de longo prazo acumulará um patrimônio muito maior e mais consolidado do que o jogador de curto prazo.

“Existem investidores velhos e investidores agressivos, mas não existem investidores velhos e agressivos”.

Warren Buffett

Embora seja um conceito aparentemente simples é realmente muito difícil para as pessoas mudarem seus comportamentos, e ainda mais as suas personalidades. Na maioria dos casos a mudança ocorre após o “estrago” já ter sido feito em seus patrimônios. Isso torna primordial para aqueles que pretendem entrar no mercado aprender não só as regras e as estratégias de operação, mas também até onde estão dispostos a ir, qual o risco e nível de stress que estão dispostos a se expor e, principalmente, quais são os seus defeitos e quais são as características mais marcantes em suas personalidades.

Investidores experientes sobreviveram à prova do tempo o suficiente para desenvolverem sua disciplina e um psicológico forte. A principal razão do fracasso de muitos investidores não é a má escolha dos ativos que operam ou dos momentos em que abrem posições no mercado, são eles mesmos. É a falta de disciplina, de gerenciamento dos riscos e do capital que possuem.

A verdade é que para a maioria as mudanças pessoais mais radicais somente ocorrem depois das piores experiências. No caso do mercado, somente após sofrerem grandes prejuízos muitos investidores se dispõem a reavaliar os seus valores e as suas atitudes e a examinar as suas falhas, buscando uma transformação pessoal positiva.

Obedecendo ao ego e à vaidade no intuito de sempre estarem certos agirão de forma irracional e danosa aos seus patrimônios de forma a continuarem perseverando nas suas crenças iniciais. Disciplina é algo necessário para se ter sucesso em todas as áreas, especialmente no mercado de capitais onde não há ninguém que lhe chefie, pois você será o seu próprio chefe. O desenvolvimento dessas características é um grande desafio para todo investidor. E isso não se aprende em uma palestra de fim de semana, mas se pratica todos os dias. É um estilo de vida.

"O problema com o mundo é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, enquanto os estúpidos estão cheios de confiança.“

Charles Bukowski

É bem provável que todos os que operam no mercado já tenham passado pelo efeito paralisante. A partir do momento em que assumimos uma posição no mercado estabelecemos um compromisso com nós mesmos e vamos querer achar todas as razões do mundo para provar que estamos certos.

Quando nos “apaixonamos pelo ativo” muitas vezes negamos a realidade e o óbvio, ou seja, o fato de estarmos errados. Não damos a devida importância ao stop até que tenhamos uma grande perda. Uma perda de 3% ou 5% mesmo ocorrendo várias vezes seguidas é perfeitamente recuperável. Mas um único prejuízo de 10% ou 15% torna a situação bem mais complicada. Recuperar dinheiro no mercado leva tempo. E o tempo é a commoditie mais cara do mundo, pois não se pode comprá-lo.

A forma natural do ser humano pensar e agir tende a aumentar os riscos do investimento em renda variável. O medo limita a capacidade de resposta numa determinada situação. Muitos investidores sofrem consideravelmente por saberem exatamente o que fazer, porém, quando o momento da execução chega ficam totalmente imobilizados, observando seus prejuízos aumentarem.

Portanto, antes de investir no mercado é preciso desenvolver a autoconfiança, o que nada mais é do que saber o que fazer no momento em que precisar ser feito e fazê-lo sem hesitação. Qualquer hesitação criará dúvida e medo, o que fará com que o maior medo de um investidor se torne realidade, perder seu dinheiro.

“Quando se está num buraco a primeira coisa que se deve fazer é parar de cavar”.

Capital e Valor

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O Investidor Iniciante na Bolsa de Valores

A maioria dos investidores iniciantes entram no mercado depois de serem longamente tentados por um ciclo de alta e de notícias otimistas sobre as performances dos investimentos de renda variável. Depois de quebrada a resistência inicial esses investidores tomam posições visando o longo prazo e, na onda da euforia do mercado, logo veem excelentes resultados. Mas em seguida a euforia passa, o mercado vira, e muitos acabam não aguentando os prejuízos e encerram seus investimentos, tomando pavor da renda variável.

O iniciante quando decide investir no mercado pela primeira vez está à procura do “pulo do gato”, daquilo que ninguém ensina, mas que o fará rico rapidamente. Embora não exista, os novatos tendem a acreditar no pulo do gato, perdidos diante de tantas possibilidades operam em vários mercados e em diferentes ativos, tentam aprender dezenas de teorias complexas, centenas de indicadores técnicos e setups “milagrosos”.

Neste processo ficam muito confusos e perplexos com a quantidade de informação. Quando uma oportunidade de operação aparece a dúvida e o medo tiram sua capacidade de decisão e fazem com que suas reações sejam emocionais e impulsivas. Os novatos se perdem dentro do seu próprio caos pessoal e geralmente os resultados são negativos e caros, afetando seu psicológico, sua estima e seu patrimônio.

“A expectativa é proporcional à decepção”.

Geadilson Bezerra

Muitos entram no mercado atraídos por falsas promessas de enriquecimento rápido, métodos de análise milagrosos e estratégias garantidas. Compram por impulso achando que poderão perder uma oportunidade, mas o que acabam perdendo é dinheiro. Da mesma forma, vendem por desespero achando que poderão perder o pequeno lucro que obtiveram, deixando de aproveitar o grande movimento de longo prazo.

A natureza desse tipo de investidores trabalha contra eles mesmos, os quais se mantêm oscilando entre extremos de impulsividade e de medo. De uma maneira geral estão despreparados para o que estão fazendo e inconscientes da realidade do mercado e dos riscos a que está expondo seus capitais.

Geralmente começam a estudar análise técnica acreditando equivocadamente que podem aprender a dominar um gráfico de preços e predizer a direção do mercado. Acreditam que fazendo isso irão acertar sempre e ficarão ricos rapidamente. Acabam se tornando arrogantes e prepotentes, fadados ao fracasso e a perderem dinheiro com o passar do tempo.

Investidores iniciantes tendem a aumentar posições perdedoras, a fazer preço médio no prejuízo, a liquidar rapidamente as posições com lucro e a segurar as posições com prejuízos. Limitam os lucros e deixam os prejuízos crescerem na esperança de que irão recuperá-los no futuro. O lucro por outro lado, por menor que seja é sempre bom, os deixa felizes, realizados e poderosos, dá-lhes um reforço positivo que junto com o medo os condicionam a realizarem rapidamente o lucro assim que suas operações começam a andar na direção certa.

“Jamais tente consertar um erro com outro erro”.

Capital e Valor

Realizar operações medíocres em ativos que proporcionam lucros pequenos afeta o desempenho do investidor, pois seu capital fica preso e ele acaba perdendo melhores oportunidades em outros ativos, além de estar correndo risco por um pequeno retorno. O efeito da inflação no longo prazo acaba depreciando seu patrimônio, pois o investidor vai perdendo poder aquisitivo.

A realização do prejuízo por outro lado é muito desagradável, os fazem se sentirem mal, lhes tira o sono, causando vergonha e frustração. Quando liquidamos uma operação com prejuízo temos de assumir o que é difícil para muitos, reconhecer para nós mesmos que erramos.

Precisamos voltar a sermos humildes e realistas, refletindo sobre os erros cometidos para aprendermos e mudarmos de atitude, não só em relação ao mercado mas também para com as demais pessoas. O importante é entender que ter prejuízos faz parte de investir no mercado, só é preciso cuidar para que estes sejam pequenos, não diminuindo muito seu capital antes que seus investimentos comecem a dar lucros.

A vantagem da reflexão sobre os erros é que ela faz com que os defeitos de personalidade fiquem evidentes. Frequentemente seus erros serão o seu melhor professor, lhe fazendo voltar à realidade, assim como a vergonha de se estar errado e ter que encarar as pessoas com um prejuízo. Por isso, a observação é uma das qualidades presentes no investidor de sucesso. Cada erro é uma aprendizagem e traz sempre algo de valor. A atitude de vencedor é procurar transformar situações negativas e frustrantes em algo positivo.

Uma análise dos erros cometidos, assim como dos acertos, melhora a sua percepção, possibilitando que sejam notados com antecedência numa situação futura, ou mesmo, que sejam evitados. Olhar para si mesmo e enxergar seus defeitos é uma qualidade que só está presente naqueles que atingiram certo grau de maturidade, qualidade que os permitem evoluir ao longo do tempo. E o tempo é o maior fator de construção do seu patrimônio, quanto mais cedo começar maior será a meta alcançada.

“Não é a mais forte das espécies que sobrevive, nem a mais inteligente, mas aquela mais capacitada a se adaptar”.

Charles Darwin

A bolsa de valores é a primeira a entrar e a primeira a sair de uma crise econômica. É o tipo de investimento mais sensível a variações econômicas. Contudo, quando a massa começa a sentir que a economia do país começou a se recuperar da crise o preço das ações já estará nas alturas e a oportunidade já terá passado para a maioria das pessoas. 

Muitos investidores compram ações sempre no intuito de obter lucro, mas acabam ficando com estas ações por mais tempo do que esperavam simplesmente porque o mercado, que é de renda variável e não de renda fixa, ao invés de subir, caiu. A maioria comprou ações quando o mercado estava próximo de um topo de uma tendência de alta, exatamente quando os investidores mais experientes estavam fazendo o contrário, realizando seus lucros vendendo seus ativos.

Aqueles que entram por último acabam fazendo o papel do tolo maior, e ainda por cima têm esperança de que os preços continuarão a subir, visto que as notícias, o cenário econômico e as opiniões são otimistas e, por fim, ainda creem que encontrarão um tolo maior ainda que comprará suas ações a preços mais altos. 

Para não realizarem o prejuízo em suas operações esses “investidores” mantêm suas posições e passam a se rotular “investidores de longo prazo”. Existem diversos "investidores" nos inúmeros fóruns, grupos e redes sociais espalhados pela internet que insistem em torcer por um determinado ativo, criando teorias e calculando projeções extremamente otimistas ou catastróficas. Procuram quaisquer argumentos no intuito de provar para si mesmos que apesar de suas operações estarem dando errado ainda assim estão certos. Buscam quaisquer notícias, análises e opiniões, e a partir daí surgem definições inúteis que tentam negar a realidade, tais como preço justo, preço alvo, preço teórico, preço segundo a minha análise, preço que vai estar dia tal, preço que deveria estar, preço que o analista tal disse que vai chegar.

O preço é o que está na pedra e acabou! É o valor pelo qual alguém está disposto a comprar ou a vender um ativo naquele momento e pronto! Se desfazer de ações que vêm mostrando lucro por considerar que ficaram caras e manter as que ainda não se valorizaram e, pior ainda, aquelas que lhe deram prejuízos, é, segundo Peter Lynch, “Regar as ervas daninhas enquanto se arranca as flores.”

As pessoas de uma maneira geral adoram receber boas notícias a respeito dos seus maus hábitos e dos seus defeitos. Em outras palavras, tais “investidores” buscam esperança, conforto e consolo para sua situação. Culpam os outros ou as circunstâncias pelos seus fracassos (vitimização), externalizando suas responsabilidades, ou procuram justificar os seus erros e más atitudes através de quaisquer informações e opiniões, por mais absurdas que sejam (negação), característica de pessoas fracas, imaturas e sugestionáveis. Quando a dor aumenta de pouco em pouco a tendência é não fazer nada e esperar que melhore. Porém, a negação esconde o fato de que a bolha especulativa estourou já há algum tempo e que a tendência dos preços é de baixa.

Não existe absolutamente qualquer garantia de que um investimento em renda variável que está mostrando prejuízo irá resultar em lucro no longo prazo. Como disse Keynes, “no longo prazo estaremos todos mortos”. O que atrai as pessoas para as bolhas especulativas é a ganância, as decisões impensadas e o enorme desejo de fazer aquilo que todos estão fazendo. E no final da história somos todos especuladores e nossos maiores inimigos são a ignorância, a ganância, o medo e a esperança e, conforme dito anteriormente, nada pode eliminá-los da nossa natureza humana, podemos apenas administrá-los.

“Somente realize uma operação no mercado quando houver definido muito bem uma porta de entrada e uma janela de saída”.

Capital e Valor

A verdade é que os mercados de renda variável são ambientes ricos em oportunidades, independentemente do prazo do investimento. Proporcionarão excelentes oportunidades que poderão levar para sua conclusão alguns minutos, outras que levarão horas, dias, semanas ou meses. Pouco importa o nome que se dá a esses prazos. O que importa é que oportunidades ocorrem dentro de todos eles e podem ser aproveitadas. No entanto, independentemente do prazo o seu aproveitamento depende de conhecimento e tempo para se dedicar.

Não existe o prazo certo. Existem os motivos certos. Há de se fazer uma distinção entre investimento e especulação. O especulador é um apostador, alguém de comportamento inconstante, que muitas vezes faz as suas apostas no calor do momento. Já o investidor é como um enxadrista que pensa cuidadosamente as suas jogadas. Ele possui uma estratégia e não se abala ao perder algumas peças, pois sabe que é inevitável. Ele aceita as perdas, mas as sofre de forma controlada, pois sabe que dessa forma chegará ao ponto de dar o xeque-mate. Esse é o perfil dos investidores de sucesso.

Muitos iniciantes tendem a não aceitar a realidade quando o mercado se move contra suas expectativas. Tal resistência é mantida até o ponto em que as perdas de tão grandes se tornam insuportáveis e obrigam o iniciante a admitir que está errado, ou seja, a liquidar sua posição perdedora com um enorme prejuízo, muitas vezes num momento bem próximo à reversão da tendência do preço do ativo.

"Algumas pessoas ficam ricas ao estudar inteligência artificial. Eu ganho dinheiro estudando estupidez natural."

Carl Icahn

A falta de maturidade e controle emocional é a razão pela qual muitas pessoas altamente qualificadas e bastante inteligentes muitas vezes não conseguem ganhar de forma consistente no longo prazo quando investem no mercado. Assumir os próprios defeitos e fraquezas emocionais é um processo difícil para qualquer um, principalmente quando se é obrigado a fazê-lo da pior forma possível, ou seja, em razão de sucessivos prejuízos no mercado. De uma forma ou de outra confrontá-los é ainda assim a única forma de superá-los.

Se você distorce as informações do mercado não está enxergando a realidade do mesmo, mas criando uma ilusão. Estará criando motivos aceitáveis para pensamentos e ações inaceitáveis, bloqueando exatamente aquelas informações que você mais precisa para mudar de atitude. Com o passar do tempo você acaba se agarrando demais ao que é superficial e falso, dedicando seu tempo e seus esforços à meta de alcançar resultados pouco prováveis, ou mesmo, impossíveis de acontecerem.

A recompensa pela esperança e pela arrogância será sempre o prejuízo. Modificar sua percepção do mercado para justificar uma compra que deu errado, acreditando que se trata apenas de uma pequena correção, pode resultar num grande prejuízo quando na verdade se tratar de uma reversão do mercado. Você pode aprender a pensar de modo diferente sobre qualquer coisa se resolver fazê-lo.

“Esteja convencido de que se alguma coisa está errada, está errada contigo e não com o mercado”.

Capital e Valor

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Dicas de Investimento de Gurus, Corretoras e Fóruns

Treinar em simuladores da bolsa (paper trading), analisar o mercado e fazer operações fictícias é sem dúvida alguma um método válido para se aprender a acompanhar o mercado. Entretanto, com relação à parte operacional, quando investimos nosso precioso capital expondo-o ao risco e às oscilações do mercado, a história é bem diferente de quando brincamos em simuladores.

A ansiedade, a excitação, a insegurança e o medo estressam o investidor, alteram a maneira como normalmente age e pensa, muitas vezes tornando-o irracional. Leva-se tempo para se acostumar e isso afeta profundamente a sua atitude e a sua estratégia de investimento. Muitos investidores nesta situação acabam fazendo coisas que sabem que são erradas e cujos resultados acabam afetando ainda mais o emocional e, obviamente, o capital que possuem.

O mais importante no começo é aprender como proteger seu capital e não como ganhar dinheiro com ele, o que só acontecerá quando se consolidar o primeiro. Caso contrário, seu saldo na corretora será “zerado” e acabou a brincadeira na bolsa, pois para fazer dinheiro no mercado é preciso ter dinheiro.

“Aqueles que procuram por dinheiro fácil invariavelmente pagam pelo privilégio de provar, sem sombra de dúvida, que isso não pode ser encontrado neste mundo”.

Jesse Livermore

Neste sentido, o ideal é procurar fazer com que suas operações tenham um potencial de lucro alto e um potencial de prejuízo baixo. A melhor maneira de fazer isso é protegendo seu capital e cortando as perdas. Não importa o quanto você ganha no mercado e sim o quanto você consegue manter, o que você consolida em patrimônio. E para isso é fundamental de tempos em tempos realizar o lucro e reinvesti-lo em algo fora da bolsa, em imóveis, viagens, bem estar, etc. O dinheiro não é o fim, é apenas o meio para alcançá-lo.

A pior coisa que pode acontecer com um investidor novato é entrar na bolsa e sair ganhando logo de cara. Tal situação o torna invencível, levando-o a acreditar que sempre será assim. Neste processo são despertadas a ganância e a imprudência. Ele começa a pular de ação para ação sempre buscando a que vai subir, passando a operar de forma impulsiva e com maior risco, como se estivesse apostando num cassino. Não consegue parar e ficar fora do mercado, esperar que um momento ruim passe ou que uma boa oportunidade apareça para que então entre novamente. É um investidor viciado que quer sempre estar posicionado em algo para poder ganhar sempre.

A partir daí, todos os sinais técnicos e econômicos de que o mercado irá cair, ou que já está caindo, são ignorados. O investidor está cego, e mentindo para si mesmo não compreenderá mais a sua própria estratégia e não obedecerá às suas regras operacionais. Consequentemente, a partir do momento em que o mercado inverter a sua tendência de alta devolverá tudo o que lucrou em suas primeiras operações ou até mais. Uma das definições da insanidade é sempre repetir os mesmos atos esperando resultados diferentes todas as vezes.

"O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a sermos salvos pela crítica".

Norman Vincent

A maneira como o mercado de renda variável e “vendido” às pessoas é bem similar às propagandas de cassinos. A semelhança do home broker com o vídeo game estimula as pessoas a operarem demasiado e em momentos errados, pelo prazer de jogar e pela compulsão de apostar. Considerando a grande facilidade do sistema, elas são tentadas a mudar posição com muita frequência buscando lucros rápidos, o que faz com que percam a visão de médio e longo prazo e, consequentemente, deixem de auferir retornos muito maiores.

Essa frequente mudança de posição acarreta maiores ônus para o investidor (mais corretagem, emolumentos, impostos, etc.). Gurus do mercado vendem operações “mirabolantes” utilizando gráfico e análise técnica, estratégias alavancadas ou com pontas em diversos ativos, que segundo eles têm retorno garantido.

Corretoras indicam estratégias da moda, tais como operações long short, alavancagem no day trade, venda coberta de opção, sistema de algoritmos, dentre outras, no intuito de fazer com que o investidor opere mais do que precisa, pois o lucro da banca é a corretagem, e quanto mais o jogador operar no mercado mais ele pagará em taxas para a banca.

Esses sistemas e estratégias de operação na maioria das vezes produzem resultados medíocres, além de onerarem o capital do investidor, na maioria das vezes servindo apenas para enriquecer as corretoras. Assim, controlar a ansiedade é uma das coisas mais importantes para ganhar dinheiro investindo em renda variável.

“O indivíduo que quiser ser vitorioso na luta contra os gigantes deve cultivar a paciência e controlar a ganância. Lembre-se, seu objetivo é operar bem, ao invés de operar sempre”.

Alexander Elder

Outra estratégia perigosíssima das corretoras é alavancar seus clientes para ganharem juros sobre empréstimos e corretagem percentual ao valor das operações. Um investidor pode operar no mercado a termo com até 10 vezes o valor de seu capital. E na conta margem lhe dão até 100% sobre seu capital ao custo de juros altos. Tais estratégias das corretoras expõem seus clientes a riscos muito maiores do que a maioria pode assumir, diminuindo suas chances de sucesso, pois uma pequena variação do mercado pode lhes retirar 30%, 50%, ou mesmo, 100% de seu capital.

Ao aumentar o tamanho de sua posição alavancam tanto o lucro como o prejuízo. Por exemplo, um investidor com um capital de R$ 10.000,00 ao abrir em margem um termo de 5 vezes o valor do seu capital (R$ 50.000,00) e a sua operação acabe gerando um prejuízo de 10% ele terá uma perda real em seu capital de 50% (R$ 5.000,00). Para voltar à estaca zero terá que fazer uma operação que lhe renda 100% sobre o que sobrou do seu capital. O mais incoerente disso é que no Brasil por lei nenhum fundo de investimento pode investir mais que 80% de seu capital em ações e derivativos, grande parte deve estar em títulos públicos. No entanto, as corretoras estimulam que os investidores o façam.

Investidores iniciantes estão à procura de alguém que lhes indique um bom investimento e não uma boa estratégia de investimento. Pedir conselho aos outros e levar em consideração a percepção dos outros é uma tentativa de diminuir o seu grau de responsabilidade. É externalizar a responsabilidade de suas operações para terceiros em busca de uma falsa sensação de segurança.

Isso é uma ilusão, pois no final a responsabilidade cabe apenas a você. Portanto, não acredite em tudo que você escuta em fóruns, corretoras, cursos e lê na Internet. Não assuma que corretores e gurus são o que eles dizem ser. O investimento que parece ser tão bom na prática pode não ter uma fundamentação econômica ou o retorno que dizem ter. Na maioria das vezes o intuito real é vender cursos e ganhar comissões sobre seus clientes ao invés de realmente ajudá-los.

"Eu sempre pensei em mim como um cordeirinho manso que tem medo de ser esfolado.”

Bill Ruane

Sem dúvida é importante ter a orientação de alguém mais experiente para aprender a investir bem e compreender os mecanismos e riscos do mercado. Mas não para lhe ditar em que e quando investir. Primeiro porque a dependência do conhecimento alheio não o permitirá ir a lugar algum com seus próprios pés. E segundo porque seguir dicas geralmente é um rápido meio para perder bastante dinheiro. E o mercado está cheio de pessoas dispostas a dar dicas e dizer qual papel vai “bombar”. 

O mercado evoca nas pessoas a ganância por maiores ganhos. A sua impaciência e a sua ansiedade o farão ficar ávido para investir em algo. Esse tipo de atitude cria nas pessoas uma mentalidade de manada. Ao assumir que todo mundo deve saber de algo que você não sabe você estará apenas seguindo a mentalidade de rebanho das massas. Um investidor experiente já passou dessa fase. Sua postura é dedicada e silenciosa. Portanto, evite dicas. Como disse Warren Buffett, “a opinião pública não substitui o pensamento."

Em vista disso, seja cauteloso a respeito de promessas de lucros rápidos e estratégias "mirabulosas", ofertas e dicas sobre determinada ação ou estratégia de investimento garantida. Evite a pressão para investir antes de ter uma oportunidade para investigar. Dispense um tempo para analisar uma possível oportunidade de investimento antes de aplicar. Todo dia útil tem pregão, não se apresse.

"Quando você se afasta de pessoas complicadas até a sua saúde melhora".

Na vida existe uma relação entre esforço e resultado. Para todo esforço feito deve-se esperar algum resultado. Se o esforço não gerar resultado deve-se interrompê-lo ou modificá-lo, pois não há sentido em persistir no que se sabe que não vai gerar o resultado desejado.

O Iniciante ao ganhar um pouco de experiência e confiança aumenta o tamanho de suas operações e daí começa a perder. Seu grande erro é achar que sabe demais (arrogância), que irá fazer uma grande quantidade de dinheiro de imediato (ganância), é achar que irá ficar rico rapidamente (soberba).

Isso acaba desenvolvendo um hábito autodestrutivo, o overtrading. Esse termo significa operar com recursos maiores do que se possui e mais vezes do que se deve. É operar com dinheiro emprestado, alavancado, com margem, com o dinheiro necessário para sobreviver, ou seja, além da sua possibilidade financeira.

O overtrading vem da indecisão e da ansiedade. A ganância por mais lucros e o medo de perder a oportunidade libertam os extremos no comportamento das pessoas. O investidor pode controlar o impacto de suas emoções em suas operações com regras sólidas e bom senso, mas poucos conseguem ter essa disciplina.

Um ambiente social estático, limitado e previsível é muito importante para termos a sensação de segurança e bem-estar. Entretanto, o mercado oferece exatamente o oposto disso. Ele instiga nas pessoas o desejo compulsivo de ganhar muito dinheiro e rápido, assim como o medo devastador de perder tudo. É um grande provedor ao oferecer a possibilidade de realizar o sonho de independência financeira e um grande monstro por estar pronto para tirar tudo de você. Esses sentimentos distorcem a percepção das oportunidades e dos perigos. Você precisa operar da maneira mais objetiva possível. E, além disso, você deverá empregar tanto tempo analisando a si mesmo quanto emprega analisando o mercado.

“A forma mais rápida de se fazer uma pequena fortuna na bolsa é entrando com uma grande fortuna”.

Nos investimentos de risco tais como ações, opções e futuros, não existem garantias de lucro. Prejuízos podem acontecer e muitas vezes acontecem. O interessado em investir deverá avaliar sua condição financeira de poder assumir os riscos inerentes a esta atividade e inclusive em alguns casos considerar a possibilidade de perder totalmente seu capital.

Caso você tenha a infelicidade de perder mais de 25% do seu capital o mais coerente é parar e repensar sua estratégia, pois dificilmente esta irá lhe render os 33,33% necessários para voltar a ter o que tinha antes. E insistindo no mesmo erro provavelmente perderá o restante.

Entre setembro de 2007 e outubro de 2008 as ações preferenciais da Petrobrás se desvalorizaram cerca de 65%. Com quedas desta magnitude acontecendo de tempos em tempos no mercado o indivíduo que resolve investir em renda variável sem qualquer critério, simplesmente esperando que no longo prazo o retorno seja bom, pode eventualmente se ver obrigado a liquidar sua posição em razão de precisar desse dinheiro por algum motivo num momento em que seu capital aplicado vale menos que 50% do capital inicial.

A maioria das pessoas que inicialmente acham que no longo prazo não tem erro e que tem a falta de sorte de comprar próximo a um topo como este citado acima acaba precisando do dinheiro ou se desesperando em razão das perdas crescentes e liquida sua posição com grandes prejuízos, os quais poderiam ser evitados se os investimentos fossem planejados, especificamente no quesito limite de risco. Qualquer um que pretenda investir no mercado deve encará-lo da mesma forma que um negócio e não como um jogo de aposta assim como muitas pessoas fazem.

Após uma sucessão de operações perdedoras talvez o ideal seja parar e esperar, ficar de fora do mercado. Negociar para tentar se recuperar de uma série de operações perdedoras é emocionalmente devastador. A angústia pelo dinheiro perdido e a agonia de querer correr atrás do prejuízo fazem com que o investidor opere de maneira imprudente e irracional. O trade vingativo na maioria das vezes tem como resultado mais prejuízo. Quando você começa a quebrar as suas próprias regras talvez seja um bom momento para sair de férias e ficar fora do mercado até achar que está preparado para segui-las novamente.

“Existe o tolo evidente, o qual repete seus próprios erros muitas vezes e em todos os lugares, mas há o tolo de Wall Street, que pensa que tem que negociar o tempo todo”.

Jesse Livermore

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O Perfil do Investidor na Bolsa de Valores

Nos diferentes impasses de nossas vidas temos sempre três opções, fazer a coisa certa, fazer a coisa errada e não fazer nada. Na maioria das vezes não fazer nada é a pior coisa que se pode fazer. O efeito paralisante (anestesia) acontece quando o investidor posicionado no mercado tem a razão bloqueada pela emoção e não consegue tomar uma atitude consciente para proteger seu capital.

Pode acontecer tanto numa operação que está dando prejuízo como numa que está dando lucro. Por não aceitar perder o investidor orgulhoso segura uma posição perdedora aumentando ainda mais seu prejuízo. Por ganância deixa uma posição vencedora se transformar numa posição perdedora, devolvendo todo o lucro que havia auferido porque não estabeleceu um limite de perda para suas operações, ou mesmo tendo-o estabelecido, perde mais dinheiro porque não o respeitou.

Operar no mercado financeiro é uma atividade que exige paciência e dedicação para que gere resultados. O sucesso nada mais é do que disciplina e persistência aplicadas em direção ao seu objetivo. Assim, não se deixe desanimar ao achar que você não leva jeito para isso. E acredite, no longo prazo os resultados compensam em muito os esforços aplicados.

“A especulação é o jogo mais fascinante do mundo. Mas não é lugar para pessoas burras, preguiçosas, emocionalmente desajustadas ou para aquelas que querem enriquecer da noite para o dia. Todas estas morrerão pobres”.

Jesse Livermore

A realidade, por pior que seja, é melhor do que a ilusão. Toda vez que você não souber qual é a sua realidade, e ficar se enganando ao pensar que a sua situação é melhor do que ela realmente é, você irá perder mais do que o planejado e se tiver lucro irá devolvê-lo para o mercado. Este é o grande passo para parar de perder, aceitar a realidade. E se você não suporta ter prejuízos não entre no mercado financeiro.

O lado emocional do investidor tende a interferir no raciocínio e na tomada de decisões. De certa forma, ser um investidor é um caminho para o autodescobrimento. Operando no mercado passamos por momentos de ansiedade, raiva e alegria, vivemos o medo e a ganância. Todo esse contexto mexe muito com o psicológico de cada um e o lado emocional acaba influenciando o lado racional e objetivo.

Em outras palavras, as emoções acabam com a disciplina e com o gerenciamento de capital. O estado emocional do investidor tende a oscilar entre o medo e a esperança, as duas coisas que acabam com qualquer método de análise, estratégia de operação e gerenciamento de capital.

“As pessoas só aprendem quando o financeiro aperta. Não adianta falar, não adianta avisar, não adianta provar matematicamente, o risco só é respeitado quando sentido na própria pele”.

Capital e Valor

Quando a operação dá errado e o mercado vira contra a posição do investidor este tem medo de inverter sua posição, ou mesmo, resiste a “stopa-la” por achar que mercado inevitavelmente reverterá a favor da sua posição perdedora. Já outros são orgulhosos, não admitem que estejam errados, seguram o prejuízo e se iludem ao buscar algum consolo que justifique sua operação. Esses mesmos investidores não veem outra solução a não ser manter a posição perdedora e aguardar semanas, meses, ou mesmo anos, até que o preço do ativo se mova na direção da sua aposta, se é que isso chegará a acontecer.

Tais sentimentos devem ser dominados e controlados através de disciplina e de uma estratégia de gerenciamento de risco aliada a regras operacionais rígidas e objetivas. E uma das maneiras de se precaver contra grandes prejuízos é realizando pequenos prejuízos (stops).

Ninguém muda se não reconhecer os seus próprios erros. Infelizmente, muitas pessoas continuam errando para sempre e, consequentemente, perdem dinheiro no longo prazo. Somente após sentirem a dor da perda do dinheiro e atribuí-la aos seus próprios erros é que começam a obedecer às suas regras e a não repetir tais erros.

O investidor arrogante diante de uma posição perdedora faz preço médio para baixo, ou seja, investe mais dinheiro na operação perdedora comprando mais ativos a preços mais baixos. O resultado é que a cotação do ativo continua a cair, tendo o “investidor” apenas alavancado o seu prejuízo ao aumentar uma posição perdedora ao invés de “stopa-la”.

Não há porque segurar um papel que está caindo, o que é um vício muito comum, inclusive entre investidores veteranos. Mesmo que o mercado se recupere ainda será mais lucrativo liquidar a posição e esperar o momento oportuno para recomprá-la mais barato ao invés de correr o risco de ter que vendê-la por desespero e com um grande prejuízo, apenas para depois observar de fora do mercado, amargurado e arrependido, o ativo que vendera recuperando seu preço.

“Como é caro, o preço da burrice”.

 

Pessoas que se sentem os donos do mundo quando ganham e ficam deprimidas quando perdem não conseguem acumular um grande patrimônio porque praticamente são guiados apenas por suas emoções. A culpa e a preocupação são as emoções mais inúteis para um investidor. Normalmente ele desperdiça seu tempo e raciocínio refletindo sobre o que fez de errado no passado e preocupado com o que pode acontecer no futuro, na maioria das vezes algo que não se pode ter controle.

Esse investidor acaba desperdiçando o presente. Fica parado no tempo se amargurando por comportamentos passados. O fato é que tanto a culpa como a preocupação levam as pessoas ao mesmo resultado, aborrecimento e inércia, impedindo-as de ganharem dinheiro ou de limitarem seus prejuízos.

Ser obrigado a resolver os seus problemas internos pelo mercado é algo que além de caro é desgastante e desagradável. O passado é algo que nunca poderá ser mudado, mas a maneira como as pessoas se sentem a respeito dele pode. Os sentimentos e as emoções podem impedir que as pessoas tomem a atitude certa, não comprar um fundo de mercado em função de um contexto econômico ruim, de notícias pessimistas e de um histórico de queda das cotações, por exemplo.

A ganância e o orgulho fazem com que os investidores mantenham suas posições quando o mercado reverte sua tendência, devolvendo o que ganharam anteriormente. A arrogância afeta o julgamento e o bom senso. Acreditando que sabem mais que o mercado, investidores insistem nos mesmos erros repetidas vezes. A perda do dinheiro os leva à anestesia, a não tomar as atitudes que deveriam ser tomadas para limitar os prejuízos. A maioria dos investidores quando diante de uma operação perdedora responde de uma maneira que apenas os levará a um processo que limita os lucros e não limita os prejuízos. Exatamente o contrário ao que diz a regra e também o bom senso.

“Limite seus prejuízos e deixe seus lucros crescerem!”

O objetivo de um investidor de sucesso não é simplesmente fazer dinheiro, ele deve buscar executar o seu planejamento e seguir o seu sistema de forma consistente. É uma pessoa que gosta do que faz, estuda, questiona e se aprimora operando, muitas vezes perdendo antes de mesmo de começar a ganhar de forma consistente. A maioria atribui seu sucesso à sua disciplina e embasamento, seguido do uso consistente de ferramentas objetivas e dos fundamentos do mercado. O seu resultado a médio e longo prazo é fruto de seu compromisso, de um comportamento disciplinado, prudente, dedicado e coerente.

Um bom investidor assume total responsabilidade pelos resultados de suas operações, pois não se deve culpar aos outros por suas perdas. Aprende com as derrotas e procura entender seus próprios defeitos e limitações para então buscar formas de limitá-los no intuito de se tornar um melhor investidor no futuro.

Ao invés de ser ganancioso e impulsivo você deve ser paciente e preciso, adquirindo com o passar do tempo um domínio maior sobre suas emoções, impulsos e intuição, conseguindo também controlar os seus próprios medos. Agindo dessa forma você executará suas operações com mais eficiência, menos desgaste emocional e sem pressa. O mercado abre todos os dias úteis do ano e boas oportunidades virão com o tempo. Mas esteja consciente de que todo erro no mercado atinge dois pontos delicados, seu bolso e sua autoestima.

“Enquanto fazemos da felicidade uma meta, não podemos alcançá-la. Quanto mais a almejamos, mais ela se distancia". 

Viktor Frankl

A perda do autocontrole induz a perda do gerenciamento financeiro e, consequentemente, à pobreza. Para ser um bom investidor você deve estar sempre observando os indicadores de mercado, identificando sua tendência e operando de acordo, ao invés de desperdiçar seu tempo se arrependendo de ter perdido dinheiro e torcendo para que o mercado vire ao seu favor.

Bater de frente com o mercado é a pior atitude que uma pessoa pode tomar. Primeiro porque perderá dinheiro e segundo porque claramente estará agindo por emoção e não por razão. A capacidade de julgamento estará afetada, a esperança e a ilusão afetam o bom senso. A raiva e a arrogância induzem as pessoas a manterem posições perdedoras até que o mercado reverta a seu favor. Mas muitas vezes quando isso acontece já é tarde, muito tempo se passou e o investidor deixou de ganhar utilizando outras estratégias, ou mesmo, fora obrigado a liquidar sua posição por desespero, ficando de fora quando o mercado começou a reagir.

Obter sucesso no mercado de renda variável no longo prazo é difícil, grande parte dos participantes sequer dura mais do que 6 meses no mercado devido às perdas excessivas. Outros têm a sorte de ganhar no começo, apenas para ficarem mais confiantes e acabarem perdendo mais do que conseguiram acumular. O gerenciamento de capital no mercado de renda variável é uma tarefa das mais importantes e provavelmente a mais difícil de se aprender, sendo fundamental que seja feita de maneira séria e comprometida.

“A verdade é que após se aprender a investir no mercado, milhões serão mais facilmente gerados do que as centenas que foram ganhas quando se era ignorante”.

Jesse Livermore

No início muitos investidores passam por confusão mental, ansiedade, frustração e a dor pelo fracasso. Aqueles que conseguem passar por essa fase e aprendem persistem no mercado. Os que não aprendem não acumulam patrimônio algum ou são liquidados do mercado.

Disciplina e controle emocional não são habilidades natas, são adquiridas através de aprendizagem e prática, muitas vezes por tentativa e erro. Processo no qual muitos acabam sem dinheiro antes de aprenderem e outros sequer se recuperam psicologicamente dos seus fracassos e, arrependidos, deixam o mercado.

O histórico de suas operações dirá muito sobre sua atuação no mercado, tanto em relação à eficácia da sua análise como ao seu autocontrole. Caso você desconheça seu comportamento no mercado não será capaz de aprender e de repetir o que deu lucro. E quando não se sabe o que se fez para ganhar, é de se esperar que também não se saiba o que se fazer para evitar perder. Situação em que se está operando pelo acaso e pela sorte, sem controle e impotente em relação ao que o mercado poderá fazer. O resultado disso é ansiedade, frustração, confusão, arrependimento e medo.

Embora seja importante operar com embasamento e a favor da tendência do mercado, a melhor estratégia nas mãos de um investidor indisciplinado ou fraco do ponto de vista psicológico pode gerar um retorno medíocre, ou mesmo, um prejuízo. Desenvolver certas qualidades psicológicas certamente aumentará as suas chances de sucesso no mercado.

Nossa intenção não é apenas motivar as pessoas. A motivação por si só não é suficiente. Como disse Jim Rohn, "se você motivar um idiota, terá um idiota motivado”. Queremos ajudar as pessoas a desenvolverem suas próprias estratégias e a atuarem no mercado com disciplina e independência. Ninguém nasce sabendo operar no mercado. É a prática e a aprendizagem que levam o investidor a excelência. Com o tempo você consolidará a sua estratégia em autodisciplina e controle emocional e estará pronto para mudar sua opinião em relação ao mercado se for necessário. Foque no processo de investir bem e não na ilusão do resultado imediato como a maioria faz.

“Se você não muda, quem te muda é o mundo”.

Capital e Valor

Infelizmente a verdade é que as pessoas seguem a lei do menor esforço, entram no mercado seguindo dicas ou passam a responsabilidade para seu gerente no banco. São preguiçosas e investem sem se darem conta que como em qualquer outra atividade é preciso estudar e aprender o funcionamento do mercado, saber no que estão investindo e, principalmente, é preciso planejar.

Geralmente, o comportamento dos investidores segue as mesmas tendências. Quando o preço de um determinado ativo sofre uma queda, seja devido a uma crise econômica, do setor ou da própria empresa investidores que não possuem conhecimento e a habilidade para analisar o ativo e seus fundamentos acabam comprando porque a cotação caiu e então o ativo ficou “barato”. Contudo, essa noção de “barato” é apenas uma comparação de preço passado com preço presente e não o entendimento do porque esse movimento está ocorrendo.

Quem negocia no mercado sem qualquer planejamento, sem ter dominado as técnicas de análise, e ainda, sem aplicar mecanismos de controle de risco e de gerenciamento de capital, não está fazendo um investimento e sim  apostando num jogo.

Por isso, é importante não ser passivo no mercado e desenvolver um método de análise e uma estratégia de operação própria. Caso contrário, você estará cego, refém de suas emoções num ambiente que é notório por levar as pessoas aos extremos da euforia e do pessimismo.

O investidor consciente deve agir de maneira a fortalecer o seu sistema, os seus princípios e a sua estrutura emocional e psicológica. A realidade é que o mercado sobe e cai, distribui e acumula. Ao invés de se preocupar em tentar adivinhar o futuro se concentre em enxergar o óbvio e aceitar quando cada uma destas situações estiver ocorrendo, especialmente quando for contra você. Este é o grande passo para parar de perder, aceitar a realidade, pois quem se ilude não sobrevive na bolsa.

“Vencedores aceitam perdas ocasionais e seguem em frente, perdedores prolongam suas perdas”.

Capital e Valor

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A Realidade do Mercado Financeiro e da Bolsa de Valores

Escolhas simples tais como abrir uma posição, liquidar uma posição ou ficar de fora do mercado se tornam muito difíceis quando paralelo a alguma delas é preciso definir qual será o limite de perda e qual será o objetivo de lucro da operação. Isso por sua vez irá depender do quanto de risco você está disposto a correr para obter ganhos no mercado, do quanto você está disposto a perder caso a operação dê errado e do quanto você quer ganhar caso a mesma dê certo. Ou seja, cabe a cada um definir seus próprios limites procurando sempre obedecê-los. Muitos seguem aquele velho provérbio “somente opere com a quantidade de dinheiro que você pode se dar ao luxo de perder”.

Preços em constante movimento alimentam a ganância dos investidores diante da possibilidade de retornos “ilimitados”. Por maior que seja, nenhum lucro será suficiente para satisfazê-los porque sempre existirá a possibilidade de fazer mais. A ganância é como um poço sem fundo e o apetite do investidor ganancioso nunca poderá ser saciado. Ao perceber que está deixando de ganhar dinheiro por estar fora do mercado, mesmo àquele lucro que auferiu ele não dará muito valor, pois sempre haverá um centavo a mais que poderá ser buscado.

E quando diante de uma perda não liquidará sua posição por não admitir perder dinheiro e não ser capaz de assumir que está errado, aceitando o que por enquanto ainda é uma pequena perda. De uma maneira geral, da mesma forma que o mercado tem o potencial de gerar ganhos ilimitados ele também tem o potencial para se manter contra a sua posição por tempo indeterminado.

“Eu, provavelmente, cometi tantos erros quanto qualquer investidor, mas consegui descobri-los mais rapidamente e em geral fui capaz de corrigi-los antes que causassem muito estrago”.

George Soros

É preciso desistir de achar que sempre haveria mais para se ganhar em uma operação que fora liquidada com lucro. Da mesma forma, é preciso desistir de buscar informações ou opiniões que alimentem a esperança de que o preço irá voltar a se mover na direção que precisamos, de maneira que uma operação que esteja dando prejuízo comece a dar lucro.

Por essas razões, é fundamental assumir a responsabilidade pelo resultado de toda operação, tornando-se essencial definir um limite de perda assim como um objetivo de lucro, respeitando sempre a ambos. Investidores que resistem em aceitar tais considerações estão encarando o mercado a partir de uma perspectiva deturpada por ilusões, negações e expectativas irreais. Acabam tomando as decisões certas, porém, nos momentos errados, quando os prejuízos já são expressivos, muitas vezes sem sequer possuir um plano ou estratégia de investimento, o que aumenta ainda mais os seus riscos e, consequentemente, os seus prejuízos.

O pior erro de um investidor é não assumir que está errado, ser orgulhoso e não fazer o que deve ser feito para evitar um prejuízo maior. É após consecutivos prejuízos não mudar de estratégia, insistir nos próprios erros e arriscar-se desnecessariamente. Isto é ser autodestrutivo, característica fatal e imperdoável pelo mercado. Não procure desculpas ou motivos quando estiver errado, admita que errou e encerre sua posição. Todo investidor deve saber que sempre estará errado se estiver perdendo dinheiro.

A falta de disciplina e de autocontrole toma a forma de prejuízos quando você está à mercê de seus impulsos e sem controle emocional. Num determinado momento o investidor está ganhando bastante dinheiro e curtindo o prazer do sucesso. Já num outro está pegando dinheiro emprestado para perder novamente no mercado. Durante anos não acumula nada, fica apenas “brincando de rico e pobre”. E a única maneira de sair deste ciclo maldito é estudando, investindo segundo as suas próprias estratégias e possibilidades financeiras e, acima de tudo, assumindo as suas responsabilidades e os seus erros.

"No fundo de um buraco ou de um poço acontece descobrir-se as estrelas".

Aristóteles

São poucas as pessoas que aprendem e crescem a partir de seus erros. Quando chegam ao fundo do poço os fracos e os orgulhosos desistem do mercado. Já outros admitem que estão errados e viciados no “jogo”, quando então mudam sua forma de operar. Acabam aprendendo a lição e se tornam humildes e racionais, desenvolvendo então sua disciplina para com o mercado. Contudo, tiveram que pagar um preço alto por isso.

Reconsidere os valores em você acredita e identifique aqueles que finge acreditar. Siga uma disciplina e uma conduta ética que tenha sido estabelecido por você mesmo ao invés do que tenha sido imposto pela sociedade ou por outras pessoas. Diferentes investidores avaliam seus ganhos e lidam com suas perdas de maneiras diferentes, mas a grande maioria tende a tomar decisões que evitem a dor ou que tragam a gratificação imediata.

Errar é humano, no mercado podemos estar absolutamente certos em nossa análise e novos fatores e acontecimentos que não eram do conhecimento público a qualquer momento podem entrar em cena e mudar o rumo dos preços. É necessário desenvolver a sagacidade de identificar rapidamente quando o mercado tiver virado contra você e ajustar sua estratégia para seguir à nova tendência.

Este ambiente complexo requer constante atenção. O investidor deve estar focado em seu objetivo e assumir a responsabilidade por suas atitudes ou invés de perder seu tempo lamentando as perdas e os erros cometidos, situação que além de impedir que o investidor se concentre no que pode e deve ser feito para alcançar os resultados desejados o desestabiliza emocionalmente, o que pode fazer com que tome decisões erradas que aumentarão ainda mais os seus riscos e, provavelmente, resultarão em maiores prejuízos.

Para sobreviver no mercado e se tornar um vencedor é necessário que você desenvolva suas próprias estratégias e, acima de tudo, se desenvolva como pessoa e como investidor. Analistas e notícias se contradizem o tempo todo. Muitas vezes é melhor ficar isolado, apenas você e o mercado. É possível recuperar o dinheiro perdido, contudo, jamais recuperaremos o tempo perdido.

“Perder dinheiro é a menor das minhas preocupações. Um prejuízo nunca me incomoda depois de realizá-lo. Esqueço-o de um dia para o outro. Mas estar errado – não realizar o prejuízo – isso é o que faz o estrago no bolso e na alma”.

Jesse Livermore

Conheça-se bem, avalie seu grau de controle emocional e sua independência de julgamento em relação às influências externas. Você deve ser rigoroso com o seu método e com as suas regras e, principalmente, procurar sempre cumpri-los. Acompanhe o mercado com frequência, mesmo se você estiver com dinheiro e sem ideias, momento em que deve ficar de fora. Pausas fazem com que você observe melhor o mercado.

A verdade é que não existe dinheiro fácil. Operar nos mercados de renda variável é uma atividade muito perigosa, praticada num ambiente dinâmico que não é familiar, muitas vezes cheio de armadilhas. Por isso mesmo é tão fascinante. Não espere que irá sempre acertar e que nunca terá prejuízo num investimento. Ao invés disso, procure ter disciplina e agir com uma estratégia que faça com que seus prejuízos sejam pequenos e ainda permita que seus lucros sejam maiores.

Acredite, para ter sucesso um investidor precisa ter uma boa noção de si mesmo e do que está fazendo, aprender com os erros do passado para fazer melhor no futuro e dominar o seu emocional de forma que consiga manter uma disciplina férrea. A confiança em si mesmo evolui a partir dos resultados positivos do trabalho duro e da disciplina.

“Ser independente é para poucos. É um privilégio dos fortes.”

Nietzsche

Devemos acreditar em nós mesmos e fugir do comportamento da massa, tomando nossas próprias decisões através do estudo e da análise do que está acontecendo no mercado ao invés de sermos guiados apenas por analistas e demais profetas do mercado, deixando que tomem decisões que nós mesmos deveríamos ter tomado. Independência financeira também incorpora a noção de objetividade, a habilidade de avaliar as probabilidades sem ser influenciado por opiniões externas. Como disse Charlie Munger, "o fato das pessoas discordarem ou concordarem com você, não faz você estar certo – a única coisa que importa é se a sua análise ou julgamento está certo. A opinião de terceiros é irrelevante."

O fato de serem analistas formados ou ministrarem cursos sobre o mercado não significa que suas opiniões não devam ser questionadas ou que estarão certos o tempo todo. A grande contradição dos analistas e dos profetas dos cursos mais famosos é que vivem de trabalhar em corretoras e ministrar cursos de final de semana ao invés de fazê-lo operando no mercado.

Uma atitude proativa e positiva nos estimulará a buscarmos melhores caminhos e a focarmos no que realmente agregará valor. Por outro lado, ao nos entregarmos à lamentação e ao pessimismo, além de nos tornarmos fechados para novas e até mesmo melhores oportunidades, a tendência é que assumamos comportamentos que apenas nos prejudicarão. Portanto, o maior interessado no seu bem estar financeiro é você mesmo.

“Wall Street é o único lugar no mundo aonde milionários vão de rolls-roice pedir conselho a quem vai de metrô para o trabalho”.

Warren Buffett

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A Importância das Notícias Para o Mercado Financeiro

Operar no mercado significa expor seu capital ao risco. A partir do momento em que se decide fazer isso as notícias não serão apenas mais uma fonte de entretenimento, elas passarão a afetar diretamente seus interesses e estratégias no mercado.

Desde criança somos alvejados por notícias através de todos os meios de comunicação. Vivemos na era da informação e é através desse mecanismo que a massa é manipulada e adestrada a determinados comportamentos.

A mente humana tende a estar aberta para sugestões, sempre aceitando as notícias como a verdade. São poucos os que possuem a audácia e o senso crítico para questioná-las. De uma maneira geral, os fatos ocorridos no mundo são coletados e apresentados num formato sensacionalista e de fácil assimilação com o objetivo de vender revistas e jornais e, consequentemente, vender seus anúncios, ao invés de realmente informar e instruir.

“O fato da maioria das pessoas discordarem do seu ponto de vista não faz com que você esteja nem errado nem certo. Você está certo porque os fatos e o seu raciocínio estão certos”.

Benjamin Grahan

O noticiário da mídia especializada costuma ser fonte de grande frustração. Os novatos tendem a tomar posicionamentos baseados nos julgamentos que fazem em cima dessas notícias. Eles entendem que as notícias movimentam o mercado e tentam a todo custo estarem bem informados. Sim, é verdade que as notícias possuem um impacto no mercado. Mas existem alguns fatos importantes sobre isso.

Ao tentar interpretar o efeito de notícias ou de indicadores econômicos no contexto geral do mercado devemos nos perguntar de que forma os investidores institucionais vão se comportar diante desses, se serão benéficos ou prejudiciais à nossa estratégia e, principalmente, como iremos tomar vantagem destes novos fatores. Muitas vezes tais acontecimentos mostram oportunidades no mercado exatamente no sentido oposto ao que é esperado ou ao que seria previsível.

Notícias e fatos relevantes ruins podem criar boas oportunidades de compra em ações de empresas que vêm apresentando bons desempenhos ao longo do tempo. Da mesma forma, o mercado pode reagir de maneira exagerada diante de acontecimentos favoráveis, hipervalorizando as ações de determinada empresa, por exemplo. O que pode ser um momento oportuno para se desfazer desse ativo.

A reação do mercado é algo muito mais complexo de antever. O mercado não segue uma lógica linear, e isso é algo que um investidor que não for muito teimoso vai logo perceber. Um fato que julgamos positivo pode resultar numa forte queda dos preços, enquanto algo que julgamos negativo pode resultar numa forte alta nos preços. Ficamos confusos e buscando uma explicação para a falta de nexo entre causa e efeito no mercado.

“Com o tempo percebi que a melhor dica, o melhor corretor e o melhor analista é o próprio mercado”.

Jesse Livermore

É natural pensar que o mercado sobe com boas notícias e cai com más notícias, entretanto, não é bem assim que funciona. Para o mercado mover-se depende da ação dos investidores institucionais. As notícias influenciam o comportamento destes, mas não são o motivo pelo qual o mercado sobe ou cai.

A razão para que isso ocorra é óbvia, o mercado sobe porque os investidores institucionais estão comprando mais do que vendendo e cai porque estão vendendo mais do que comprando. 

Enquanto a maioria dos comentaristas financeiros explica a atividade do mercado pelos eventos correntes, raramente existe correlação entre a notícia e o movimento dos preços. Na maioria dos dias temos uma abundância de boas e más notícias, que são normalmente seletivamente investigadas na busca de uma explicação “plausível” para o movimento do mercado.

Para se ter uma ideia, no final de 2007 a expectativa para o Ibovespa era que fechasse ano de 2008 em 70.000 pontos, o que ocorreu, no entanto, foi que fechou o ano em torno dos 39.000, exatamente o oposto do que a grande maioria previu e esperava que acontecesse.

"A diferença entre a literatura e o jornalismo é que o jornalismo é ilegível e a literatura não é lida".

Oscar Wilde

Na melhor das possibilidades as notícias são o relato tardio do que o mercado já assimilou e reagiu, sendo novidade apenas para aqueles que desconhecem a tendência do mercado. Há muito tempo fora reconhecido por investidores experientes a futilidade de se confiar na habilidade de alguém em interpretar o valor de qualquer notícia em termos direção do mercado, a qual pode ser identificada independe de qualquer notícia.

É bem provável que a massa, por considerar as notícias como a causa das oscilações do mercado, deva obter um melhor resultado jogando num cassino do que confiando na sua habilidade para interpretar as notícias e adivinhar a direção do mercado. Depois de algum tempo tentando lucrar à base de notícias, "lógica", "bom senso" e algumas dicas é inevitável que esses iniciantes se sintam frustrados. A sensação é de impotência frente à inconsistência dos resultados.

O que importa não é a notícia, mas a importância que o mercado dá ou aparenta dar a ela. Quando o mercado está em alta a maneira que reage a uma notícia é frequentemente diferente da maneira que reagiria se estivesse em baixa. A psicologia do mercado nos informa mais do que qualquer notícia, especialmente quando ele reage da maneira oposta ao que normalmente seria esperado. Contudo, pensar de forma diferente não quer dizer que o investidor deve ser do contra. Ele deve ser independente e assumir suas próprias decisões não delegando-as para terceiros.

Outra questão importante é que muitas vezes as notícias que realmente importam, enquanto importam, ficam distantes do público, dado a incapacidade da massa em analisar e interpretar mudanças nos fundamentos ou em razão da falta de tempo hábil para que tomem proveito dessas notícias. Isso explica em parte porque o mercado não segue uma lógica linear de causa e efeito.

O mercado responde e precifica uma série de informações que ainda são desconhecidas da maioria do público, mas não de todo o público. Isso faz com que os movimentos, além de ocorrem muito rapidamente, pareçam sem sentido, pois não correspondem ao conhecimento aceito e atual sobre os fatos. O que parece sem sentido agora pode ser explicado por uma informação que está ainda para chegar ao nosso conhecimento. Mas, quando ela se torna conhecida, muitas vezes já será tarde de mais para tomarmos proveito, pois o mercado já haverá reagido muito antes.

“O único modo para ver a floresta claramente é tomar uma posição acima das árvores circundantes”.

Jesse Livermore

A massa desinformada tende a entrar no mercado no momento em que uma tendência de alta está próxima de se reverter, bem próximo de quando os preços começam a cair. Isso porque psicológico e emocionalmente essas pessoas possuem pouca tolerância ao risco, previamente necessitando de constante reconforto e de alguma garantia de segurança para que então consigam realizar qualquer operação, ou seja, um histórico de alta dos preços.

Como resultado comprarão um topo de mercado convencidos de que estão diante de uma boa oportunidade e de que os preços continuarão a subir. E como se não bastasse, ainda buscarão quaisquer informações que julguem racionais para que possam justificar porque mantém posições perdedoras enquanto os preços caem e seus prejuízos aumentam, já que o que veem são boas estimativas e um histórico de boas notícias nos noticiários, jornais e relatórios de analistas.

Da mesma maneira, um histórico de queda no mercado intimida e inibe a participação da massa, pois num cenário econômico desfavorável não encontram conforto e segurança nas informações que veem e nas notícias que leem. De forma que mesmo quando diante de preços atraentes não encontram justificativas para comprar, pois torna-se difícil estabelecer uma correspondência entre a notícia e o comportamento do mercado.

"O que importa não é o que acontece, mas como você reage".

Bruce Lee

Na realidade essas pessoas não têm a menor ideia do que estão fazendo e onde estão se metendo. Entram no mercado com uma grande expectativa e uma baixa tolerância ao fracasso, imaginando que os demais investidores estão fazendo o mesmo e ganhando dinheiro. Mas ao contrário, os investidores institucionais estão fazendo lucro na ponta vendida.

O mercado nada mais é do que esperança com relação ao futuro. Os ativos são precificados em função da expectativa futura de resultados, sejam eles bons ou ruins. Ou seja, no início de uma tendência de alta, em função de melhores fundamentos e resultados das empresas, o mercado enxerga um futuro melhor e começa a reagir, independente das notícias pessimistas dos jornais.

As boas notícias só começam a aparecer quando o mercado já subiu e sua tendência de alta está se aproximando de seu topo, e ao atingi-lo, inicia-se um movimento de queda, enquanto que os jornais divulgam boas notícias de maneira eufórica, o que induz à massa entrar no mercado num topo de tendência.

O mercado faz seu topo muito antes do pico das boas notícias. Ele realmente nos informa antecipadamente de possíveis mudanças no contexto econômico antes mesmo das notícias saírem. Ou seja, o mercado é essencialmente a própria notícia.

 

“A inteligência de um homem é inversamente proporcional a sua capacidade de acreditar em boatos”.

Goethe

Opiniões de nada valem a menos que o mercado haja de acordo com o que é afirmado. Investidores e corretores tomam decisões em momentos errados por seguirem as notícias mais que os sinais do mercado. Suas escolhas são equivocadas e dispendiosas, trazendo perdas e frustração. Isso os deixam perplexos e incapazes de ver o que os investidores institucionais estão fazendo no mercado.

As notícias são fundamentais para que esses grupos executem sua estratégia, atuando de forma mais efetiva sobre os preços dos ativos e mascarando a sua manipulação. Induzem a massa mal informada e iludida ao erro, a fazerem exatamente o oposto do que os grandes fundos e bancos estão fazendo. A massa vende enquanto eles compram e compra quando eles decidem que chegou a hora de vender. É da natureza do ser humano querer se enganar e também querer enganar aos outros.

A massa diante do resultado frustrante de suas operações externaliza a sua responsabilidade pelos próprios erros cometidos. Coloca a culpa pelo seu fracasso na situação econômica, nas notícias ou no governo. Diz que o mercado financeiro é um jogo de azar e que é pura manipulação.

O pior é que está afirmação de certo modo está certa, pois seguindo “estratégias perdedoras” terão muito azar e pouca sorte. Na maioria das vezes dizer que o mercado é manipulado é apenas uma desculpa para seus próprios erros. O importante é saber se é o mercado que é manipulado ou se é você quem está sendo manipulado, pois se você consecutivamente compra nos topos e vende nos fundos é você quem está sendo manipulado a perder o seu dinheiro para os outros.

“A Notícia não é importante. É como o mercado reage à notícia que é importante”.

Jesse Livermore

O investidor tem que desenvolver sua capacidade de análise e interpretação do mercado e não se influenciar pelas massas. Para os que acompanham os indicadores econômicos, os fundamentos das empresas e a tendência atual do mercado, as notícias são de pouco ou nenhum valor para que obtenham ganhos no mercado, pois são escritas para tolos, e na maioria das vezes por tolos.

De uma maneira geral as notícias confundem mais do que orientam. Criam pânico e euforia fora de hora, provocando vendas no momento errado ou esperanças que encorajam compras também em momentos errados. E como dito anteriormente, a razão porque as notícias têm pouca relação com os movimentos dos preços é simplesmente o fato de que o mercado se movimenta em relação às notícias de amanhã, pela expectativa futura sobre o desempenho dos ativos. De maneira que as notícias de hoje já foram precificadas e, portanto, já prescreveram.

Quando o mercado sobe diante de notícias ruins temos uma indicação de que as coisas estão melhorando, possivelmente que o pior já passou. É o descompasso entre o relato da notícia e a reação do mercado que permite que os investidores institucionais obtenham tanto sucesso no mercado. Utilizam a super confiança que o público coloca sobre as notícias do passado como um orientador para seus procedimentos e estratégias no presente. Quando a notícia de que as ações se valorizaram se espalha, as massas começam a comprar tarde demais, quando os preços já estão altos e o risco de queda aumenta à medida que os preços aumentam.

Assim, as notícias são muito importantes. São tão importantes que nós, na maioria das vezes, não temos acesso a elas quando elas realmente importam. Já as massas são desorganizadas e desinformadas. Quando querem obter informações sobre o mercado o fazem nos jornais e na televisão, ao invés de obtê-las diretamente do mercado, o qual indicará se ações estão sendo acumuladas ou distribuídas pelos investidores institucionais em quantidades significativas, informação que nunca será encontrada na primeira página do seu jornal favorito.

Dessa forma, quando o investidor adota uma postura mais objetiva e realista de encarar as notícias, bem como uma maneira coerente de analisar o mercado, suas operações e seus investimentos terão mais chances de sucesso e, muito provavelmente, maiores retornos do que os obtidos pela massa desinformada, a qual é levada de um lado para o outro, sem saber ao certo para onde está indo, guiada por manchetes de jornais, por gurus de fóruns ou através de rumores e dicas.

“As notícias são o presente, mas o mercado se movimenta sobre o futuro”.

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A Manipulação das Ações e do Mercado

A maioria das pessoas entende o conceito de oferta e demanda em uma economia livre, mas por mais óbvio que pareça, iremos detalhá-lo. Quando a demanda por um determinado ativo aumenta a sua oferta ao preço em que se encontra diminui. Isso obriga aos que o desejam a comprá-lo a preços mais altos. Logo, havendo aumento na demanda e manutenção da oferta haverá aumento do preço de mercado.

Da mesma forma, se há diminuição na demanda e a oferta pelo ativo se mantém isso obrigará àqueles que desejam vendê-lo a aceitar preços mais baixos. Logo, havendo diminuição na demanda e manutenção da oferta haverá diminuição no preço de mercado.

O que a maioria das pessoas não entende é razão porque os níveis de oferta e demanda no mercado financeiro variam com o passar do tempo. Para isso deve-se indagar de onde a oferta e a demanda vêm. Nisso os investidores institucionais exercem grande influência. Às vezes motivados por notícias, outras em razão dos fundamentos macroeconômicos ou das próprias empresas, e outras vezes simplesmente porque querem.

Os investidores institucionais são os maiores participantes do mercado. Em face de seus imensos recursos, da influência de suas recomendações e do alto volume de operações que realizam, pode-se dizer que são eles que fazem com que o mercado aconteça.

As constantes operações que realizam, sendo a maioria através de robôs, tendem a guiar a tendência dos preços dos ativos. Se o preço sobe acima ou cai abaixo de um determinado nível, seus computadores automaticamente compram ou vendem ativos no mercado, algumas vezes fazendo o que chamamos de “travar o mercado”. De um grosso modo os investidores institucionais são a demanda e a oferta no mercado, a profecia auto-realizável.

"Se o jogo se resumisse a estudar história as pessoas mais ricas seriam os bibliotecários."

Warren Buffett

Sempre que o mercado sobe ou cai a mídia busca algum motivo que explique este comportamento, ou seja, são as notícias que são adequadas ao momento em que o mercado está passando, ao invés do mercado se adequar às notícias, as quais raramente trazem algum benefício aos investidores, pois são poucos aqueles que conseguem tomar proveito do ocorrido em tempo hábil.

É muito comum que o mercado reaja às notícias antes mesmo que sejam divulgadas. Os investidores institucionais se posicionam no mercado antes que as notícias saiam, tomam vantagem do pânico gerado por elas para manipularem os preços, criar altas e baixas súbitas no intuito de vender caro e comprar barato (opinião contrária). Não é surpresa que isso ocorra nos dias em que se definem indicadores importantes, tal como a taxa anual de juros.

Quando há corte nos juros, o que é bom para o mercado por atrair capital para este, minutos antes do corte os investidores institucionais pressionam brutalmente o mercado para baixo para entrarem comprando a preços baixos no momento em que a notícia do corte sai, pois sabem que o mercado vai subir.

Por outro lado, quando há aumento nos juros, o que é ruim para o mercado pois o capital é atraído para a renda fixa que fica mais atraente, o inverso acontece. Minutos antes de a notícia sair os investidores institucionais colocam o mercado para cima para venderem suas posições aproveitando os preços altos quando a notícia do corte sai.

Algumas vezes tentar achar uma razão para um determinado movimento de alta ou de baixa pode resultar na perda da oportunidade de agir no momento certo, pois às vezes só se toma conhecimento da razão quando já é tarde demais para poder aproveitá-la. Como disse, Charlie Munger, "é melhor lembrar o óbvio do que tentar compreender o esotérico."

“Se por um lado você está errado, por outro, está mais errado ainda”.

Capital e Valor

A manipulação é um fator inerente a qualquer mercado de renda variável. Quem tem muito capital faz o mercado reagir de acordo com o que quer independente da tendência do preço, e será muito pior quanto menor for a liquidez do ativo. É muito comum que os investidores institucionais, famosos tubarões, travem o mercado, ou mesmo, revertam momentaneamente a sua tendência.

Eles são responsáveis por 2/3 do volume diário de negócios na B3. São eles que fazem o mercado acontecer e garantem a sua liquidez. Estão organizados como grandes fundos de investimento e bancos, os principais são Morgan Stanley, Credit Suisse, UBS Pactual, Merrill Lynch, JP Morgan, Deutsche Bank e Citigroup.

Apesar das movimentações desses fundos serem mascaradas através de ordens invisíveis ou diluídas através de milhares de operações de pequeno volume executadas através de robôs, todo investidor deve procurar acompanhar como os grandes fundos estão agindo no mercado, principalmente as suas posições no índice futuro. Se estão mais comprados do que vendidos, o que pode significar uma expectativa de alta e vice versa, se estão participando do mercado com grandes volumes de dinheiro ou se não possuem interesse no mercado ao nível em que os preços se encontram. Abaixo a lista dos maiores negociadores do dia no ativo VALE5.

No livro de ofertas abaixo vemos o UBS Pactual com uma ordem de venda maciça de 100.000 ações no leilão de VALE5, dificultando que o ativo suba acima de R$ 36,61.

No livro de ofertas abaixo vemos o JP Morgan com uma ordem de compra maciça de 130.000 ações no leilão de PETR4, dificultando que o ativo caia abaixo de R$ 32,90.

"Minhas expectativas foram reduzidas a zero quando eu tinha vinte e um. Desde então tudo tem sido um bônus".

Stephen Hawking

A influência pesada dos investidores institucionais no mercado, seja este qual for, é inegável. Entretanto, não se deve seguir a crença de que para que alguém ganhe no mercado será sempre necessário que alguém perca. Essa linha de pensamento vem da suposição de que a economia numa escala macro opera com uma quantidade finita de capital. O que é totalmente incoerente, pois diferente de um jogo de poker em que o total do capital é a soma do dinheiro de todos os jogadores, empresas e governos criam novos capitais com sua atividade econômica e seu trabalho. E assim também podem fazer os investidores no mercado. Ressalto que existe a possibilidade, jamais a garantia de se fazer lucro no mercado, diferente do que alguns iniciantes acreditam.

É muito comum na maioria dos finais de ano vermos nos jornais notícias de que a bolsa bateu novo recorde histórico de alta, que o volume de investimento estrangeiro aumentou, que os resultados trimestrais estão superiores aos dos anos anteriores, etc. Tais notícias enchem de esperança um investidor amador e o leva a comprar no exato momento em que deveria estar vendendo (fase de distribuição).

Por outro lado, quando o mercado realiza um forte movimento de alta até que a massa se convença de que o mercado está subindo e isso vire notícia o mesmo já estará num topo, um excelente momento para se encerrar uma posição comprada e/ou abrir uma posição vendida.

“O jornalismo moderno tem uma coisa a seu favor. Ao nos oferecer a opinião dos deseducados ele mantém-nos em dia com a ignorância da comunidade”.

Oscar Wilde

Entretanto, há alguns meses atrás quando os papeis estavam negativos no ano após um forte movimento de queda não haviam notícias informando que o mercado estava num bom momento de compra. As notícias eram pessimistas e a massa estava com medo de entrar no mercado. Neste momento os grandes investidores estavam comprando para venderem às massas desinformadas no final do ano (fase de acumulação). Como disse Mark Twain, “em toda a minha vida eu me deparei com grandes e sortudas oportunidades, e sempre que elas foram desperdiçadas foi por causa da minha própria estupidez ou descuido."

Não se deixe enganar pelas notícias de altas nas Bolsas de Valores. Quando essas notícias circulam é sinal de que a bolsa já subiu e, portanto, as possibilidades de novos aumentos nas mesmas proporções são bastante reduzidas. Investidores experientes buscam boas oportunidades de compra em gaps de baixa após notícias ruins e boas oportunidades de venda a descoberto em gaps de alta após notícias boas, têm opinião contrária à da massa.

A história nos mostra que o mercado sempre leva as coisas ao extremo, seja do lado da euforia ou do pessimismo, o que acaba criando uma desconexão entre fundamentos e expectativas. E é exatamente isto que proporciona excelentes oportunidades de investimentos. O objetivo não é ser do contra apenas para ser assim, mas se sentir confortável apostando contra a opinião da massa quando esta lacuna entre fundamentos e expectativas aparecem.

Logo, é importante deixar claro que apostar na opinião contrária sem pensar resultará na compra de ações de empresas ruins, cujos preços estão despencando simplesmente porque são de empresas ruins, e não porque quem as está vendendo é insensato.

O iniciante sempre acredita que quanto mais acompanhar as notícias melhor será seu desempenho e melhor entenderá e acompanhará o mercado. Procura assistir diversos noticiários, ler várias revistas e acompanhar os sites que analisam o mercado. Entretanto, desconhece o melhor indicador do que acontece no mercado, o qual está diante dos olhos de todos, o preço. Sua variação é o reflexo de todos os efeitos das notícias e indicadores econômicos no mercado e através de sua análise é possível determinar qual direção mais provável o mercado irá seguir.

“Até que vire notícia o movimento do mercado já acabou. Compre o boato e venda o fato”.

A ação dos investidores institucionais sobre os preços dos ativos consiste numa série de operações, que em larga escala, são capazes de mudar a tendência do mercado. Algumas vezes realizam centenas de operações de pequeno valor, mas em razão do grande número de operações compram ou vendem uma grande quantidade de ativos. Outras vezes utilizam ordens de grande valor para travar o mercado, para movê-lo para cima ou para baixo e para marcar fundos e topos.

A falta de participação desses investidores também é um importante indicador. Quando não estão interessados em comprar à medida que os preços sobem ou em vender à medida que os preços caem percebemos uma mudança na relação entre a demanda e a oferta indicada na relação entre os preços e o volume, o que sugere que uma reversão está próxima.

Investidores institucionais não controlam totalmente o mercado, mas estão sempre tomando vantagem deste e criando oportunidades para ganharem dinheiro. Quando o momento é apropriado, mesmo que temporariamente, eles irão colocar um mercado em tendência de baixa para cima ou um mercado em tendência de alta para baixo no intuito de atrair a massa para o mercado e posicioná-la em posições perdedoras no sentido contrário à tendência, disparando ordens stops e tomando vantagem dos preços para vender caro e comprar barato.

“Um idiota nunca aproveita a oportunidade. Na verdade muitas vezes o idiota é oportunidade que os outros aproveitam.”

Millôr Fernandes

O mercado segue um ciclo que se inicia numa fase acumulação, segue para uma fase de alta, uma fase de distribuição, e por fim, uma fase de queda, para então recomeçar uma nova fase de acumulação.

Após uma fase de distribuição uma contínua queda dos preços gera pânico na massa, que vende suas posições a preços baixos e atrativos para que os investidores institucionais comprem. É partir da daí que se inicia a fase de acumulação.

Após essa fase, uma contínua alta dos preços gera o interesse da massa, que entra comprando a preços altos e atrativos para que os investidores institucionais vendam, momento em que iniciam uma fase de distribuição.

Não existe nada certo na bolsa. Pode existir o provável, o possível, o esperado, mas o certo simplesmente não existe. As massas acreditam no que passar no noticiário dos jornais ou em propagandas. Acreditam nas calúnias mais absurdas e nas promessas mais utópicas.

Assim, as massas são fortemente sugestionáveis, submetendo-se facilmente a qualquer doutrina, técnica, método, moda ou guru. Consideram-se num nível superior não obstante a sua mediocridade e insuficiência, sendo composta em sua maioria por especuladores tolos e pretensiosos, altamente questionáveis, que buscam resultados imediatos no curto prazo e que, como resultado disso, na maioria das vezes perdem dinheiro.

Investidores de sucesso se isolam da massa e aprendem a acompanhar e identificar as quatro fases do mercado. Também aprendem a psicologia que guia o mercado e se recusam a serem manipulados por notícias e análises de corretoras.

Quando o mercado abre com gap de baixa e a massa vende por desespero, eles entram comprando. E quando abre com gap de alta e a massa compra por euforia, eles entram vendendo. Seu sucesso está em identificar mudanças entre oferta e demanda, entre o interesse e o desinteresse dos investidores institucionais, entre a força e a fraqueza do mercado nos momentos certos, enquanto ainda há tempo para aproveitar as oportunidades geradas pelo mercado e ganhar dinheiro. 

“Existem duas formas de se aprender algo, pelo amor ou pela dor”.

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Como Investir com Disciplina e ter Sucesso?

A maioria dos investidores não consegue seguir as suas regras durante muito tempo. Só percebem que estão errados quando começam a perder dinheiro, momento em que voltam a refletir sobre as suas atitudes e a obedecer às suas regras.

É comum que comecem investindo com cautela e à medida que ganhem dinheiro fiquem mais gananciosos e comecem a arriscar mais, se contradizendo e quebrando suas próprias regras. Ficam presos num constante processo de “brincar de rico e pobre”.

Enquanto estão “pobres” são cautelosos e responsáveis em suas operações. À medida que essa atitude lhes trazem resultados ficam “ricos” novamente e começam a arriscar mais, momento em que param novamente de respeitar as suas regras e voltam a ficar “pobres”. Essa alternância entre medo e arrogância nas personalidades dos investidores faz com que esse ciclo maldito se repita com regularidade, impedindo-os de acumular patrimônio no longo prazo, sem contar o tempo perdido, o custo de oportunidade e a corrosão inflacionária. O custo de oportunidade implica o juro que deixaram de ganhar aplicando o capital na renda fixa. E a corrosão inflacionária vem da perda de valor do dinheiro com o passar do tempo.

“É preciso um enorme esforço para se descobrir que o esforço é inútil”.

Capital e Valor

Por isso, é fundamental uma contínua auto-reflexão para sair desse paradigma. Porque à medida que os lucros retornam a tendência é apoiar-se neste falso sentido de segurança. Assim, os investidores de sucesso são pessoas objetivas, porém curiosas, confiantes, porém modestas, e jamais arrogantes.

A maioria já teve perdas consideráveis e sobreviveu no mercado. São pacientes e prudentes, suas decisões são baseadas por análises objetivas e realistas, fundamentadas em dados e resultados. Agem com estratégia ao invés de emoção e impulsão. Confiam em sua estratégia e método de análise, entretanto, estão sempre atentos e flexíveis para mudar de estratégia, bem como para aproveitar novas oportunidades de investimento.

Há muito tempo esses investidores desistiram de querer dominar o mercado ou fazer com que este confirme as suas opiniões e, principalmente, as suas expectativas. Ao invés de esforçarem-se para controlar este ambiente tentando obrigá-lo a mudar, de forma que se ajuste às suas demandas, mudaram as suas perspectivas e resolveram adaptarem-se às mudanças que ocorrem neste ambiente, atitude a qual muitos iniciantes têm resistência, sendo a última coisa que estão dispostos a fazer. E quando o fazem, na maioria das vezes é em razão de alguma situação que os obrigou a mudar, normalmente em razão de prejuízos recorrentes. De fato, procurar sempre transformar algo negativo em algo positivo é uma atitude que lhe trará além de aprendizado muita disciplina.

Investidores que auferem o sucesso no longo prazo não seguram operações perdedoras, operam com risco coberto e procuram proteger seu capital. Esperam a oportunidade certa para fazerem dinheiro. Qualquer um pode tolerar perder dinheiro, porém, são poucos os que têm a coragem de perder, voltar para o mercado e continuar acreditando, tendo a audácia e a confiança de assumir que são capazes de aproveitar as oportunidades e de fazerem dinheiro novamente.

É fácil perder, desistir e nunca mais entrar no mercado. O difícil é equilibrar as dicotomias e os excessos da personalidade e evitar posicionamentos extremos. É aprender com as perdas e ter a confiança em si mesmo para operar da maneira certa, sabendo que sempre haverá outro pregão amanhã.

“O mercado financeiro apresenta pouquíssimos modos diferentes de se ganhar dinheiro e algumas centenas de modos diferentes para se perder dinheiro.”

Capital e Valor

Investidores que ao longo dos anos consolidam um bom patrimônio no mercado possuem formação bastante distinta da área de economia ou se quer possuem diploma de nível superior. Entretanto, possuem o que há de maior valor, experiência e disciplina. E a disciplina será a ponte entre objetivos e conquistas, como disse Jim Rohn. Disciplina é a base de qualquer empreitada de sucesso. A maioria das pessoas quando vê uma pessoa bem sucedida, só vê as glórias e o dinheiro, nunca os sacrifícios privados para alcançá-los. Foque no processo e aprenda a apreciá-lo assim como apreciamos os rendimentos, porque é no processo que você vive.

Muitos acreditam que só ganham dinheiro no mercado os economistas e analistas, os quais teoricamente entendem o mercado ou possuem informações privilegiadas. O mercado sobe quando os investidores institucionais o fazem subir e cai quando os mesmos o fazem cair. Isso ocorre na maioria das vezes independente de notícias ou de resultados econômicos e empresariais bons ou ruins. Acompanhar o que esses fundos estão fazendo, comprando, vendendo ou travando o mercado, lhe fará o melhor analista e lhe trará as melhores “informações privilegiadas”.

Alguns iniciantes têm a fantasia de que outras pessoas os farão ricos. É muito mais fácil seguir os conselhos de alguém do que acompanhar o mercado, ler livros, praticar e aprender por conta própria. Muitas vezes pensam que a função primária dos analistas e corretores é ajudá-los a ganharem dinheiro, mas na verdade, e com muita sorte, essa é a sua função secundária. Sua principal função é fazer dinheiro para as empresas em que trabalham e seus clientes são a chave para isso.

O principal problema que essa abordagem traz é que não permite ao investidor evoluir com suas perdas e não o estimula a estudar. Se dermos dois caminhos diferentes para uma pessoa seguir ela tenderá a seguir o mais fácil desde que o resultado dos dois seja igual. O problema é que no caso do mercado o resultado não é sempre igual, apesar de muitos acharem que é.

Pode ser difícil de acreditar mas são as perdas e os insucessos que fazem os investidores evoluírem. Perceber onde e porque falhamos é darmos um passo muito importante na nossa aprendizagem. Quem negocia apenas com base na opinião de outros não consegue tirar lições das perdas, pois não identifica o erro de análise que o levou à perda. O único erro que talvez identifique e de ter seguido cegamente a opinião de alguém. E se tiver lucidez para o fazê-lo talvez essa derrota seja mesmo sua grande vitória.

“Nem sempre o tempo curará as feridas, mas nos trará a educação ao custo da dor”.

Jesse Livermore

Jornais, revistas, sites, analistas e corretores, apresentam apenas ideias e fatos que já ocorreram e não o que é mais provável que aconteça, iludindo e confundindo o investidor indeciso, não o levando a lugar algum. Em razão disso, muitos investidores preferem se isolar de notícias e opiniões de quaisquer meios a fim de analisar o mercado de maneira racional, embasados por dados e resultados e não por opiniões e notícias do passado.

Isso faz com que tomem suas decisões de investimento embasados em suas opiniões próprias, o que é a maneira mais recomendada de se agir, pois ninguém se preocupará mais com seu patrimônio do que você mesmo.

Investidores de primeira viagem estão à procura de uma maneira fácil de enriquecer da noite para o dia, sem gastar nenhum tempo ou esforço para aprender as estratégias de investimento e de análise do mercado, bem como o gerenciamento do risco, ou seja, aquilo que realmente precisam. As pessoas seguem a lei do menor esforço. Esperam ganhar dinheiro no mercado de capitais sem nem mesmo se darem ao trabalho de aprender o funcionamento e o risco de suas operações.

Não espere que o seu investimento vá lhe render rios de dinheiro sem que você despenda energia para ele. Se você tem preguiça de estudar, de acompanhar o mercado, ou mesmo, de realizar os trâmites operacionais, você não está preparado para investir em renda variável, seja comprando ações diretamente ou através de fundos de investimento. Uma pessoa desorganizada financeiramente ou que vive endividada não tem a menor chance no mercado.

Tampouco espere que um gerente, um corretor ou um “guru” vá resolver o seu problema. Pessoas que dizem não ter tempo para acompanhar o mercado procuram bancos e firmas para investirem seu dinheiro. Normalmente tais profissionais recomendam que seus clientes entrem no mercado quando a tendência de alta já aconteceu ou quando está muito próxima ao seu topo.

Por outro lado, num momento em que o mercado está há meses em queda, em que a maioria das notícias e indicadores econômicos são pessimistas, o que indica que um potencial momento de compra está próximo, os investidores, no entanto, em razão de terem medo relutam em comprar ou se desesperam e liquidam posições que assumiram anteriormente. Mas normalmente é nestes momentos que a reversão da tendência acontece e o mercado sobe, deixando o investidor de fora amargando seu prejuízo. Os mercados nunca estão errados; as opiniões frequentemente sim.

“Uma grande quantidade de pessoas procura por rendimentos na bolsa até sofrerem sua primeira perda. Se você não consegue suportar uma perda não deveria investir em ações. Ponto final."

Randy Befumo

Em todos os momentos de baixa no mercado, em que praticamente todos os papeis caem de preço, quando deveriam recomendar uma estratégia para se ganhar na queda ou aconselhar que seus clientes fiquem fora do mercado há sempre analistas recomendando a compra de determinadas empresas, normalmente as blue chips.

Entretanto, o fato de tais empresas serem de grande porte, de terem grande fluxo de caixa, de receita, de investimentos, dentre outros, não quer dizer que suas ações não cairão de preço ou que possuam alguma garantia de valorização. Também não quer dizer que empresas de pequeno e médio porte estarão mais suscetíveis a perdas em momentos de baixa, ou que suas ações terão um desempenho inferior ao daquelas.

Outros recomendam estratégias buy and hold, que sugerem a compra de determinada ação para mantê-la por tempo indeterminado, independente da situação do mercado, aguardando a sua valorização e realizando novos aportes.

É um método que historicamente tem funcionado bem, contudo, desde que seja implementado em ações de empresas que tenham bons fundamentos e que consigam mantê-los no longo prazo. Além do mais, acompanhando a tendência do mercado e utilizando ferramentas de análise para determinar quando comprar, quando vender e, principalmente, quando ficar de fora do mercado, o investidor pode aumentar o retorno de seus investimentos de renda variável. Portanto, só confie em um palpite se você for capaz de identificar algo que consiga explicá-lo.

"É mais fácil evitar problemas do que se livrar deles".

Warren Buffett

Investidores que entraram na bolsa após o final do ano de 2008 dificilmente presenciaram um mercado de baixa, apenas correções de uma tendência de alta que já se estende há dez anos. Nessa década, assim como o mercado de futuros, o mercado de ações está se tornando um investimento de médio e curto prazo. O capital volátil entra e sai da economia de um país cada vez mais rápido e em maior quantidade. Como consequência as ações também estão se movendo mais rápido e muitos acreditam que estratégias de “buy and hold” não mais possibilitarão a mesma rentabilidade do passado.

Diante deste novo cenário é fundamental aprender a adaptar-se às mudanças e não se iludir. Um bom investidor possui confiança, não otimismo. A confiança vem do uso construtivo do pessimismo. Já o otimismo significa esperar o melhor, enquanto que confiança significa saber como lidar com o pior. Jamais faça uma operação apenas por otimismo. O que muda não é o mercado mas nós mesmos.

“É fácil ganhar pouco e perder muito na bolsa. O difícil é ganhar muito e perder pouco”.

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Aprender a Investir no Mercado Financeiro

Investir no mercado evoca a ganância por maiores ganhos e ao mesmo tempo o medo de perder o que se possui. São sentimentos que bloqueiam a percepção das oportunidades e dos perigos, fazendo com que as pessoas tenham a tendência de reconhecer apenas o tipo de informação que confirme e reforce as suas opiniões sobre o mercado, muitas vezes negando informações que claramente poderiam indicar-lhes que a melhor oportunidade está exatamente na outra direção.

A maioria dos investidores possui um estilo de operar próprio. Tomam decisões próprias embasadas por algum tipo específico de informação do mercado. Mas o que normalmente nós não percebemos é que geralmente captamos do mercado as informações que têm a maior relevância para nós.

À medida que focamos cada vez mais a nossa atenção para um tipo determinado de informação estamos sistematicamente excluindo outros tipos de informação que deixamos de lado. Focalizar nas informações que nos ajudam a tomar as melhores decisões é importante, mas geralmente quando as coisas não vão do jeito que gostaríamos provavelmente existe alguma informação no mercado que mostre que estamos errados. Fugir desse tipo de informação pode ser um mecanismo inconsciente de proteção,  no intuito de evitar a dor e o fracasso.

“Se você entra numa festa e não sabe quem é o otário, certamente o otário é você”.

Essa percepção distorcida acontece quando nossa maneira de raciocinar automaticamente distorce as informações do ambiente, moldando e excluindo seletivamente certas informações para compensar os conflitos entre aquilo que nós esperamos e aquilo que o ambiente nos está oferecendo.

Isso implica que de toda a informação disponível no mercado só seremos capazes de perceber aquelas que validem nossas crenças. Nosso orgulho e determinismo sistematicamente inibirão nossa capacidade de perceber no mercado informações que mostrem a existência de outras alternativas e possibilidades e, principalmente, que nos mostrem que estamos errados.

É importante entender essa relação negativa existente entre orgulho e percepção da realidade, buscando sempre corresponder nossas expectativas sobre o ambiente ao que está sendo desenvolvido no mercado.

Distorções de percepção se perpetuam até um ponto no qual a disparidade entre aquilo que se acredita e aquilo que o ambiente apresenta é tão grande, que as defesas mentais e as ilusões se partem de uma só vez. Isso geralmente cria um estado de choque, momento em que as pessoas se indagam como as coisas puderam ter se tornado tão ruins tão rapidamente e como não perceberam isso antes enquanto ainda havia tempo.

Expectativas não satisfeitas criam essa distorção entre a forma como achamos que as coisas deveriam ser e como elas realmente são. As pessoas geralmente evitam a dor instintivamente ao criarem defesas contra a realidade do ambiente para não aceitarem os seus erros. Essas defesas consistem em negações, racionalizações e justificativas – todos os elementos que resultarão na distorção de sua percepção da realidade.

Quando suas operações dão errado e perdem dinheiro as pessoas tendem a culpar a outros, à má sorte ou a qualquer outra coisa. Sabotam-se agindo com imaturidade ao invés de agirem como adultos inteligentes e responsáveis aceitando a realidade como ela é. Afinal, as maiores verdades da vida são as mais desagradáveis de serem ouvidas.

“O que aprendemos com a história é que as pessoas não aprendem com a história.”

Warren Buffett

Não se pode aprender quando se está negando os sinais que indicam seu atual estágio de desenvolvimento. Nem se pode adquirir habilidades e uma aprendizagem efetiva quando se tenta criá-las na base da ilusão sobre a natureza do ambiente e sobre si mesmo.

Investidores de sucesso além de pensarem diferente da maioria das pessoas também agem de forma diferente. Seus comportamentos no mercado são flexíveis enquanto que o da maioria das pessoas é errático, pois seguem o comportamento da manada ao invés de se concentrarem nas informações que realmente tem relevância. 

Podemos não ter a habilidade de controlar o mercado, mas podemos controlar nossa percepção sobre esse ambiente buscando atingir um maior grau de objetividade. Se você sofreu seguidas perdas que o fizeram tomar consciência do mercado de maneira forçada, provavelmente também haverá sofrido danos psicológicos que resultam no medo e na insegurança.

Problemas em nossas vidas pessoais influenciam diretamente nos nossos trabalhos e também nos nossos investimentos e vice versa. Ou seja, quando nossa vida pessoal vai bem, isso tende a influenciar positivamente nossa capacidade de juízo, de análise e de decisão. O medo de perder dinheiro, de estar errado ou de desperdiçar uma boa oportunidade tem o potencial para causar sofrimentos emocionais como stress, ansiedade, confusão, desapontamento e a sensação de traição. Assim, condições emocionais dolorosas são basicamente o resultado de expectativas não satisfeitas.

Essas condições irão também limitar a sua capacidade de resposta em uma dada situação. Muitos investidores sofrem consideravelmente quando sabem exatamente o que fazer, mas quando se deparam com o momento da execução ficam totalmente imobilizados em razão de insegurança. Provavelmente os principais requisitos para se investir bem em renda variável sejam disciplina e flexibilidade.

“O mercado foi feito para transferir dinheiro dos impacientes para os pacientes.” 

Warren Buffett

Desde cedo o ser humano é adestrado ao conceito de caro e de barato. Aprende que comprar caro é ruim e que comprar barato é bom. Contudo, no mercado essa natureza humana tende a fazer com que o investidor perca a oportunidade de investir em bons ativos, cujos preços estão em forte tendência de alta, por achar que estão caros e não acreditar que possam subir ainda mais. Da mesma forma que o induz a investir em ativos podres, cujos preços estão em forte tendência de baixa, por achar que estão baratos e não acreditar que possam cair ainda mais, devendo se recuperar em breve, o que na maioria das vezes acaba não acontecendo.

Antes de investir deve-se desenvolver autoconfiança, o que pode ser resumido em: saber o que fazer no momento em que precisa ser feito e fazê-lo sem hesitação. Qualquer hesitação criará dúvida e medo. Estar focado apenas nas informações que validem os seus medos pode fazer com que você deixe de olhar para informações que mostrariam boas oportunidades de investimento.

Sucesso, confiança e satisfação são sinônimos. Eles nascem um do outro e perpetuam um ciclo positivo de expansão e crescimento mental. Pelo mesmo prisma, desapontamento, insatisfação e deterioração também nutrem um ao outro para criarem um ciclo negativo de dor emocional, ansiedade e depressão.

Assim, o investidor deve agir da forma mais objetiva possível e com disciplina, focado naquilo que precisa aprender e fazer para alcançar seus objetivos. Quanto maior for o seu comprometimento mais facilmente você irá aprender.

"Seu objetivo como investidor deve ser ir para a cama um pouco mais inteligente do que quando você acordou. A aquisição da sabedoria é um dever moral."

Charlie Munger

Isso significa ter um plano, definir de antemão qual será o seu capital de renda variável, o que você pretende em termos de rentabilidade anual, em quais mercados irá investir e quais estratégias operacionais pretende utilizar, o que fazer para trazer as chances a seu favor, quais tipos de posições você vai querer assumir (comprado ou vendido), qual a porcentagem do seu capital que irá comprometer com cada operação, etc.

Da mesma forma, também significa saber o que fazer caso o seu plano não dê certo, respondendo da forma mais rápida possível, ou mesmo, antecipadamente, quando isso ocorrer. Para isso deve-se saber como limitar o prejuízo caso algum imprevisto aconteça, definindo em que nível de preço reconhecerá que está errado e liquidará sua posição, qual o tamanho da posição que irá assumir, o que limitará seu prejuízo e a sua exposição ao risco, bem como o tipo de mercado e de ativos em que irá ou poderá operar.

Por último, significa saber quando encerrar uma operação vencedora. Muitos investidores passam a maior parte do tempo estudando o mercado e procurando pontos de entrada deixando de lado a definição da meta de lucro, o ponto em que irá encerrar a operação. Assim, antes de abrir uma posição defina duas saídas, o stop e o seu objetivo de lucro. Quando alguma delas for atingida liquide a operação.

Qualquer pessoa que pretenda investir em renda variável deve endereçar a essas questões para que obtenha sucesso no longo prazo. Entretanto, muitos seguem a lei do menor esforço e não realizam qualquer um desses planejamentos. Entram no mercado com atitudes irresponsáveis e incoerentes, abrindo posições “embasados” por dicas de amigos e gurus. Ficam torcendo para que suas operações deem certo, assim como fazem os jogadores nas corridas de cavalos e nos cassinos.

Pensando apenas no lucro esquecem de pensar na possibilidade do prejuízo. E quando suas operações dão errado aumentam o tamanho da posição fazendo preço médio para baixo. Já outros insistem em operar contra a tendência do mercado, pois não têm flexibilidade para mudar de opinião ou de estratégia, ou mesmo, para limitar seus prejuízos.

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisará temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo e nem a si mesmo, perderá todas as batalhas."

Sun Tzu

Qualquer processo de aprendizado deve obedecer a pressupostos básicos, tais como o fato de que ainda não aprendemos tudo o que há para ser aprendido, que em algum momento aquilo que já sabemos pode vir a não ser mais útil e que aquilo que aprendemos e entendemos como sendo útil está sujeito a mudanças devido às condições mutáveis do mercado. Para atingir um objetivo é preciso decidir não resistir a aprender e a mudar, mantendo-se num constante estado de aprendizagem.

O investidor deve identificar o seu nível de conforto ao risco, reconhecer as técnicas e métodos que precisa aprender para progredir e focar no desenvolvimento dessas habilidades, ao invés de ficar focado apenas no dinheiro, o qual será meramente um produto das suas operações.

Além disso, deve ser capaz de executar uma operação assim que identifique uma boa oportunidade de investimento, aprendendo assim a interpretar as informações do mercado e a agir da maneira mais apropriada para se satisfazer. Caso contrário, irá se submeter às mesmas experiências ruins repetidamente até que perca todo seu capital e desista do mercado, ou até que tome consciência de que precisa mudar.

A maioria dos investidores no começo se depara com confusão mental, ansiedade, frustração e a dor do fracasso. Aqueles que conseguem passar por essa fase através do aprendizado persistem no mercado. Já os que não aprendem não acumulam grandes lucros ou são varridos para fora do mercado.

Pessoas que conseguiram desenvolver seu lado psicológico o fizeram através da auto-reflexão e do reajustamento, algo que exige muito esforço e tempo. Não foram as estratégias ou as ferramentas de análise que essas pessoas mudaram. O que mudou foram elas mesmas.

“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”.

Henry Ford

Confiança e medo são condições emocionais muito similares na sua natureza, separadas apenas por grau. À medida que o nível de confiança de alguém sobe dissipam-se as sensações de stress, ansiedade, confusão e medo proporcionalmente. A autoconfiança também aumenta conforme a pessoa desenvolve a capacidade de agir, fazendo aquilo que precisa ser feito, sem hesitação.

Assim, predefina o que será a perda para cada operação. Aceitar a inevitabilidade de uma perda é uma habilidade obrigatória para quem pretende investir em renda variável. Tornando o stop de uma posição perdedora uma ação automática no seu estilo de operar você estará psicologicamente e emocionalmente mais bem preparado para aproveitar a próxima oportunidade assim que ela surgir, mesmo que seja na mesma direção da operação que liquidou.

Liquide as suas operações perdedoras assim que você perceber que deram errado ou assim que seu limite de perda for atingido. Quando você não aciona o stop e o mercado piora para o seu lado você entra num ciclo de remorso, frustração e descrença.

Muitas vezes ao invés de “zerar” a posição quando o limite de prejuízo é atingido o investidor espera que o mercado dê uma “subidinha” para que então possa liquidá-la no zero a zero. Mas na maioria das vezes essa “subidinha” não acontece, cabendo ao investidor apenas a lamentação. Portanto, adaptar-se às mudanças ocorridas no mercado implica mudar a si mesmo à medida que se aprende mais sobre o que o mercado tem a oferecer.

“Aceite as pequenas perdas com um sorriso, como fatos da vida. Mas se seus investimentos andam mal, saia e parta para outra. Saber perder é uma das virtudes de um bom investidor”.

Capital e Valor

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